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Apenas quatro candidatos terão horário eleitoral gratuito na TV e no rádio

Candidatos à Presidência têm espaço garantido na propaganda eleitoral de rádio e TV.

04/08/2026 · 20h01
Apenas quatro candidatos terão horário eleitoral gratuito na TV e no rádio

Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury têm vaga garantida na propaganda eleitoral. O TSE divide o tempo segundo bancadas e federações de 2022. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ficam de fora.

Apenas quatro candidatos à Presidência da República têm espaço garantido nos blocos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza os cálculos para a divisão do horário eleitoral com base no tamanho das bancadas e federações partidárias, critério definido a partir dos resultados das eleições de 2022.

Candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não terão acesso a essa divisão. O partido Missão, por ser recém-criado, e o Novo, por não ter cumprido a cláusula de barreira em 2022, ficam fora da propaganda eleitoral gratuita, mesmo apresentando pontuações relevantes nas pesquisas.

Três cenários foram apresentados para ilustrar as variações na divisão do horário eleitoral, dependendo das alianças. No cenário atual, Flávio Bolsonaro, se disputar de forma isolada, terá um tempo expressivo, já que o PL possui a maior bancada de deputados eleitos em 2022.

Os blocos do horário eleitoral têm cerca de 12 minutos e meio, excluindo as inserções durante a programação. Se Flávio Bolsonaro firmar uma aliança com o Podemos, seu tempo aumentaria, afetando proporcionalmente o espaço de Lula. O cenário mais impactante seria uma aliança entre PL e Republicanos, embora analistas acreditem que essa hipótese é pouco provável. Nesse caso, Flávio Bolsonaro teria aproximadamente 40% do tempo total, enquanto Lula cairia para a segunda posição.

Para Ronaldo Caiado e Augusto Cury, as mudanças seriam mínimas em qualquer cenário apresentado.

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“Não é por acaso que as campanhas escolheram marqueteiros especialistas em televisão, mais do que de redes sociais”, afirmou um analista de política.

Os marqueteiros destacam que as inserções ao longo da programação são mais eficazes do que o bloco fixo do horário eleitoral. No atual cenário, Flávio Bolsonaro teria cerca de 20% a menos de tempo do que Lula, resultando em consideravelmente menos inserções. Caiado, com dois minutos e dois segundos, deve ter entre cinco e seis inserções, enquanto Augusto Cury, com 36 segundos, teria no máximo duas ou três. Renan Santos e Romeu Zema não terão inserções.

Com o eleitorado brasileiro envelhecendo, esse segmento é fortemente influenciado pela propaganda no rádio e na televisão. Pesquisas indicam que esse público tende a avaliar a credibilidade dos candidatos com base nas campanhas televisivas, conferindo mais confiança ao que veem na TV. Lula apresenta vantagem entre o eleitorado mais velho, com 50%, contra 35% de Flávio.

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A TV ainda se mostra uma oportunidade estratégica para Caiado, que busca se destacar nas pesquisas e se aproximar de Flávio Bolsonaro. Em regiões do interior do Brasil, onde o acesso às redes sociais é restrito, a TV continua a ter um papel fundamental. Para Caiado, o tempo de TV é crucial para apresentar propostas, atacar adversários e se defender.

Por outro lado, candidatos sem tempo de TV, como Renan Santos e Romeu Zema, devem apostar nos debates televisivos para compensar a ausência na propaganda eleitoral.

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Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury têm vaga garantida na propaganda eleitoral. O TSE divide o tempo segundo bancadas e federações de 2022. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ficam de fora.

Apenas quatro candidatos à Presidência da República têm espaço garantido nos blocos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza os cálculos para a divisão do horário eleitoral com base no tamanho das bancadas e federações partidárias, critério definido a partir dos resultados das eleições de 2022.

Candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não terão acesso a essa divisão. O partido Missão, por ser recém-criado, e o Novo, por não ter cumprido a cláusula de barreira em 2022, ficam fora da propaganda eleitoral gratuita, mesmo apresentando pontuações relevantes nas pesquisas.

Três cenários foram apresentados para ilustrar as variações na divisão do horário eleitoral, dependendo das alianças. No cenário atual, Flávio Bolsonaro, se disputar de forma isolada, terá um tempo expressivo, já que o PL possui a maior bancada de deputados eleitos em 2022.

Os blocos do horário eleitoral têm cerca de 12 minutos e meio, excluindo as inserções durante a programação. Se Flávio Bolsonaro firmar uma aliança com o Podemos, seu tempo aumentaria, afetando proporcionalmente o espaço de Lula. O cenário mais impactante seria uma aliança entre PL e Republicanos, embora analistas acreditem que essa hipótese é pouco provável. Nesse caso, Flávio Bolsonaro teria aproximadamente 40% do tempo total, enquanto Lula cairia para a segunda posição.

Para Ronaldo Caiado e Augusto Cury, as mudanças seriam mínimas em qualquer cenário apresentado.

“Não é por acaso que as campanhas escolheram marqueteiros especialistas em televisão, mais do que de redes sociais”, afirmou um analista de política.

Os marqueteiros destacam que as inserções ao longo da programação são mais eficazes do que o bloco fixo do horário eleitoral. No atual cenário, Flávio Bolsonaro teria cerca de 20% a menos de tempo do que Lula, resultando em consideravelmente menos inserções. Caiado, com dois minutos e dois segundos, deve ter entre cinco e seis inserções, enquanto Augusto Cury, com 36 segundos, teria no máximo duas ou três. Renan Santos e Romeu Zema não terão inserções.

Com o eleitorado brasileiro envelhecendo, esse segmento é fortemente influenciado pela propaganda no rádio e na televisão. Pesquisas indicam que esse público tende a avaliar a credibilidade dos candidatos com base nas campanhas televisivas, conferindo mais confiança ao que veem na TV. Lula apresenta vantagem entre o eleitorado mais velho, com 50%, contra 35% de Flávio.

A TV ainda se mostra uma oportunidade estratégica para Caiado, que busca se destacar nas pesquisas e se aproximar de Flávio Bolsonaro. Em regiões do interior do Brasil, onde o acesso às redes sociais é restrito, a TV continua a ter um papel fundamental. Para Caiado, o tempo de TV é crucial para apresentar propostas, atacar adversários e se defender.

Por outro lado, candidatos sem tempo de TV, como Renan Santos e Romeu Zema, devem apostar nos debates televisivos para compensar a ausência na propaganda eleitoral.

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