A Caixa Econômica Federal efetuou nesta quinta-feira (21 de maio) o pagamento da parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) tem final 4.
O benefício básico tem valor mínimo de R$ 600. Com os adicionais, o valor médio do pagamento neste mês é de R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com desembolso total estimado em R$ 12,9 bilhões.
Além da parcela mínima, o Bolsa Família contempla complementos específicos:
- Benefício Variável Familiar Nutriz — seis parcelas de R$ 50 destinadas a mães de bebês de até seis meses;
- Acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes;
- Adicional de R$ 150 por cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do programa, o pagamento é feito nos últimos dez dias úteis de cada mês. Informações sobre datas, valores e composição das parcelas podem ser consultadas pelo aplicativo Caixa Tem.
Pagamento unificado
Na segunda-feira (18 de maio), o pagamento foi antecipado e unificado em 217 municípios de nove estados, independentemente do NIS. A medida alcançou 124 cidades do Rio Grande do Norte, que enfrentam situação de seca. Também foram contemplados municípios dos seguintes estados: Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).
Esses municípios foram selecionados por terem sido afetados por chuvas ou estiagens, ou por apresentarem povos indígenas em situação vulnerável. A lista completa dos locais com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso, em razão da Lei 14.601/2023, que ressuscitou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é um benefício pago a pescadores artesanais que ficam impedidos de trabalhar durante o período da piracema.
Regra de proteção
Em maio, cerca de 2,26 milhões de famílias estão na chamada regra de proteção. Essa regra permite que famílias cujos integrantes passaram a ter emprego e aumentaram a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada membro da família receba até R$ 706. Neste mês, 159.248 novas famílias elevaram a renda e passaram a integrar a regra de proteção.
Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, medida que vale apenas para as famílias que ingressaram na fase de transição a partir de junho de 2025. As famílias incluídas na regra até maio de 2025 continuarão a receber metade do benefício por dois anos.
Com informações de Agência Brasil
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