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Ação Social

Debate na TV Alese aborda avanços e obstáculos do voto feminino no Brasil

O programa Elas no Comando, da TV Alese, promoveu um debate sobre o direito ao voto e a representatividade política das mulheres, reunindo a advogada e ativista Ana Lúcia Aguiar e a pesquisadora da USP, doutora em Ciência Política e escritora Hannah Maruci. A edição foi ao ar em alusão ao Dia da Instituição do […]

05/11/2025 · 20h11
Debate na TV Alese aborda avanços e obstáculos do voto feminino no Brasil

O programa Elas no Comando, da TV Alese, promoveu um debate sobre o direito ao voto e a representatividade política das mulheres, reunindo a advogada e ativista Ana Lúcia Aguiar e a pesquisadora da USP, doutora em Ciência Política e escritora Hannah Maruci. A edição foi ao ar em alusão ao Dia da Instituição do Direito ao Voto da Mulher no Brasil, celebrado em 3 de novembro, e contou com apresentação da jornalista Valquíria Miron.

Falando diretamente da Alemanha, Hannah Maruci ampliou o alcance do encontro, que examinou conquistas e entraves ainda presentes na participação feminina na política. Ana Lúcia Aguiar classificou o voto feminino como marco da democracia, mas reforçou que a busca por igualdade permanece. “As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro, e essa realidade precisa se refletir nas decisões políticas do país”, afirmou.

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A advogada pontuou dificuldades estruturais que limitam candidaturas femininas, como desinteresse partidário em investir nas campanhas, violência política de gênero e a sobrecarga de múltiplas jornadas de trabalho. Segundo ela, ainda há siglas que convidam mulheres apenas para cumprir cotas sem oferecer formação ou suporte efetivo.

Co-fundadora da ONG A Tenda das Candidatas, com mais de 1.200 mulheres formadas em liderança política, Hannah Maruci destacou a importância da capacitação contínua e da atuação coletiva. “A política não deve ser vista como espaço de exceção, mas como direito de todas as mulheres; uma abre caminho para as outras”, disse.

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Atualmente em pesquisa de pós-doutorado no CEBRAP sobre participação política online feminina e inteligência artificial, Hannah ressaltou o papel da tecnologia para ampliar o engajamento. O diálogo entre a pesquisadora e Ana Lúcia evidenciou a contribuição de iniciativas que unem conhecimento jurídico, ativismo e academia na defesa da paridade de gênero em todos os níveis de poder.

 

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O programa Elas no Comando, da TV Alese, promoveu um debate sobre o direito ao voto e a representatividade política das mulheres, reunindo a advogada e ativista Ana Lúcia Aguiar e a pesquisadora da USP, doutora em Ciência Política e escritora Hannah Maruci. A edição foi ao ar em alusão ao Dia da Instituição do Direito ao Voto da Mulher no Brasil, celebrado em 3 de novembro, e contou com apresentação da jornalista Valquíria Miron.

Falando diretamente da Alemanha, Hannah Maruci ampliou o alcance do encontro, que examinou conquistas e entraves ainda presentes na participação feminina na política. Ana Lúcia Aguiar classificou o voto feminino como marco da democracia, mas reforçou que a busca por igualdade permanece. “As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro, e essa realidade precisa se refletir nas decisões políticas do país”, afirmou.

A advogada pontuou dificuldades estruturais que limitam candidaturas femininas, como desinteresse partidário em investir nas campanhas, violência política de gênero e a sobrecarga de múltiplas jornadas de trabalho. Segundo ela, ainda há siglas que convidam mulheres apenas para cumprir cotas sem oferecer formação ou suporte efetivo.

Co-fundadora da ONG A Tenda das Candidatas, com mais de 1.200 mulheres formadas em liderança política, Hannah Maruci destacou a importância da capacitação contínua e da atuação coletiva. “A política não deve ser vista como espaço de exceção, mas como direito de todas as mulheres; uma abre caminho para as outras”, disse.

Atualmente em pesquisa de pós-doutorado no CEBRAP sobre participação política online feminina e inteligência artificial, Hannah ressaltou o papel da tecnologia para ampliar o engajamento. O diálogo entre a pesquisadora e Ana Lúcia evidenciou a contribuição de iniciativas que unem conhecimento jurídico, ativismo e academia na defesa da paridade de gênero em todos os níveis de poder.

 

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