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Educação

Candidatos chegam com horas de antecedência para o Enem em Brasília e narram trajetórias de superação

Os portões ainda estavam fechados quando um grupo de estudantes já aguardava a entrada na Universidade do Distrito Federal (UDF), em Brasília, para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre eles, histórias de doenças superadas, mudanças de cidade e rotinas intensas de estudo marcaram a manhã deste domingo.

09/11/2025 · 14h31
Candidatos chegam com horas de antecedência para o Enem em Brasília e narram trajetórias de superação

Os portões ainda estavam fechados quando um grupo de estudantes já aguardava a entrada na Universidade do Distrito Federal (UDF), em Brasília, para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre eles, histórias de doenças superadas, mudanças de cidade e rotinas intensas de estudo marcaram a manhã deste domingo.

Plano de saúde e determinação

Luísa Silveira, 17 anos, aluna do 2º ano do ensino médio, decidiu fazer a prova como treineira de olho em uma futura vaga em medicina ou enfermagem. Há poucas semanas, ficou 45 dias internada por pneumonia e chegou a cancelar a participação. “Até liguei para o Inep para não sair como faltante”, contou. Após receber alta em 3 de novembro, retomou os estudos e optou por comparecer: “Estudei muito e quero fazer pra valer”.

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Saudade da família e foco na aprovação

Ao lado de Luísa estava Clariana Ribeiro, 18 anos, do 3º ano. Natural de Vitória da Conquista (BA), ela mora em Brasília desde fevereiro com os tios paternos. “Vim sozinha, não conhecia nada. Deixei pai, mãe, irmão, avós e padrinhos na Bahia para estudar”, relatou. Também candidata a medicina, saiu de casa às 10h para evitar atrasos. “Esta é a prova da minha vida. Não tem como perder o Enem”.

Rotina intensiva de estudos

Kernus Aleksander Marques, 18 anos, pretende cursar ciência da computação. Aluno do 3º ano, ele contou que a própria escola montou um cronograma de preparação, mas decidiu aprofundar o conteúdo por conta própria. “Desde abril, estudava cerca de quatro horas por dia. Já fiz o Enem como treineiro no ano passado e usei aquelas provas para revisar”, afirmou, confiante em um domingo “sem pressão”.

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Conforto espiritual

Enquanto os estudantes esperavam a abertura dos portões, voluntários da Legião de Maria, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Cruzeiro Velho, montaram um pequeno altar com a imagem de Nossa Senhora das Graças. O grupo oferece bênçãos e orações há pelo menos quatro anos nos dias de prova. “Convidamos quem passa a rezar uma Ave Maria para acalmar o coração e pedir sabedoria”, explicou o economista Leandro Corder, 40 anos, integrante da iniciativa.

O primeiro domingo de Enem reúne provas de linguagens, ciências humanas e redação; os portões abrem ao meio-dia. Na UDF, os candidatos chegaram cedo para garantir tranquilidade antes do exame.

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Os portões ainda estavam fechados quando um grupo de estudantes já aguardava a entrada na Universidade do Distrito Federal (UDF), em Brasília, para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre eles, histórias de doenças superadas, mudanças de cidade e rotinas intensas de estudo marcaram a manhã deste domingo.

Plano de saúde e determinação

Luísa Silveira, 17 anos, aluna do 2º ano do ensino médio, decidiu fazer a prova como treineira de olho em uma futura vaga em medicina ou enfermagem. Há poucas semanas, ficou 45 dias internada por pneumonia e chegou a cancelar a participação. “Até liguei para o Inep para não sair como faltante”, contou. Após receber alta em 3 de novembro, retomou os estudos e optou por comparecer: “Estudei muito e quero fazer pra valer”.

Saudade da família e foco na aprovação

Ao lado de Luísa estava Clariana Ribeiro, 18 anos, do 3º ano. Natural de Vitória da Conquista (BA), ela mora em Brasília desde fevereiro com os tios paternos. “Vim sozinha, não conhecia nada. Deixei pai, mãe, irmão, avós e padrinhos na Bahia para estudar”, relatou. Também candidata a medicina, saiu de casa às 10h para evitar atrasos. “Esta é a prova da minha vida. Não tem como perder o Enem”.

Rotina intensiva de estudos

Kernus Aleksander Marques, 18 anos, pretende cursar ciência da computação. Aluno do 3º ano, ele contou que a própria escola montou um cronograma de preparação, mas decidiu aprofundar o conteúdo por conta própria. “Desde abril, estudava cerca de quatro horas por dia. Já fiz o Enem como treineiro no ano passado e usei aquelas provas para revisar”, afirmou, confiante em um domingo “sem pressão”.

Conforto espiritual

Enquanto os estudantes esperavam a abertura dos portões, voluntários da Legião de Maria, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Cruzeiro Velho, montaram um pequeno altar com a imagem de Nossa Senhora das Graças. O grupo oferece bênçãos e orações há pelo menos quatro anos nos dias de prova. “Convidamos quem passa a rezar uma Ave Maria para acalmar o coração e pedir sabedoria”, explicou o economista Leandro Corder, 40 anos, integrante da iniciativa.

O primeiro domingo de Enem reúne provas de linguagens, ciências humanas e redação; os portões abrem ao meio-dia. Na UDF, os candidatos chegaram cedo para garantir tranquilidade antes do exame.

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