Adriane Galisteu, apresentadora de “A Fazenda”, afirmou neste domingo (16/2) que comparar o reality rural ao “BBB26” apenas por conflitos é reduzir o formato. A declaração foi dada durante entrevista à repórter Katharine Alves, do portal LeoDias, no sambódromo Marquês de Sapucaí.
TRANSMISSÃO: Record
Galisteu afirmou que os desentendimentos exibidos no programa não surgem isoladamente, mas fazem parte das interações humanas, e que o confinamento apenas intensifica sentimentos e posturas que já existem fora das câmeras. Segundo a apresentadora, a presença de câmeras 24 horas torna as reações mais visíveis, mas não cria comportamentos inéditos.
A comunicadora também destacou que enxergar o sucesso do reality somente pelas tretas é ignorar outros elementos da atração, como as alianças, as histórias pessoais e as relações que se formam ao longo das semanas. Para ela, essas dinâmicas são responsáveis pela identificação do público, que reconhece no programa debates e atitudes presentes no cotidiano.
Galisteu disse ainda acreditar que o formato funciona como um retrato do momento social do país, refletindo quando a sociedade está mais pacificada ou mais conflituosa. Em sua avaliação, a autenticidade dos participantes e a capacidade do programa de acompanhar o contexto público explicam parte da repercussão e da audiência.
Durante a conversa com a reportagem, a apresentadora resumiu a atração como uma espécie de narrativa real, capaz de expor comportamentos e emoções que o público reconhece fora do ambiente de confinamento. Ela reafirmou que o caráter humano das interações é o que mantém o formato relevante, independentemente das polêmicas.

As observações de Galisteu ocorrem em meio a comparações frequentes entre os dois realities, alimentadas por episódios de confronto e pela cobertura da mídia. A apresentadora pediu que se observe também o contexto mais amplo do programa, apontando para as múltiplas dimensões que compõem a experiência do público e dos competidores.
Ao colocar o foco nas relações e na representação social, Galisteu reafirmou a visão de que o sucesso do formato passa pela fidelidade ao comportamento humano e à identificação do espectador com as histórias mostradas dentro do confinamento.
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