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Educação

Imersão da Fiocruz incentiva 150 alunas a seguir carreira científica

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu 150 estudantes do ensino médio para uma imersão de verão voltada a meninas e jovens interessadas em...

19/02/2026 · 08h58
Imersão da Fiocruz incentiva 150 alunas a seguir carreira científica

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu 150 estudantes do ensino médio para uma imersão de verão voltada a meninas e jovens interessadas em ciência, em ação ligada ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro. O programa, realizado na sede da instituição em Manguinhos, Rio de Janeiro, durou três dias e aproximou as participantes de pesquisadoras de 13 unidades da fundação.

Quem participou

Entre as alunas estava Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, de 17 anos, que cursa o ensino médio com técnico em Química no Instituto Federal do Rio de Janeiro, campus Duque de Caxias. Raíssa participou pela primeira vez em 2025 e retornou ao programa neste ano, acompanhada pela amiga Beatriz Antônio da Silva, também de 17 anos e colega no mesmo instituto federal. Outra participante foi Duane de Souza, de 17 anos, moradora de Bangu e estudante do Instituto Federal, campus Maracanã, que declarou já ter interesse por biologia.

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O que é o programa

A imersão faz parte de uma iniciativa da Fiocruz, em curso desde 2020, para estimular o ingresso de meninas em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A coordenação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência é integrada por profissionais como a analista de gestão em saúde pública Beatriz Duqueviz, que descreve o programa em três frentes: reconhecimento e valorização de cientistas mulheres; produção de pesquisas sobre gênero; e ações para despertar o interesse de meninas pela ciência.

Como foi a experiência

As atividades incluíram visitas a laboratórios com microscópios e provetas e também a espaços menos associados ao estereótipo do cientista, como o Laboratório de Conservação Preventiva e a redação da revista Cadernos de Saúde Pública. A co-editora chefe da publicação, Luciana Dias de Lima, ressaltou a importância de mostrar às estudantes que o trabalho científico tem múltiplas dimensões e é frequentemente coletivo e interdisciplinar; atualmente a revista é chefiada por três pesquisadoras como co-editoras.

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Participantes relataram que a imersão ajudou a desfazer ideias de que pesquisa seria inacessível. Duane afirmou que o contato com pesquisadores lhe deu clareza para escolher uma área dentro da biologia. Sulamita do Nascimento Morais, de 17 anos e estudante de escola estadual no Méier, disse que a experiência reforçou sua decisão de cursar ciência da computação, apesar de tabus sociais que associam tecnologia a meninos.

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Por que o programa é necessário

A coordenação observa que meninas são desencorajadas desde a infância e que, quando chegam à adolescência, especialmente as de famílias de menor renda, muitas vezes precisam dividir o tempo de estudo com tarefas domésticas. A iniciativa da Fiocruz foi lançada durante a gestão de Nísia Trindade, primeira mulher a presidir a Fundação e que também foi ministra da Saúde, e busca ampliar a presença feminina em diferentes níveis da carreira científica.

Ao final da imersão, as estudantes tiveram contato direto com pesquisadores e espaços de trabalho que ampliaram a visão sobre possíveis trajetórias profissionais na ciência.

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu 150 estudantes do ensino médio para uma imersão de verão voltada a meninas e jovens interessadas em ciência, em ação ligada ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro. O programa, realizado na sede da instituição em Manguinhos, Rio de Janeiro, durou três dias e aproximou as participantes de pesquisadoras de 13 unidades da fundação.

Quem participou

Entre as alunas estava Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, de 17 anos, que cursa o ensino médio com técnico em Química no Instituto Federal do Rio de Janeiro, campus Duque de Caxias. Raíssa participou pela primeira vez em 2025 e retornou ao programa neste ano, acompanhada pela amiga Beatriz Antônio da Silva, também de 17 anos e colega no mesmo instituto federal. Outra participante foi Duane de Souza, de 17 anos, moradora de Bangu e estudante do Instituto Federal, campus Maracanã, que declarou já ter interesse por biologia.

O que é o programa

A imersão faz parte de uma iniciativa da Fiocruz, em curso desde 2020, para estimular o ingresso de meninas em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A coordenação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência é integrada por profissionais como a analista de gestão em saúde pública Beatriz Duqueviz, que descreve o programa em três frentes: reconhecimento e valorização de cientistas mulheres; produção de pesquisas sobre gênero; e ações para despertar o interesse de meninas pela ciência.

Como foi a experiência

As atividades incluíram visitas a laboratórios com microscópios e provetas e também a espaços menos associados ao estereótipo do cientista, como o Laboratório de Conservação Preventiva e a redação da revista Cadernos de Saúde Pública. A co-editora chefe da publicação, Luciana Dias de Lima, ressaltou a importância de mostrar às estudantes que o trabalho científico tem múltiplas dimensões e é frequentemente coletivo e interdisciplinar; atualmente a revista é chefiada por três pesquisadoras como co-editoras.

Participantes relataram que a imersão ajudou a desfazer ideias de que pesquisa seria inacessível. Duane afirmou que o contato com pesquisadores lhe deu clareza para escolher uma área dentro da biologia. Sulamita do Nascimento Morais, de 17 anos e estudante de escola estadual no Méier, disse que a experiência reforçou sua decisão de cursar ciência da computação, apesar de tabus sociais que associam tecnologia a meninos.

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Por que o programa é necessário

A coordenação observa que meninas são desencorajadas desde a infância e que, quando chegam à adolescência, especialmente as de famílias de menor renda, muitas vezes precisam dividir o tempo de estudo com tarefas domésticas. A iniciativa da Fiocruz foi lançada durante a gestão de Nísia Trindade, primeira mulher a presidir a Fundação e que também foi ministra da Saúde, e busca ampliar a presença feminina em diferentes níveis da carreira científica.

Ao final da imersão, as estudantes tiveram contato direto com pesquisadores e espaços de trabalho que ampliaram a visão sobre possíveis trajetórias profissionais na ciência.

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