Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Acidente

Avião que caiu em Macambira e vitimou piloto era classificado como experimental e de construção amadora

Modelo ultraleve não possuía permissão para voos comerciais e operava com autorização restrita a voos visuais diurnos; Seripa II investigará as causas da queda que resultou na morte de Orácio José dos Anjos, de 61 anos.

18/09/2026 · 09h05
Avião que caiu em Macambira e vitimou piloto era classificado como experimental e de construção amadora

Modelo ultraleve não possuía permissão para voos comerciais e operava com autorização restrita a voos visuais diurnos; Seripa II investigará as causas da queda que resultou na morte de Orácio José dos Anjos, de 61 anos.

Novos desdobramentos ajudam a traçar o perfil da aeronave envolvida no trágico acidente aéreo registrado na manhã desta quinta-feira (17), na zona rural de Macambira, no Agreste de Sergipe. De acordo com os registros oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião de pequeno porte operava sob a classificação de caráter experimental e na categoria de construção amadora.

Publicidade

O acidente resultou na morte do piloto Orácio José dos Anjos, de 61 anos. Segundo o cadastro da agência reguladora, a aeronave pilotada por ele possuía a matrícula PU-SBC e era um ultraleve modelo Mistral, fabricado no ano de 1994 pela Ultraleger. O veículo aéreo foi adquirido em maio do ano passado.

O modelo é um biplace (projetado para transportar no máximo duas pessoas, incluindo o piloto), classificado com trem de pouso convencional e equipado com um único motor. Pelas regras da Anac, a aeronave possuía autorização operacional restrita para a realização de voos visuais exclusivamente durante o período diurno, sendo terminantemente proibida a sua utilização para qualquer finalidade comercial ou de táxi aéreo.

image

Aeronave que caiu na zona rural de Macambira — Foto: Arquivo Pessoal

O que significa “Construção Amadora”?

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A classificação de construção amadora, segundo as normas da Anac, é concedida a aeronaves cuja maior parte do processo de montagem e fabricação tenha sido executada por pessoas físicas. O objetivo desse tipo de equipamento deve ser estritamente privado, recreativo ou educativo.

Ao contrário da aviação comercial, as aeronaves dessa categoria não passam pelo rigoroso e tradicional processo de certificação aplicado à fabricação industrial em série. O registro e a liberação de voo são concedidos com base na responsabilidade técnica declarada pelo próprio construtor e em vistorias estruturais da aeronave.

Investigação em andamento

Publicidade

Para esclarecer a dinâmica e as causas que levaram à queda da aeronave na área de canavial em Macambira, o Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II) — órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) — informou que já está enviando uma equipe de investigadores especializados ao estado de Sergipe.

— Foto: Leonardo Barreto/TV Sergipe/Redes sociais

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Modelo ultraleve não possuía permissão para voos comerciais e operava com autorização restrita a voos visuais diurnos; Seripa II investigará as causas da queda que resultou na morte de Orácio José dos Anjos, de 61 anos.

Novos desdobramentos ajudam a traçar o perfil da aeronave envolvida no trágico acidente aéreo registrado na manhã desta quinta-feira (17), na zona rural de Macambira, no Agreste de Sergipe. De acordo com os registros oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião de pequeno porte operava sob a classificação de caráter experimental e na categoria de construção amadora.

O acidente resultou na morte do piloto Orácio José dos Anjos, de 61 anos. Segundo o cadastro da agência reguladora, a aeronave pilotada por ele possuía a matrícula PU-SBC e era um ultraleve modelo Mistral, fabricado no ano de 1994 pela Ultraleger. O veículo aéreo foi adquirido em maio do ano passado.

O modelo é um biplace (projetado para transportar no máximo duas pessoas, incluindo o piloto), classificado com trem de pouso convencional e equipado com um único motor. Pelas regras da Anac, a aeronave possuía autorização operacional restrita para a realização de voos visuais exclusivamente durante o período diurno, sendo terminantemente proibida a sua utilização para qualquer finalidade comercial ou de táxi aéreo.

image

Aeronave que caiu na zona rural de Macambira — Foto: Arquivo Pessoal

O que significa “Construção Amadora”?

A classificação de construção amadora, segundo as normas da Anac, é concedida a aeronaves cuja maior parte do processo de montagem e fabricação tenha sido executada por pessoas físicas. O objetivo desse tipo de equipamento deve ser estritamente privado, recreativo ou educativo.

Ao contrário da aviação comercial, as aeronaves dessa categoria não passam pelo rigoroso e tradicional processo de certificação aplicado à fabricação industrial em série. O registro e a liberação de voo são concedidos com base na responsabilidade técnica declarada pelo próprio construtor e em vistorias estruturais da aeronave.

Investigação em andamento

Para esclarecer a dinâmica e as causas que levaram à queda da aeronave na área de canavial em Macambira, o Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II) — órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) — informou que já está enviando uma equipe de investigadores especializados ao estado de Sergipe.

— Foto: Leonardo Barreto/TV Sergipe/Redes sociais

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA