PELO FIM DAS CARROÇAS NAS RUAS DE ARACAJU

Por Carlos Braz

Carlos Braz, 18 de Janeiro, 2020 - Atualizado em 18 de Janeiro, 2020

PELO FIM DAS CARROÇAS NAS RUAS DE ARACAJU

                   Por Carlos Braz

 

Há alguns meses atrás ocorreu em frente à Câmara Municipal de Aracaju uma manifestação dos carroceiros que percorrem as ruas da nossa capital cotidianamente, que objetivava pressionar os vereadores para que se posicionassem contra medidas que visavam a proibição do uso de equinos nessa atividade.

Muitos movimentos que defendem a causa da defesa animal vem propondo    uma nova visão sobre essa questão. O que pretendem é o fim da utilização de equinos no transporte à tração animal e que seja encontrada uma nova função social para os carroceiros.

Além dos maus tratos aos cavalos éguas e jumentos essa atividade atenta contra a  higiene urbana, causam transtornos e acidentes de trânsito, além de passar uma péssima impressão àqueles que nos visitam, que associam essa imagem ao atraso e provincianismo.

Apesar de serem animais de grande porte, não raras as vezes o sofrimento pelo qual passam é invisível para a população. Submetidos a cargas excessivas e a horas a fio de trabalho sem cuidados e alimentação adequados, muitos agonizam a olhos vistos. Uma vida inteira a base do chicote.

O uso das carroças é um problema que mais cedo ou mais tarde tem que ser resolvido pelas autoridades aracajuanas. Há uma necessidade de se encontrar uma solução para o seu fim e ela perpassa pelo investimento em políticas públicas de inclusão dos carroceiros, trabalhadores honestos que tiram dessa atividade o sustento de suas famílias.

É impensável admitir que vereadores tão bem remunerados e cercado de tantos auxiliares em seu entorno não encontrem respostas para essa questão. Existem no Brasil várias instituições do terceiro setor, bem como outras pertencentes ao poder público federal, como as universidades e órgãos ligados à saúde animal, que estão aptas a contribuírem nessa empreitada.

Essas parcerias certamente seriam proveitosas, mas precisam da iniciativa por parte dos senhor prefeito e seus vereadores, ou seja é preciso vontade política.

Como este ano teremos eleições no âmbito municipal é bem provável que nada se resolva sobre esse assunto. E os maus-tratos e sofrimento equino continuará a acontecer impunemente em nossas ruas.

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