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Boa aptidão cardiorrespiratória corta risco de demência e depressão

Estudo revela que aptidão cardiorrespiratória está ligada à saúde cognitiva.

15/08/2026 · 11h27
Boa aptidão cardiorrespiratória corta risco de demência e depressão

Revisão de 27 estudos publicada na Nature Mental Health associa melhor condicionamento físico a menor incidência de depressão, demência e transtornos psicóticos. A pesquisa reforça o papel do exercício para a saúde mental.

A aptidão cardiorrespiratória, que se refere à capacidade do organismo de absorver, transportar e utilizar oxigênio durante atividades físicas, é amplamente reconhecida como indicador da saúde cardiovascular. Pesquisas recentes indicam que os benefícios dessa aptidão também se estendem ao funcionamento do cérebro.

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Uma revisão de 27 estudos, publicada em março na revista Nature Mental Health, mostra que pessoas com melhor condicionamento físico apresentam menor risco de desenvolver condições como depressão, demência e transtornos psicóticos. A análise foi feita por pesquisadores da Espanha, do Chile e do Uruguai e abrange evidências coletadas entre 2009 e 2025, com mais de 4 milhões de participantes de 10 a 72 anos em nove países.

Os pesquisadores sugerem que diversos mecanismos podem explicar essa relação protetora, segundo o neurologista Ivan Okamoto, do Einstein Hospital Israelita.

“A elevação do fluxo sanguíneo leva a um aumento da oferta de substâncias como a endorfina e os fatores de crescimento neuronais, favorecendo a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de criar novas ligações entre os neurônios.”

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A prática regular de exercícios físicos também tem papel importante na redução da inflamação crônica e do estresse oxidativo, fatores associados à neurodegeneração, ao comprometimento das funções sinápticas e a alterações nos sistemas de neurotransmissores. Em conjunto, esses elementos podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais e de doenças neurodegenerativas.

Como melhorar o condicionamento

Para melhorar a aptidão cardiorrespiratória, a principal estratégia é manter uma rotina regular de exercícios, com ênfase em atividades aeróbicas como caminhada rápida, corrida, ciclismo, natação e esportes variados. A musculação também é benéfica, porque pode aumentar a capacidade funcional e facilitar a prática de outras modalidades.

Os especialistas recomendam encontrar uma rotina sustentável, com progressão gradual e, sempre que possível, acompanhamento profissional.

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“A boa aptidão cardiovascular deve fazer parte de um estilo de vida saudável, que envolva também um bom padrão alimentar e o acompanhamento da pressão sanguínea, entre outros fatores”, ressaltou Okamoto.

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Revisão de 27 estudos publicada na Nature Mental Health associa melhor condicionamento físico a menor incidência de depressão, demência e transtornos psicóticos. A pesquisa reforça o papel do exercício para a saúde mental.

A aptidão cardiorrespiratória, que se refere à capacidade do organismo de absorver, transportar e utilizar oxigênio durante atividades físicas, é amplamente reconhecida como indicador da saúde cardiovascular. Pesquisas recentes indicam que os benefícios dessa aptidão também se estendem ao funcionamento do cérebro.

Uma revisão de 27 estudos, publicada em março na revista Nature Mental Health, mostra que pessoas com melhor condicionamento físico apresentam menor risco de desenvolver condições como depressão, demência e transtornos psicóticos. A análise foi feita por pesquisadores da Espanha, do Chile e do Uruguai e abrange evidências coletadas entre 2009 e 2025, com mais de 4 milhões de participantes de 10 a 72 anos em nove países.

Os pesquisadores sugerem que diversos mecanismos podem explicar essa relação protetora, segundo o neurologista Ivan Okamoto, do Einstein Hospital Israelita.

“A elevação do fluxo sanguíneo leva a um aumento da oferta de substâncias como a endorfina e os fatores de crescimento neuronais, favorecendo a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de criar novas ligações entre os neurônios.”

A prática regular de exercícios físicos também tem papel importante na redução da inflamação crônica e do estresse oxidativo, fatores associados à neurodegeneração, ao comprometimento das funções sinápticas e a alterações nos sistemas de neurotransmissores. Em conjunto, esses elementos podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais e de doenças neurodegenerativas.

Como melhorar o condicionamento

Para melhorar a aptidão cardiorrespiratória, a principal estratégia é manter uma rotina regular de exercícios, com ênfase em atividades aeróbicas como caminhada rápida, corrida, ciclismo, natação e esportes variados. A musculação também é benéfica, porque pode aumentar a capacidade funcional e facilitar a prática de outras modalidades.

Os especialistas recomendam encontrar uma rotina sustentável, com progressão gradual e, sempre que possível, acompanhamento profissional.

“A boa aptidão cardiovascular deve fazer parte de um estilo de vida saudável, que envolva também um bom padrão alimentar e o acompanhamento da pressão sanguínea, entre outros fatores”, ressaltou Okamoto.

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