O Ninho do Poder é Quente. (por Antonio Samarone)

Antonio Samarone, 02 de Dezembro, 2020

Deu em Brayner: “O Presidente do PT em Sergipe, quer retornar ao Ninho do Poder, ao bloco de Belivaldo”. Nenhuma novidade. Essa é a tradição política do Estado.

Telefonei para um velho amigo petista, para me certificar. E aí, fulano, não deixaram nem esfriar a derrota? Ele deu uma risada e sentenciou: “meu amigo, o Poder é como um jegue carregado de rapadura, até o rabo é doce.”

Triste realidade sergipana!

O telefone do palácio não para de receber ligações das lideranças políticas: “Governador, quero me antecipar e anunciar o meu apoio ao seu candidato em 2022, seja lá quem for.”

A fila é grande!

O Governador se mostra desinteressado: “meu amigo, eu agradeço, mas não quero falar sobre política agora, tá muito cedo.” O adesista não se faz de rogado: “o senhor está certo, mas quando chegar a hora não esqueça de mim.”

Não tomem como surpresa, se tivermos “chapa única” para o Governo, nas eleições estaduais de 2022, em Sergipe. Isso mesmo, só um candidato, sem oposição, como na Correia do Norte.

Aliás, chapa única para o Governo não será novidade em Sergipe.

Com a vitória de Olímpio Campos (1899), os Cabaús montaram uma máquina eleitoral imbatível.

Em 1902, elegeram o farmacêutico Josino Meneses para o Governo, com 7.993 votos. O candidato de oposição, Leandro Maciel (o Pai), teve apenas 996 votos.

Nas eleições de 1905, Oliveira Valadão, líder dos Pebas, negociou uma vaga na Câmara Federal, para não apresentar candidato ao Governo. Não existiu disputa. O candidato dos Cabaús, Guilherme de Campos (irmão de Olímpio), teve 6.154 votos, e o “adversário”, Zacarias Reis, apenas cinco votos.

A história de Sergipe é pródiga em grandes acordos.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

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