O Consulado da Cebola... (por Antonio Samarone)

Antonio Samarone, 26 de Novembro, 2021

Ontem, a sessão do consulado de Itabaiana em Aracaju foi especial.

A presença de Horácio, o maior “center forward” da história do futebol sergipano. Eu sei, tiveram outros, Vevé e Mirobaldo, pelo Confiança; Fernando, Cipó e Thomaz pelo Sergipe; Carlos Tirso, pelo Cotinguiba; Geraldo pelo América de Propriá, todos bons, mas Horácio do Itabaiana foi o melhor.

Outra presença marcante foi a de José Augusto Melo, irmão de Bobó, filho do lendário Zeca da Lagoa, dono do primeiro cinema de Itabaiana. Funcionava onde hoje é o casarão de Chico de Miguel. Bem antes do Cinema de Zeca Mesquita.

Recebemos a visita de Ribeiro, um “caga palácio”, com raízes em Itabaiana.

No mais, as figuras carimbadas, que frequentam regularmente.

O “consulado” é um centro de memórias, aberto aos ceboleiros, que funciona todas as quintas, na Praça Luciano Barreto. No dia 16 de dezembro, faremos uma ceia de Natal. Cada um pagando a sua.

Só a memória aumenta o tamanho da vida.

A pauta é sempre o que ocorrer. Contamos sempre as mesmas estórias de Itabaiana. Todas inteligentes.

Lembramos dos esquecidos, dos que não deram certo e dos que venceram, afinal, todos estão mortos. Lembramos também dos vivos, que não vemos há anos.

Lembramos até dos chatos e dos que não valem nada.

Ontem, José Augusto Melo contou uma história nova de Filomeno. Uma estória onde Dona Graça de Rosendo foi questionar Filomeno sobre os tamanhos dos penicos, imaginem a resposta... Depois eu conto.

Vocês entenderam para que serve o consulado?

Quem não for de Itabaiana, sendo simpatizante do nosso modo de vida, pode participar.

Soube que tem um doutorando em sociologia da UFS, que está pensando em nos estudar. Se anime, cara!

Antonio Samarone (médico sanitarista)

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