A atriz vive Ivy, 17 anos, em remissão de leucemia, que aceita relutante participar de um acampamento para adolescentes com câncer. Lá, enfrenta dificuldades e acaba criando vínculos fortes com os colegas.
Bella Ramsey interpreta uma ampla gama de emoções em “Sunny Dancer”, uma comédia dramática que aborda a vida de adolescentes com câncer em um acampamento de verão. Na trama, a atriz, conhecida por seu papel em “The Last of Us”, dá vida a Ivy, uma adolescente de 17 anos em remissão de leucemia. Relutante, Ivy aceita participar do acampamento a pedido de seus pais, que são interpretados por James Norton e Jessica Gunning.
Inicialmente, Ivy enfrenta dificuldades, mas aos poucos, forma um forte vínculo com os outros participantes do acampamento. Juntos, eles se envolvem em diversas atividades, quebram regras, flertam e trocam piadas sobre suas experiências com a doença. Bella Ramsey destaca que a produção encontrou um equilíbrio entre o humor e os temas mais pesados, afirmando que “havia dias em que filmávamos cenas realmente intensas e, logo em seguida, algumas das cenas mais alegres”.
A atriz, que começou sua carreira na atuação ainda jovem, expressou gratidão pela oportunidade de interpretar uma adolescente cercada por pessoas com experiências semelhantes. “Fiquei aliviada ao perceber que, ao entrar em ‘Sunny Dancer’, todos estavam no mesmo nível. Todos nós éramos ao bar, tomávamos um drink e depois estávamos para casa porque estávamos cansados”, explicou. Ramsey também mencionou que estava preocupada em não conseguir acompanhar o ritmo, mas sentiu que a experiência foi autêntica e não forçada.
O filme, dirigido e roteirizado por George Jaques, nasceu do desejo de fazer uma obra sobre câncer que fosse engraçada e excêntrica, evitando clichês e estereótipos. O cineasta, que também é ator, compartilha que suas experiências pessoais, como a luta de sua mãe contra a doença e seu trabalho com uma instituição de caridade voltada para adolescentes com câncer, influenciaram seu projeto. “Eu queria fazer um filme sobre câncer em que a doença fosse a coisa menos interessante sobre esses jovens, um filme sobre alegria, sobre encontrar seu grupo e perceber que, na verdade, todo mundo é tão esquisito quanto você”, afirmou Jaques.
Jaques também incentivou os membros do elenco a se identificarem com seus personagens, permitindo improvisações durante as filmagens. “Depois que terminamos o roteiro, eles fizeram uma tomada de ‘selvagem’, que era basicamente quando podiam improvisar e se soltar um pouco; às vezes ficaram geniais, outras vezes, horríveis”, disse o diretor. Ele reconhece que, embora nem todos os jovens sobreviventes se sintam representados pelo filme, muitos poderão se identificar com a história e isso é motivo de orgulho para ele.
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