QUE VENHA 2022

Carlos Braz, 11 de Dezembro, 2021 - Atualizado em 13 de Dezembro, 2021

Faltam poucos dias para o natal, época de magia e paz na terra aos homens de boa vontade. Logo entraremos em um novo ano, ao que parece, sem fogos de artifício no céu, mas com a esperança de tempos melhores que os atuais, marcados indelevelmente pela funesta presença da covid 19 e suas variantes, que provocaram a morte de mais de 600.000 brasileiros.

 Impossível não falar desse tema, quando sentimentos tão distintos quanto a angústia e a insensibilidade de muitos andam de mãos dadas. Tempos em que o trabalho incansável dos profissionais da saúde continua, bem como as múltiplas manifestações de solidariedade.

Ainda há aqueles que desejam festas e aglomerações, desprezando a ameaça latente de um nova onda de infecções e consequentemente de mais mortes, principalmente entre aqueles que por irracionalidade ou demagogia, insistem em não vacinaram-se, colocando em risco a vida de amigos parentes e familiares.  É o egoísmo levado ao extremo.

É hora de reflexão sobre o que é bom para a coletividade e não apenas para nós mesmos. O que vale a pena é o que é bom para todos. Como escreveu Allan Kardec, o egoísmo, ao lado de outros males da alma, como o orgulho e a vaidade, são ervas tóxicas das quais é preciso a cada dia arrancar algumas hastes. O contraveneno paras todas elas é é apenas a caridade e a humidade.

Cabe àqueles indiferentes  ao flagelo que de nós se acerca, lembrar que são humanos, e como tal, devem agir sob o poder da razão. 

 Teremos pela frente novos trezentos e sessenta e cinco dias que, indubitavelmente, ainda serão difíceis e incertos, durante os quais a cautela e o bom senso devem imperar. Dias de pequenas e grandes derrotas e vitórias. Portanto, acrescentemos ao nossos desejos a força necessária para o engajamento consciente nessa guerra contra o vírus, que a ciência vença a ignorância, nos poupando da perda de parentes amigos e desconhecidos, mais espírito fraterno, solidariedade para com os que estão em condição social crítica, compreensão e discernimento sobre o momento que estamos atravessando.

Então, que venha 2022.

 

 

 

 

 

 

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