Ataque de Alessandro a André expõe fragilidade política de Mitidieri

Habacuque, 24 de Maio, 2024

Em um intervalo de menos de quatro meses, por duas vezes consecutivas, o senador Alessandro Vieira (MDB) fez ataques agressivos ao ex-deputado federal André Moura (União). As falas, para muita gente, têm uma intenção declarada: criar um factoide para atingir a pré-candidatura a prefeita de Aracaju da deputada federal Yandra Moura (União), filha de André. Só que na avaliação deste colunista é possível fazer uma análise “mais profunda” das provocações do delegado/senador.

Sobre Yandra, como não tem o que falar da bem avaliada deputada federal, Alessandro questiona a capacidade administrativa da parlamentar, se eleita prefeita da capital. Sua preferência para a Prefeitura de Aracaju está na secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Danielle Garcia (MDB). O senador é o maior defensor de sua pré-candidatura, mas não é só isso: os ataques agressivos contra André antecipam uma possível disputa pelo Senado Federal em 2026.

Alessandro é um político desgastado; em um País dividido entre PL e PT, ele consegue ser odiado pelo lado bolsonarista e não desperta a confiança do lado petista; suas falas antecipam uma postura desesperada para sua improvável reeleição, ainda mais com um adversário para o Senado como André Moura, que vai ajudar a eleger muitos prefeitos e vereadores pelo interior do Estado este ano, além de ter a chance de terem ao seu lado, lá na frente, uma Yandra Moura no comando da Prefeitura de Aracaju.

Mas não custa lembrar que Alessandro Vieira e André Moura fazem parte do mesmo agrupamento político, que por sinal é liderado pelo governador Fábio Mitidieri (PSD). Chama a atenção o “silêncio ensurdecedor” do chefe do Executivo diante dos ataques agressivos de um senador burocrático que pouco contribui para sua gestão política, quando ataca um ex-deputado que foi decisivo para que Mitidieri “virasse o jogo” no 2º turno da eleição de 2022 contra Rogério Carvalho (PT).

Sem André Moura e seu agrupamento, talvez hoje o governo do Estado tivesse outro nome no comando e outra “cor”! E não por conta de Alessandro Vieira que sempre fez oposição a Mitidieri e seu grupo, desde o governo de Jackson Barreto que, por sinal, agora também faz parte do mesmo agrupamento, alinhado politicamente com o governador. Estranhamente o senador não se manifestou sobre JB. Postura que evidencia seu “direcionamento” para André Moura.

O senador não tem “tamanho político” num embate com o ex-deputado, que fez história como primeiro sergipano a liderar o governo federal no Congresso Nacional. Causa estranheza a postura do governador em permitir tudo isso em silêncio. Sinaliza conivência com tudo o que vem sendo dito. Só que, na prática, o ataque de Alessandro a André expõe a fragilidade política de Mitidieri, que vai precisar de todos juntos em 2026 para buscar a reeleição. Demonstra fraqueza e falta de articulação...

 

Veja essa!

O governador Fábio Mitidieri segue em silêncio diante dos ataques do senador Alessandro Vieira contra aliados do governo, como o ex-deputado André Moura. O chefe do Executivo adota a linha “tô assistindo a tudo, em cima do muro”. Passa a impressão de “missa encomendada”...

 

E essa!

Não custa lembrar que o governo do Estado possui cargos estratégicos de assessoramento e articulação política. Os ataques do senador contra alguns aliados soam como “crime de mando”. Caminhamos para as eleições municipais e, a cada dia, a impressão é que a base governista está cada vez mais dividida...

 

Meus pré-candidatos

O governador Fábio Mitidieri tem compromisso com a pré-candidatura de Luís Roberto (PDT), mas seu agrupamento já tem Yandra Moura lançada como pré-candidata, e possivelmente terá Danielle Garcia e Fabiano Oliveira (PP). E olhe que ainda houve um “assanhamento” para lançar a deputada Delegada Katarina (PSD).

 

2026 é bem ali!

O problema é que o governador e sua equipe estratégica precisam fazer a leitura do cenário político como um todo e que “cristais quebrados” em 2024, estarão “trincados” em 2026, ano da sua reeleição. É preciso trabalhar a articulação política com mais maturidade e sabedoria...

 

Quem lidera, não libera!

Hoje o agrupamento governista possui diversas pré-candidaturas por conta da liberação do governador. A impressão é que todos têm vontade própria e que ninguém quer seguir a orientação do líder maior do agrupamento. Reza a lenda que “quem libera, não lidera”. Fica a dica...

 

Exclusiva!

Diante da postura do senador Alessandro Vieira atacando aliados do governador começam a surgir rumores de que o parlamentar do MDB comandará as articulações políticas como coordenador da campanha de reeleição de Fábio Mitidieri de 2026. Quem bem conhece essa “habilidade de articulação” é Danielle Garcia...

 

Márcio x Rogério I

Que ninguém se engane: a briga dentro do Partido dos Trabalhadores entre as tendências não passa de uma disputa de poder entre o ministro Márcio Macedo e o senador Rogério Carvalho. O impasse passa também pelo PCdoB e pelo Partido Verde, envolvendo ainda o Solidariedade.

 

Márcio x Rogério II

De um lado estão assessores, auxiliares e aliados de Márcio defendendo o nome de Valadares Filho ou até de uma aproximação com a base governista de Fábio Mitidieri e Edvaldo Nogueira; do outro lado assessores, auxiliares e defensores da pré-candidatura de Candisse Carvalho.

 

Alô São Cristóvão!

A Câmara de Vereadores de São Cristóvão emitiu uma nota para esclarecer os fatos a respeito da Lei 661/2023 e do Projeto de Lei 008/2024 que versa sobre adequações na autorização de empréstimo a ser contraído pelo Executivo Municipal, junto à Caixa Econômica Federal. O prefeito Marcos Santana tem utilizado as redes sociais para afirmar que algumas obras de infraestrutura estão atrasadas no município porque os vereadores ainda não tinham aprovado esse PL que autoriza mais um empréstimo, no valor de R$ 30 milhões.

 

Yandra Moura I

Na última sessão da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, a deputada federal Yandra Moura, vice-líder do União Brasil e coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, conquistou mais um importante passo em seu trabalho legislativo. Por unanimidade, foi aprovado o Projeto de Lei 2031/23, de sua autoria, que permite que estados e municípios apliquem recursos destinados à segurança em escolas públicas, repassados pelo Ministério da Educação que não foram utilizados por completo.

 

Yandra Moura II

Segundo Yandra, o projeto visa permitir que recursos transferidos pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e suas Ações Integradas, atualmente parados e pendentes de utilização, possam ser direcionados para ações relacionadas à segurança e prevenção de riscos ao patrimônio e à integridade física nas escolas. “Isso reflete um compromisso com a segurança dos alunos e do pessoal escolar, visando criar ambientes de aprendizado mais seguros”, disse.

 

Yandra Moura III

O projeto, segundo seu artigo 3º, estabelece que os recursos transferidos devem ser utilizados especificamente para despesas relacionadas à segurança escolar, demonstrando um cuidado direcionado à proteção dos estudantes e profissionais da educação. Em meio a uma Comissão frequentemente dividida e agitada, a proposta da deputada Yandra Moura foi elogiada como pertinente e eficaz.

 

Yandra Moura IV

Segundo a proposta aprovada, os recursos não utilizados e passíveis de devolução ao Tesouro Nacional poderão ser reaplicados em ações de segurança, desde que não estejam comprometidos com outras obrigações. Estados, Distrito Federal e municípios que realizarem a transferência desses recursos serão obrigados a comprovar sua execução por meio do respectivo relatório anual de gestão. O projeto segue para as próximas etapas legislativas, com análises nas Comissões de Finanças e Tributação e na Comissão de Constituição e Justiça.

 

Delegada Katarina I

No Plenário da Câmara dos Deputados, a deputada federal Delegada Katarina apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei 501/2019, que propõe a elaboração e a implementação de um plano de metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher, da Rede Estadual de Enfrentamento da Violência contra a Mulher e da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

 

Delegada Katarina II

Ao destacar a urgência dessa medida, a deputada Delegada Katarina enfatizou que todos os crimes ligados à violência contra a mulher estão com uma tendência de aumento, enquanto outros crimes vêm diminuindo, o que, para ela, é falta de um plano de metas claro. “E é isso que esse projeto de lei traz”, explicou a parlamentar. O texto propõe a exigência de que estados e municípios apresentem regularmente suas propostas de plano, sob risco de ficarem sem acesso a recursos relacionados à segurança pública e direitos humanos. 

 

Delegada Katarina III

A deputada federal Delegada Katarina agradeceu aos seus colegas parlamentares pelo apoio unânime à aprovação do projeto e reiterou que a expectativa é de que o Governo Federal tenha celeridade para sancionar a proposta. “A expectativa é de que o presidente da República sancione o mais rápido possível, porque a violência doméstica é uma realidade triste do nosso País. O que a gente quer, o que a mulher quer, é ser respeitada, então eu acredito que o Governo vai entender isso e sancionar essa lei”, enfatizou a deputada.

 

Ricardo Marques I

O vereador Ricardo Marques (Cidadania) esteve no Hospital Municipal Fernando Franco, UPA Zona Sul de Aracaju. Durante fiscalização, ele constatou a aflição de mães e pais em busca de atendimento pediátrico para seus filhos. O hospital estava superlotado e o acolhimento deficiente por causa da alta demanda. O vereador Ricardo Marques alerta que a situação deve se agravar com a fumaça do período de festas juninas. Ele também encaminhou algumas sugestões para aliviar a aflição das mães e dos pais com seus filhos.

 

Ricardo Marques II

“Encontrei mais de 40 crianças no espaço de acolhimento misturadas com pacientes adultos. No local tinha apenas um médico pediatra no consultório. Outros dois estavam nos leitos de retaguarda, onde ficam as crianças em observação. No momento da fiscalização quatro crianças aguardavam transferência para UTI. Apesar dessa situação quero ressaltar que o Hospital Fernando Franco tem a única urgência pediátrica que não restringiu o atendimento, apesar da superlotação”, disse o vereador. 

 

Ricardo Marques III

“Desde abril que venho alertando sobre esse problema da sazonalidade e da necessidade de antecipar um plano de contingência conjunto entre o Governo do Estado e Prefeitura de Aracaju. Por isso sugeri contratação de mais profissionais, ampliação de leitos de pequena, média e alta complexidade. Também acho necessário um trabalho massivo para informar e orientar sobre a ampliação do atendimento nas UBS, e avaliar a possibilidade de abrir nos fins de semana”, finalizou Ricardo Marques.

 

Laércio Oliveira I

O senador Laércio Oliveira (PP/SE) criticou a falta de iniciativa do governo federal de promover medidas que possibilitem a redução do preço do gás, um dos mais altos do mundo. “Muitos são os estudos que discutem esse tema, tendo todos eles conclusões e recomendações convergentes: aumento da produção nacional de gás natural, medidas de desconcentração de mercado e atuação mais célere da ANP para a regulação de sua competência, conforme previsto na Lei do Gás”, observou Laércio.

 

Laércio Oliveira II

O parlamentar lembrou que realizou uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para discutir os avanços do mercado por ocasião dos 3 anos de vigência da nova lei. “É preciso buscar um caminho que possibilite dar uma maior celeridade às demandas de regulação da Lei do Gás. Uma alternativa seria o uso dos recursos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, de recolhimento obrigatório, para contratação de entidades do setor e consultorias especializadas.”, observou em seu discurso.

 

Fertilizantes I

O parlamentar lembrou, ainda, que o governo também promoveu uma revisão no Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado na gestão passada, sem, entretanto, prever medidas que de fato possam estimular o desenvolvimento da produção nacional. “O setor de fertilizantes nitrogenados está diretamente inserido na questão de preço de gás natural, cujos valores praticados no Brasil levou à paralisação da produção das unidades de Sergipe e Bahia, operadas pela Unigel, ainda aguardando a definição de uma política pública que permita a suas retomadas”, disse.

 

Fertilizantes II

O Parlamentar lembrou que apresentou projetos de lei para estimular o desenvolvimento do setor de fertilizantes. Um deles é o Profert, já aprovado no Senado. O outro é o Proescoar, que busca promover o aumento da oferta de gás nacional e desenvolvimento do mercado consumidor, a partir de outro patamar de preço do energético. “Infelizmente, o governo não tem se mostrado sensível a esses temas e contribuído na celeridade das tramitações”, criticou.

 

Fertilizantes III

“Não parece razoável que um assunto tão relevante para o país esteja paralisado em função da falta de decisão política do governo. O presidente Lula precisa assumir a condução desse processo e tomar uma decisão política que passa necessariamente por enfrentar resistências da Petrobras e do Ministério da Economia”, sugeriu o senador.

 

Olha o MPC!

O procurador-geral Eduardo Santos Rolemberg Côrtes, do Ministério Público de Contas (MPC), discutiu e cobrou ações emergenciais envolvendo o atendimento à população de rua na capital junto com representantes da Secretaria da Família e Assistência Social de Aracaju (Semfas), Defensoria Pública do Estado, Ministério Público de Sergipe (MP), Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seasic) e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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