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Black Pantera emociona ao ver mãe dos músicos no Rock in Rio

No dia 5, no Palco Sunset do Rock in Rio, Dona Guiomar, mãe dos irmãos do Black Pantera, apareceu na plateia durante “Tradução”, emocionando a banda.

06/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h24
Black Pantera emociona ao ver mãe dos músicos no Rock in Rio

No Palco Sunset, chuva torrencial não impediu Dona Guiomar, mãe de Charles e Chaene, de assistir à banda no fosso. Ao tocar 'Tradução', a apresentação ganhou mais emoção com a família presente.

O Black Pantera protagonizou um dos momentos mais emotivos do Rock in Rio no dia 5 de setembro: em meio à chuva torrencial que caiu durante a apresentação no Palco Sunset, as câmeras flagraram Dona Guiomar, mãe dos irmãos Charles e Chaene da Gama, no fosso com capa de chuva, acompanhando a banda enquanto eles tocavam “Tradução”. A música, inspirada na história de Guiomar, ganhou nova carga afetiva com a presença de familiares na plateia.

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O trio se apresentou no Palco Sunset no dia 5 de setembro, em encontro com a Nervosa, marcando a terceira passagem da banda pelo festival. Além de Dona Guiomar, estavam presentes o pai dos irmãos, filhos, esposas e Dona Elvira, mãe do baterista Rodrigo Pancho.

“Minha mãe está aqui, meu pai, nossos filhos, as esposas, está todo mundo. Ela tinha dois sonhos: viajar de avião e voltar para a praia. A gente conseguiu proporcionar isso. Na primeira viagem, ela morreu de medo, mas deu tudo certo.”

O encontro entre público, família e banda reforçou o caráter pessoal da apresentação. Lançada em 2024 no álbum Perpétuo, “Tradução” nasceu como uma composição de Chaene sobre a rotina de trabalho de sua mãe e acabou ampliando o foco para histórias de mães trabalhadoras e os efeitos do racismo estrutural.

“‘Tradução’ é uma música que fiz nesse contexto de trabalho, da minha mãe ter hora para chegar e não ter hora para sair. E ela ganhou o mundo. Você vê os comentários no YouTube e tem gente contando a vida das próprias mães: ‘Minha mãe se foi, mas ouvi essa música e me lembrei dela’, ‘comecei a seguir vocês por causa dessa música’. É uma música que transcendeu.”

No palco, o momento de “Tradução” também ganhou dimensão política: antes da faixa, a banda defendeu o fim da escala 6×1. O repertório do show ainda incluiu “Hórus”, “Padrão É o Caralho” e “Fogo nos Racistas”. Com a entrada da Nervosa, Charles pediu a formação de uma roda punk composta por mulheres, e as duas bandas fizeram uma homenagem a Rita Lee com “Obrigado, Não”.

O espetáculo no festival ocorreu duas semanas após o lançamento de Continental, quinto álbum de estúdio do Black Pantera, disponibilizado em 21 de agosto pela gravadora Deck. O disco tem 13 faixas e reúne participações de Duquesa em “Serotonina”, Sandra Sá em “Quando Canto”, Derrick Green, do Sepultura, em “Obsoleto”, e Chico César em “Banzo”. A faixa-título também traz uma gravação do geógrafo Milton Santos.

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Os músicos afirmaram que a variedade de convidados não representa ruptura na trajetória do grupo, mas sim uma postura presente desde os primeiros trabalhos. Em entrevista, Charles ressaltou a postura da banda diante de experimentações sonoras:

“O Black Pantera tem cinco álbuns e nunca teve medo de arriscar. A gente nunca foi uma banda presa a rótulos. Tem um riff aqui que não é tão metal? Vamos fazer o riff. A gente consegue extrair alguma coisa dali.”

As participações no álbum, segundo os músicos, foram pensadas a partir das próprias canções, não como busca por nomes para representar gêneros. Sobre “Quando Canto”, Chaene disse que a escolha recaiu sobre uma voz preta, feminina e ancestral, e que Sandra Sá topou colaborar após ouvir a música. Já Duquesa, cuja referência aparecia na letra de “Serotonina”, acrescentou sua identidade quando recebeu a faixa.

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“Quando a gente ouviu ‘Quando Canto’, pensou em uma voz preta, feminina, ancestral. Sandra Sá. Ela ouviu uma vez e quis gravar.”

Sobre a presença de Derrick Green no disco, Pancho destacou a importância pessoal do convidado:

“O Derrick é o Derrick, né? É herói nosso desde moleque.”

O show no Palco Sunset deixou um registro de afetividade e engajamento: além da sonoridade e das colaborações do novo álbum, a relação com o público e a visibilidade às histórias que inspiraram canções como “Tradução” foram pontos centrais da apresentação.

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No Palco Sunset, chuva torrencial não impediu Dona Guiomar, mãe de Charles e Chaene, de assistir à banda no fosso. Ao tocar 'Tradução', a apresentação ganhou mais emoção com a família presente.

O Black Pantera protagonizou um dos momentos mais emotivos do Rock in Rio no dia 5 de setembro: em meio à chuva torrencial que caiu durante a apresentação no Palco Sunset, as câmeras flagraram Dona Guiomar, mãe dos irmãos Charles e Chaene da Gama, no fosso com capa de chuva, acompanhando a banda enquanto eles tocavam “Tradução”. A música, inspirada na história de Guiomar, ganhou nova carga afetiva com a presença de familiares na plateia.

O trio se apresentou no Palco Sunset no dia 5 de setembro, em encontro com a Nervosa, marcando a terceira passagem da banda pelo festival. Além de Dona Guiomar, estavam presentes o pai dos irmãos, filhos, esposas e Dona Elvira, mãe do baterista Rodrigo Pancho.

“Minha mãe está aqui, meu pai, nossos filhos, as esposas, está todo mundo. Ela tinha dois sonhos: viajar de avião e voltar para a praia. A gente conseguiu proporcionar isso. Na primeira viagem, ela morreu de medo, mas deu tudo certo.”

O encontro entre público, família e banda reforçou o caráter pessoal da apresentação. Lançada em 2024 no álbum Perpétuo, “Tradução” nasceu como uma composição de Chaene sobre a rotina de trabalho de sua mãe e acabou ampliando o foco para histórias de mães trabalhadoras e os efeitos do racismo estrutural.

“‘Tradução’ é uma música que fiz nesse contexto de trabalho, da minha mãe ter hora para chegar e não ter hora para sair. E ela ganhou o mundo. Você vê os comentários no YouTube e tem gente contando a vida das próprias mães: ‘Minha mãe se foi, mas ouvi essa música e me lembrei dela’, ‘comecei a seguir vocês por causa dessa música’. É uma música que transcendeu.”

No palco, o momento de “Tradução” também ganhou dimensão política: antes da faixa, a banda defendeu o fim da escala 6×1. O repertório do show ainda incluiu “Hórus”, “Padrão É o Caralho” e “Fogo nos Racistas”. Com a entrada da Nervosa, Charles pediu a formação de uma roda punk composta por mulheres, e as duas bandas fizeram uma homenagem a Rita Lee com “Obrigado, Não”.

O espetáculo no festival ocorreu duas semanas após o lançamento de Continental, quinto álbum de estúdio do Black Pantera, disponibilizado em 21 de agosto pela gravadora Deck. O disco tem 13 faixas e reúne participações de Duquesa em “Serotonina”, Sandra Sá em “Quando Canto”, Derrick Green, do Sepultura, em “Obsoleto”, e Chico César em “Banzo”. A faixa-título também traz uma gravação do geógrafo Milton Santos.

Os músicos afirmaram que a variedade de convidados não representa ruptura na trajetória do grupo, mas sim uma postura presente desde os primeiros trabalhos. Em entrevista, Charles ressaltou a postura da banda diante de experimentações sonoras:

“O Black Pantera tem cinco álbuns e nunca teve medo de arriscar. A gente nunca foi uma banda presa a rótulos. Tem um riff aqui que não é tão metal? Vamos fazer o riff. A gente consegue extrair alguma coisa dali.”

As participações no álbum, segundo os músicos, foram pensadas a partir das próprias canções, não como busca por nomes para representar gêneros. Sobre “Quando Canto”, Chaene disse que a escolha recaiu sobre uma voz preta, feminina e ancestral, e que Sandra Sá topou colaborar após ouvir a música. Já Duquesa, cuja referência aparecia na letra de “Serotonina”, acrescentou sua identidade quando recebeu a faixa.

“Quando a gente ouviu ‘Quando Canto’, pensou em uma voz preta, feminina, ancestral. Sandra Sá. Ela ouviu uma vez e quis gravar.”

Sobre a presença de Derrick Green no disco, Pancho destacou a importância pessoal do convidado:

“O Derrick é o Derrick, né? É herói nosso desde moleque.”

O show no Palco Sunset deixou um registro de afetividade e engajamento: além da sonoridade e das colaborações do novo álbum, a relação com o público e a visibilidade às histórias que inspiraram canções como “Tradução” foram pontos centrais da apresentação.

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