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Ausência paterna pode transformar homens em pais melhores — saiba como

A ausência paterna pode motivar homens a se tornarem pais mais presentes e afetivos.

09/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h50
Ausência paterna pode transformar homens em pais melhores — saiba como

No consultório, muitos homens carregam o medo de não saberem ser pais após uma infância com pai ausente ou distante. Winnicott lembra que basta ser um ‘pai suficientemente bom’ para oferecer proteção e afeto.

No dia a dia do consultório de psicoterapia, muitos homens compartilham uma dor comum: o medo de não saberem como ser pais. Aqueles que cresceram com a memória de um pai ausente, rígido ou distante frequentemente se questionam: “Como vou conseguir guiar o meu filho se eu mesmo não tive um guia no meu crescimento?”

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Para compreender essa angústia, a psicanálise oferece uma visão reconfortante através de Donald Winnicott. De acordo com ele, para criar um filho de forma saudável, nenhum homem precisa ser perfeito. O que a criança realmente precisa é de um pai “suficientemente bom”, que esteja presente, que cometa erros de vez em quando, mas que ofereça um ambiente seguro para o desenvolvimento da criança.

A angústia do pai contemporâneo surge de um desejo genuíno: ele não quer ser apenas o provedor financeiro da casa. Ele almeja participar ativamente, criar vínculos, estar emocionalmente disponível e estabelecer uma relação de afeto com seu filho.

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Na prática clínica, observa-se que muitos homens acreditam que a falta de uma referência paterna os torna menos preparados para a paternidade. No entanto, essa percepção pode não corresponder à realidade. Muitas vezes, a ausência vivida se transforma em motivação para fazer diferente, para ser um pai melhor.

Ser pai pode ser um poderoso ato de reparação emocional. Quando um homem decide oferecer ao filho a atenção, o acolhimento e o diálogo que não recebeu na infância, um processo importante se inicia: ao cuidar da infância do filho, ele também começa a lidar com as próprias feridas do passado. Essa escolha consciente pode interromper ciclos familiares de silêncio, distância emocional ou abandono que atravessaram gerações.

Se o passado foi marcado por ausências, esse homem pode optar por construir uma presença diferente. Curiosamente, o medo de errar não é um sinal de incapacidade; pelo contrário, muitas vezes, é a prova de que ele se importa. Ser pai não significa ter todas as respostas, mas sim estar disponível para caminhar ao lado do filho, oferecendo segurança, escuta e afeto. Afinal, quando o mundo parecer grande e assustador, é essa presença que ajudará a criança a se sentir protegida.

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No consultório, muitos homens carregam o medo de não saberem ser pais após uma infância com pai ausente ou distante. Winnicott lembra que basta ser um ‘pai suficientemente bom’ para oferecer proteção e afeto.

No dia a dia do consultório de psicoterapia, muitos homens compartilham uma dor comum: o medo de não saberem como ser pais. Aqueles que cresceram com a memória de um pai ausente, rígido ou distante frequentemente se questionam: “Como vou conseguir guiar o meu filho se eu mesmo não tive um guia no meu crescimento?”

Para compreender essa angústia, a psicanálise oferece uma visão reconfortante através de Donald Winnicott. De acordo com ele, para criar um filho de forma saudável, nenhum homem precisa ser perfeito. O que a criança realmente precisa é de um pai “suficientemente bom”, que esteja presente, que cometa erros de vez em quando, mas que ofereça um ambiente seguro para o desenvolvimento da criança.

A angústia do pai contemporâneo surge de um desejo genuíno: ele não quer ser apenas o provedor financeiro da casa. Ele almeja participar ativamente, criar vínculos, estar emocionalmente disponível e estabelecer uma relação de afeto com seu filho.

Na prática clínica, observa-se que muitos homens acreditam que a falta de uma referência paterna os torna menos preparados para a paternidade. No entanto, essa percepção pode não corresponder à realidade. Muitas vezes, a ausência vivida se transforma em motivação para fazer diferente, para ser um pai melhor.

Ser pai pode ser um poderoso ato de reparação emocional. Quando um homem decide oferecer ao filho a atenção, o acolhimento e o diálogo que não recebeu na infância, um processo importante se inicia: ao cuidar da infância do filho, ele também começa a lidar com as próprias feridas do passado. Essa escolha consciente pode interromper ciclos familiares de silêncio, distância emocional ou abandono que atravessaram gerações.

Se o passado foi marcado por ausências, esse homem pode optar por construir uma presença diferente. Curiosamente, o medo de errar não é um sinal de incapacidade; pelo contrário, muitas vezes, é a prova de que ele se importa. Ser pai não significa ter todas as respostas, mas sim estar disponível para caminhar ao lado do filho, oferecendo segurança, escuta e afeto. Afinal, quando o mundo parecer grande e assustador, é essa presença que ajudará a criança a se sentir protegida.

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