A AMD apresentou a arquitetura Zen 6 para servidores Epyc (Venice-X), com chiplets otimizados. Mais núcleos, frequências elevadas e melhor eficiência devem chegar aos Ryzen e intensificar a concorrência com a Intel.
A disputa no mercado de processadores para PCs e notebooks deve esquentar em breve. A AMD revelou oficialmente a arquitetura Zen 6, inicialmente voltada à linha de servidores Epyc, de codinome Venice-X. Historicamente, o design de chiplets e núcleos desenvolvido para data centers serve de base para os processadores de consumo, o que indica que a nova geração Ryzen deve chegar com mais núcleos, frequências maiores e melhorias no consumo energético.
Um dos principais destaques é o ganho de desempenho multithread. Da arquitetura Zen 3 à Zen 5, a AMD manteve o limite de 8 núcleos por complexo de processamento (CCD). Com a Zen 6, essa densidade sobe para 12 núcleos por CCD, permitindo que os modelos topo de linha cheguem a 24 núcleos e 48 threads em um único encapsulamento — um avanço relevante para criadores e profissionais.
A manutenção do multithreading simultâneo garante à AMD vantagem na contagem total de threads, em contraste com modelos recentes da Intel, que removeram o Hyper-Threading de certas linhas. Os novos chips Zen 6 seguem processando duas threads por núcleo, entregando até 48 threads simultâneas em um modelo high-end.
Outro ponto são as frequências inéditas esperadas para os Ryzen. Rumores sugerem que, em condições ideais, alguns modelos podem se aproximar ou ultrapassar a marca dos 7 GHz.
A estrutura de memória interna também será ampliada: o cache L3 nativo por CCD passa de 32 MB para 48 MB, totalizando 96 MB de cache L3 compartilhado em modelos com dois chiplets. Para os gamers, as variantes com tecnologia 3D V-Cache terão o cache empilhado ampliado de 64 MB para 96 MB por die, o que permitiria a um futuro Ryzen X3D ultrapassar 144 MB de cache L3 total.
Além dos núcleos tradicionais de alta performance, a AMD deve introduzir a variante Zen 6 LP (Low-Power), voltada a operar com consumo reduzido em tarefas de segundo plano e hibernação, melhorando a autonomia em notebooks e consoles portáteis.
Por fim, a empresa mantém a compatibilidade com o soquete AM5, permitindo que donos de placas-mãe das séries 600 ou 800 façam upgrade apenas trocando o processador — abordagem diferente da adotada pela Intel, que costuma mudar de soquete a cada uma ou duas gerações.
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