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ELEIÇÕES 2026

Campanha ‘Cada voto pela Amazônia’ mobiliza eleitores a 30 dias da eleição

Campanha Amazônia de Pé mobiliza mais de 300 ações no Dia da Amazônia, pedindo que eleitores escolham candidatos que defendam a conservação.

05/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h57
Campanha ‘Cada voto pela Amazônia’ mobiliza eleitores a 30 dias da eleição

O Dia da Amazônia (5) coincide com a contagem regressiva de 30 dias para as eleições de 4 de outubro. A Virada Cultural Amazônia de Pé promove festas, debates e ações pelo país para incentivar votos pela conservação.

O Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), marca também a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais, em 4 de outubro. A coincidência de datas é um dos pontos altos da Virada Cultural Amazônia de Pé, campanha de preservação da floresta que tem como tema da quinta edição “Cada voto pela Amazônia conta”.

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O objetivo é incentivar eleitores a escolher candidatos comprometidos com a conservação ambiental. Neste fim de semana, diversas atividades, incluindo festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates acontecem nas cinco regiões do país, com ações organizadas por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações não governamentais.

Um mapa com a localização de todas as mais de 300 atividades pode ser consultado na internet para quem deseja participar ou acompanhar a programação.

Na última quinta-feira (3), uma cobra cenográfica de 30 metros de extensão representou o início da virada cultural no Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito do município paraense de Santarém, meio do caminho entre Belém e Manaus. A alegoria já havia sido exibida em Belém, em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), como forma de chamar atenção para a proteção da floresta.

A mobilização nacional é destacada pela coordenação do movimento Amazônia de Pé, que considera o Dia da Amazônia uma oportunidade para reforçar a importância do tema na agenda eleitoral e pública.

“É importante que a gente também esteja nas ruas sendo visto por quem está fazendo campanha, deixando claro que, muitas vezes, o plano de governo esquece de levar em consideração as soluções e os sonhos de quem está no território”, afirmou Catarina Nefertari, codiretora executiva do Amazônia de Pé.

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“A gente vê o Brasil mais atento a esse território, mas a gente ainda tem muito caminho pela frente. A gente só protege aquilo que a gente conhece”, completou Catarina Nefertari.

“Um levante pelo país inteiro”, disse Catarina Nefertari, ao definir a virada cultural como uma forma de empoderamento social.

Uma das preocupações do movimento são as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs). “São terras que ainda dependem de uma definição oficial de uso e gestão pelo Estado. Sem uma destinação para conservação, uso sustentável ou reconhecimento territorial, tornam-se mais suscetíveis aos crimes ambientais”, explicou Karina Penha, codiretora do movimento.

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Dados recentes do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) apontaram que o desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta, representando o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, indicou que 60% das terras indígenas na Amazônia registraram desmatamento zero no período de agosto de 2025 a julho de 2026.

Pelo menos no Acre e no Amazonas, o 5 de setembro é oficializado como Dia da Amazônia desde 1968, e a data é reconhecida por lei em âmbito nacional desde 2007. O dia 5 foi escolhido por representar a criação da Província Amazônica, ainda no Império, em 1850. A Amazônia é o bioma brasileiro de maior extensão, ocupando metade (49,5%) do território nacional.

Nas eleições gerais, no primeiro turno, os eleitores vão escolher deputados federais, estaduais e distritais (no Distrito Federal), governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer para os cargos de governador e presidente nas cidades com mais de 200 mil eleitores, caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

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O Dia da Amazônia (5) coincide com a contagem regressiva de 30 dias para as eleições de 4 de outubro. A Virada Cultural Amazônia de Pé promove festas, debates e ações pelo país para incentivar votos pela conservação.

O Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), marca também a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais, em 4 de outubro. A coincidência de datas é um dos pontos altos da Virada Cultural Amazônia de Pé, campanha de preservação da floresta que tem como tema da quinta edição “Cada voto pela Amazônia conta”.

O objetivo é incentivar eleitores a escolher candidatos comprometidos com a conservação ambiental. Neste fim de semana, diversas atividades, incluindo festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates acontecem nas cinco regiões do país, com ações organizadas por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações não governamentais.

Um mapa com a localização de todas as mais de 300 atividades pode ser consultado na internet para quem deseja participar ou acompanhar a programação.

Na última quinta-feira (3), uma cobra cenográfica de 30 metros de extensão representou o início da virada cultural no Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito do município paraense de Santarém, meio do caminho entre Belém e Manaus. A alegoria já havia sido exibida em Belém, em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), como forma de chamar atenção para a proteção da floresta.

A mobilização nacional é destacada pela coordenação do movimento Amazônia de Pé, que considera o Dia da Amazônia uma oportunidade para reforçar a importância do tema na agenda eleitoral e pública.

“É importante que a gente também esteja nas ruas sendo visto por quem está fazendo campanha, deixando claro que, muitas vezes, o plano de governo esquece de levar em consideração as soluções e os sonhos de quem está no território”, afirmou Catarina Nefertari, codiretora executiva do Amazônia de Pé.

“A gente vê o Brasil mais atento a esse território, mas a gente ainda tem muito caminho pela frente. A gente só protege aquilo que a gente conhece”, completou Catarina Nefertari.

“Um levante pelo país inteiro”, disse Catarina Nefertari, ao definir a virada cultural como uma forma de empoderamento social.

Uma das preocupações do movimento são as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs). “São terras que ainda dependem de uma definição oficial de uso e gestão pelo Estado. Sem uma destinação para conservação, uso sustentável ou reconhecimento territorial, tornam-se mais suscetíveis aos crimes ambientais”, explicou Karina Penha, codiretora do movimento.

Dados recentes do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) apontaram que o desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta, representando o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, indicou que 60% das terras indígenas na Amazônia registraram desmatamento zero no período de agosto de 2025 a julho de 2026.

Pelo menos no Acre e no Amazonas, o 5 de setembro é oficializado como Dia da Amazônia desde 1968, e a data é reconhecida por lei em âmbito nacional desde 2007. O dia 5 foi escolhido por representar a criação da Província Amazônica, ainda no Império, em 1850. A Amazônia é o bioma brasileiro de maior extensão, ocupando metade (49,5%) do território nacional.

Nas eleições gerais, no primeiro turno, os eleitores vão escolher deputados federais, estaduais e distritais (no Distrito Federal), governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer para os cargos de governador e presidente nas cidades com mais de 200 mil eleitores, caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

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