Apesar de ser uma das instituições financeiras mais utilizadas pela população brasileira, somente em 2024 o Itaú anunciou o encerramento definitivo de 227 agências em todo o país. Fazendo parte de um plano de reestruturação nacional, o banco permanece analisando a ampliação dos fechamentos nos meses subsequentes de 2025.
Em um primeiro momento, a interrupção das atividades em agências físicas gerou grande comoção por parte dos usuários, tendo em vista a preferência pelo atendimento presencial. Isso porque aposentados, pequenos comerciantes e moradores de áreas rurais priorizam a solução dos problemas retirando dúvidas com funcionários especializados, e não por meio digital.
Por outro lado, o número de desemprego escalou com a adoção da medida, ligando o sinal de alerta diante da procura por novas empreitadas. Apesar dos questionamentos levantados, a instituição financeira explicou que um alto fluxo de clientes migrou para canais digitais, como aplicativos e internet banking. Assim, foi necessário reduzir os custos com unidades físicas devido ao declínio da rotatividade de clientes.
A tendência é que o fechamento das agências aumente ao longo dos próximos meses, já que os cinco maiores bancos do Brasil (Itaú, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Santander) já fecharam 1.774 pontos de atendimento em 2024. Para se ter uma noção, desde 2014, mais de 6.500 agências foram desativadas em todo o território nacional, projetando a necessidade de adentrar na era da digitalização.
“Não podemos aceitar que decisões estratégicas sejam tomadas sem considerar os efeitos devastadores para os trabalhadores e para as comunidades que dependem desses serviços. O Itaú precisa apresentar soluções concretas. Esse é um movimento que está acontecendo em todos os bancos. As novas tecnologias e a busca por maiores lucros estão entre as principais causas do desemprego e da desassistência à população”, declarou o presidente da Federação dos Bancários de Santa Catarina, Armando Machado Filho.
Problemas relatados em todo o Brasil
Ainda que a justificativa do Itaú tenha sido baseada na redução do número de usuários nos bancos, parcela da população nacional não concorda com a postura. Isso porque o acesso limitado à internet em áreas rurais dificulta o uso contínuo de serviços digitais. Por outro lado, a alfabetização digital não é evidenciada em todas as idades, o que coloca os bancos físicos como a única solução para a compreensão dos problemas daqueles que pouco entendem de tecnologia.
Fonte: Correio do Estado / foto Paulinho Costa feebpr –
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