FEFI SEM O CARNAVAL

Por Jerônimo Peixoto

Jerônimo Nunes Peixoto, 14 de Fevereiro, 2021 - Atualizado em 15 de Fevereiro, 2021

FEFI SEM O CARNAVAL

Uma das figuras mais lendárias, na Serrana Bela, é Francisco Tavares da Costa, nosso queridíssimo FEFI (FORMIDÁVEL, EFUSIVO, FESTIVO E IRREVERENTE). E isso devido ao espírito descontraído, participativo e completamente voltado à cultura e à produção de tudo o que se prestar ao desenvolvimento de nossa cidade. Se existir novidade, Fefi está nela, seja como mentor, seja como incentivador.

Fefi faz parte de um grupo seleto de pessoas que recebem inspirações do alto para empreender na terra dos mortais, transformando cenários, construindo nichos novos, dando cadência, cores e luzes ao espetáculo da existência. Gente desse naipe torna mais agradável a convivência na urbe, humaniza as relações sociais, pois está sempre de bem com a vida, incentivando as inovações, transformando sonhos em realidade. Jamais ouvi alguém dizer que não gosta de estar onde Fefi se encontra: há gargalhadas, fruto das anedotas dessa lenda viva que Itabaiana gerou para o mundo, descontração com hora marcada!

Hoje, contando um bom bocado de anos, ei-lo, na Academia Itabaianense de Letras – onde  merecidamente recebeu a mais alta Comenda “POTESTAS MONTIS” - , no shopping, no Rotary, na CDL, na Associação Comercial, nas mil e um reuniões de clubes, associações, ou de ajuntamentos que se encarreguem da arte, da música, da cultura, da produção literária. De um sorriso ímpar, distingue-se pelo amor à vida, pela verve que ostenta, incentivando as pessoas à luta diária, na esperança de garantir a sobrevivência, apesar de ventos adversos. É exímio leitor, apaixonado pela boa literatura. O mundo das letras sempre orbitou sobre sua mente fertilíssima.

Na terra da cebola, é o Fefi do Armarinho, da Gráfica, da Associação Olímpica de Itabaiana, do Bloco Lobos do Mar, da CDL, do Rotary, das mais variadas expressões culturais ou de desenvolvimento que esta Terra produziu. É o guaxinim de todos, com sorriso estampado, a combinar dentes e cabelos esbranquiçados. É o Fefi das pilhérias, das brincadeiras mais estonteantes, cujo objetivo é congregar, unir esforços em prol desta cidade a quem tanto ama. A meninada, a juventude, os adultos e os idosos o têm por espetacular.

O tempo lhe retirou pessoas importantes, como Marlene, esposa amada, e tantos familiares, amigos íntimos, colegas de uma infância peralta; deu-lhe por companhia uma bengala, mas não lhe retirou o espírito aventureiro e a capacidade de superar obstáculos e de encabeçar uma boa roda de conversa agradável e sempre bem-humorada. Marca presença em tudo o que de bom acontece em Itabaiana! Sua vivacidade impressiona a todos.

Poder-se-ia, num futuro distante, imaginar o carnaval sem Fefi... mas, imaginar Fefi, sem o carnaval, parece inusitado, terrivelmente contrastante e contestável. Pois bem! A COVID nos fez assistir a um tempo em que o carnaval arrefeceu os ânimos, apesar da irreverência deste astro luminoso, que fez brilhar nas ruas e praças da Serrana Bela, o “Lobos do Mar”, que fez Itabaiana imprimir jornal, que projetou nosso torrão querido às ondas elevadas da imprensa.

Fefi é um homem de bem, com procedimentos ordeiros, com genial doçura no trato, solidário, prestativo e sensível às grandes causas humanas. É um exemplo para todos os itabianenses e um protótipo para quem, de algum modo, dedica-se ao fomento da cultura, seja na poesia, na música, na prosa ou no verso; na arte cênica, no mundo lúdico do bom humor, no esporte ou na magistral vocação dos ceboleiros, que é o empreendedorismo. Nos bastidores, sempre torceu para que muitos empreendimentos encontrassem bom termo.

Neste ano sem carnaval à moda costumeira, a alegria contagiante de Fefi seja o mote para vencermos os obstáculos e desafios da vida, para encetarmos um mundo alegre, em que a vida se festeja por si mesma. Valeu, Guaxinim! Você nos enche de orgulho e de alegria! Sua presença entre nós é uma eterna e agradável folia!

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