ARACAJU E O CHEIRO DA TERRA

Carlos Braz, 16 de Março, 2022 - Atualizado em 17 de Março, 2022

ARACAJU E O CHEIRO DA TERRA 

Por Carlos Braz 

Dia 17 de março de 2022 nossa bela capital Aracaju, terra dos cajueiros e papagaios, completa mais um ano de existência. Muitos historiadores renomados debruçaram-se sobre a biografia do visionário presidente da Província de Sergipe Inácio Joaquim Barbosa Filho, que há 167 anos atrás transferiu a capital de São Cristóvão para Aracaju, bem como analisaram o contexto social político e econômico que motivou este ato, considerado à época uma desvairada aventura entre manguezais repletos de doenças infecciosas.

Da igreja no alto da colina do Santo Antônio já se prenunciava os caminhos urbanos a serem percorridos e explorados, o mar e o rio, as terras alagadas de onde brotaria a outrora bucólica capital, com ares de interior.  

O famoso quadrado de Pirro, projeto arquitetônico da primeira cidade planejada desse imenso país, resistiu as críticas e as intempéries da natureza e hoje vivemos em uma cidade que se transforma a cada dia, impulsionada pelo progresso. Muito ainda há a se fazer em termos de melhorias sociais e econômicas, e somos partícipes desse porvir, ao exercermos nosso papel de cidadãos, e fazer nossas escolhas através do voto.

Evidentemente aqui é um bom lugar para se viver e também para se visitar. A indústria do turismo, cada vez mais se consolida como importante fonte geradora de recursos, abrindo os horizontes para inúmeras possibilidades de geração de renda e desenvolvimento social. Hoje competimos com as outras capitais nordestinas, e os que aqui chegam não poupam elogios, surpreendidos por nossas belezas naturais, o patrimônio histórico e cultural, a gastronomia, manifestações populares, o jeito característico de ser e falar, a receptividade de um povo hospitaleiro e gentil.

Louvo aqui aos tantos e tantos poetas e artistas, historiadores, literatos, cordelistas e músicos que através da sua arte descreveram e imortalizaram nossa cidade e seus personagens que fincaram seus pés na história no decorrer desses 167 anos.  

Parafraseando o poeta Mário Cabral, em seu Roteiro de Aracaju, cuja primeira edição se deu em 1948, convido os brasileiros a conhecerem Aracaju, “terra de luz e de tranquilidade”. Venham sentir novos sabores, degustar um caranguejo, uma castanha de caju, um suco de mangaba, e "ariar a fivela" nas noites juninas, o apogeu das nossas mais caras tradições. Venha comigo, vamos sentir o cheiro da nossa terra e, na praia de Atalaia, mirar as ondas do mar.  

 

 

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