Em vídeo no Instagram, Boni contou a logística para guardar a enorme correspondência da apresentadora. Segundo ele, a quantidade de cartas enviadas por fãs em 1987 exigiu o aluguel de um galpão.
O ex-diretor da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, conhecido como Boni, relembrou uma história dos bastidores do auge de Xuxa Meneghel. Em vídeo publicado no Instagram nesta quinta-feira (3/9), Boni falou sobre o volume de correspondência que a apresentadora recebeu em 1987 e como isso exigiu uma operação logística na época.
“Você não imagina o que eu tive que fazer com as toneladas de cartas que a Xuxa recebeu no ano de 1987”
Segundo o relato, a quantidade de cartas enviadas por fãs foi tão grande que foi preciso alugar um galpão exclusivo para armazenar as correspondências. Gonfiando o repertório de histórias da televisão brasileira, Boni detalhou aspectos práticos da operação: não se tratou de um espaço pequeno, mas de um local equipado para movimentação e organização de um grande volume de papel.
“A quantidade foi tão grande que eu tive que alugar um galpão. Mas não um galpãozinho, um galpão com empilhadeira, com prateleiras, 12 funcionários para cuidar das cartas. Uma coisa brutal”
O depoimento associa o fenômeno ao período em que Xuxa era referida como a “Rainha dos Baixinhos”, expressão comum para descrever a popularidade da apresentadora entre o público infantil. A narrativa de Boni destaca a dimensão do fandom naquela fase e mostra um recorte do trabalho nos bastidores da televisão, com logística, pessoal dedicado e estrutura física para gerir a demanda dos espectadores.
O episódio de 1987, conforme contado no vídeo, ilustra um momento em que o contato entre público e artista se dava majoritariamente por cartas, o que, em casos extremos como esse, gerava necessidade de soluções administrativas e operacionais pouco usualmente associadas a programas de entretenimento.
Ao compartilhar essa lembrança em formato de vídeo, Boni contribuiu para a memória da televisão brasileira e para a compreensão do impacto cultural de fenômenos midiáticos da década de 1980. A história também serve para evidenciar como mudanças tecnológicas e formas de interação com o público transformaram a rotina de programações e artistas ao longo das décadas.




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