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Aracaju, Sábado, 11 de julho de 2026
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Café do Cerrado Mineiro é exportado para a China por mulheres produtoras

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Café do Cerrado Mineiro é exportado para a China por mulheres produtoras

Cafés do Cerrado Mineiro são exportados para a China em parceria com a Donna Jannie.

11/07/2026 · 12h29

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Uma parceria entre a empresa chinesa Donna Jannie e a Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado) resultou na exportação de lotes de café produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro para a China. Essa é a primeira vez que esses cafés têm destino certo ao país asiático, marcando um passo importante para a valorização do trabalho feminino na cafeicultura.

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A primeira remessa, composta por microlotes especiais do programa Elas no Café, deixou o Brasil no dia 17 de junho e deve chegar a Xangai em 30 de julho. O acordo foi assinado pela empresária chinesa Jian Xueya, conhecida no Brasil como “Dona Jane”, fundadora da marca homônima. A proposta é importar, principalmente, cafés produzidos por cooperadas da Expocacer e comercializá-los na China através da marca Lady Coffees.

Em nota, Jian destacou que cada embalagem trará o nome da produtora responsável pelo lote, como forma de reconhecer o trabalho das mulheres. Parte do café também será distribuída a cafeterias chinesas através de um parceiro local de torrefação. A exportação inclui quatro lotes de produtoras associadas à cooperativa: Celia Regina Alves Nunes, da Fazenda Claudio; Mariana Velloso Heitor, da Fazenda Gigante Leal; Sarah Mendes Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara; e Vera de Oliveira Nunes Figueiredo, da Fazenda Freitas.

De acordo com a gerente de Cafés Especiais da Expocacer, Sandra Moraes, as remessas atendem a um pedido específico da importadora chinesa, que buscava “cafés delicados e com diversidade de perfis sensoriais” para diferentes públicos consumidores na China. Embora o consumo per capita ainda seja baixo em comparação com mercados tradicionais, a cooperativa observa que a demanda está crescendo, especialmente entre os consumidores mais jovens.

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“A evolução do consumo de café na China e a valorização de produtos de alta qualidade abrem oportunidades promissoras para ampliarmos a presença do café brasileiro nesse mercado”, afirmou Sandra Moraes.

Jian Xueya explicou que a estratégia da Donna Jannie é posicionar o café brasileiro especial em um nicho premium, acompanhando a mudança no perfil de consumo chinês. Historicamente, o mercado local se concentrou em bebidas com leite e preparações adoçadas, mas atualmente há uma abertura maior para cafés puros e de qualidade superior, especialmente em cidades como Xangai.

“Na China sempre se trabalhou com preço mais baixo, mas quero trabalhar com excelência. É mais caro, mas é bom”, afirmou a empresária.

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O interesse pelos cafés produzidos por mulheres surgiu em 2022, durante uma visita à Expocacer no Brasil, quando Jian conheceu o programa Elas no Café. Desde então, decidiu criar uma linha própria para esses produtos, associando cada lote à história de uma produtora. A cooperativa mantém 140 mulheres no programa, que representa cerca de 20% dos associados, e juntas respondem por 534 mil sacas de café em uma área de 13,4 mil hectares.

A China tem se tornado um destino cada vez mais relevante para o café brasileiro. Em 2025, o país importou 1,123 milhão de sacas de 60 quilos do produto nacional, correspondendo a 2,8% dos embarques totais do Brasil, segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Com esse volume, o mercado chinês ocupou a 10ª posição entre os principais destinos do café brasileiro no ano passado.

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Uma parceria entre a empresa chinesa Donna Jannie e a Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado) resultou na exportação de lotes de café produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro para a China. Essa é a primeira vez que esses cafés têm destino certo ao país asiático, marcando um passo importante para a valorização do trabalho feminino na cafeicultura.

A primeira remessa, composta por microlotes especiais do programa Elas no Café, deixou o Brasil no dia 17 de junho e deve chegar a Xangai em 30 de julho. O acordo foi assinado pela empresária chinesa Jian Xueya, conhecida no Brasil como “Dona Jane”, fundadora da marca homônima. A proposta é importar, principalmente, cafés produzidos por cooperadas da Expocacer e comercializá-los na China através da marca Lady Coffees.

Em nota, Jian destacou que cada embalagem trará o nome da produtora responsável pelo lote, como forma de reconhecer o trabalho das mulheres. Parte do café também será distribuída a cafeterias chinesas através de um parceiro local de torrefação. A exportação inclui quatro lotes de produtoras associadas à cooperativa: Celia Regina Alves Nunes, da Fazenda Claudio; Mariana Velloso Heitor, da Fazenda Gigante Leal; Sarah Mendes Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara; e Vera de Oliveira Nunes Figueiredo, da Fazenda Freitas.

De acordo com a gerente de Cafés Especiais da Expocacer, Sandra Moraes, as remessas atendem a um pedido específico da importadora chinesa, que buscava “cafés delicados e com diversidade de perfis sensoriais” para diferentes públicos consumidores na China. Embora o consumo per capita ainda seja baixo em comparação com mercados tradicionais, a cooperativa observa que a demanda está crescendo, especialmente entre os consumidores mais jovens.

“A evolução do consumo de café na China e a valorização de produtos de alta qualidade abrem oportunidades promissoras para ampliarmos a presença do café brasileiro nesse mercado”, afirmou Sandra Moraes.

Jian Xueya explicou que a estratégia da Donna Jannie é posicionar o café brasileiro especial em um nicho premium, acompanhando a mudança no perfil de consumo chinês. Historicamente, o mercado local se concentrou em bebidas com leite e preparações adoçadas, mas atualmente há uma abertura maior para cafés puros e de qualidade superior, especialmente em cidades como Xangai.

“Na China sempre se trabalhou com preço mais baixo, mas quero trabalhar com excelência. É mais caro, mas é bom”, afirmou a empresária.

O interesse pelos cafés produzidos por mulheres surgiu em 2022, durante uma visita à Expocacer no Brasil, quando Jian conheceu o programa Elas no Café. Desde então, decidiu criar uma linha própria para esses produtos, associando cada lote à história de uma produtora. A cooperativa mantém 140 mulheres no programa, que representa cerca de 20% dos associados, e juntas respondem por 534 mil sacas de café em uma área de 13,4 mil hectares.

A China tem se tornado um destino cada vez mais relevante para o café brasileiro. Em 2025, o país importou 1,123 milhão de sacas de 60 quilos do produto nacional, correspondendo a 2,8% dos embarques totais do Brasil, segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Com esse volume, o mercado chinês ocupou a 10ª posição entre os principais destinos do café brasileiro no ano passado.

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