Time mineiro desperdiça três cobranças na final da Sul-Americana e amarga vice-campeonato pela segunda vez em um ano
O Atlético‑MG vivenciou mais uma noite de frustração continental ao perder a final da Copa Sul‑Americana 2025 para o Lanús, da Argentina, por 5 a 4 nos pênaltis — após um empate de 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
Em Assunção, no estádio Estádio Defensores del Chaco, o jogo foi marcado pelo nervosismo habitual de uma final internacional, mas com um nervosismo que acabou excedendo o recomendado para o clube mineiro. Durante os 120 minutos, o Galo até teve boas chances — como uma falta de Bernard que acertou a trave e um cabeceio de Biel já na prorrogação — mas nada suficiente para furar o bloqueio argentino.
Na disputa de pênaltis, o drama se acentuou: o goleiro adversário, Nahuel Losada, brilhou ao defender as cobranças de Hulk, Biel e Vitor Hugo, selando o título para o Lanús. O próprio goleiro atleticano, Everson, que havia defendido a primeira cobrança, acabou não sendo suficiente para virar o cenário.

Com esse resultado, o Atlético-MG se junta ao Fluminense (2008/2009) como um dos poucos clubes brasileiros que perderam finais consecutivas de torneios da CONMEBOL — Libertadores em 2024 e agora Sul-Americana em 2025. Além disso, esta é a quarta temporada seguida em que um clube do Brasil sai vice-campeão da Sul-Americana — uma sequência desconfortável para o futebol nacional.
No âmbito doméstico, o resultado também tem impacto: o Atlético-MG, atualmente na 11ª colocação no Brasileirão, perde a chance de assegurar uma vaga direta na próxima edição da Libertadores por este caminho. A equipe volta a campo já na próxima terça-feira, quando enfrenta o Flamengo em casa.
O mundo atleticano se prepara agora para absorver a dor de mais uma decisão perdida — e já começa a cobrar reflexões sobre o projeto, o elenco e a mentalidade que antecede finais.
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