A Prefeitura de Aracaju realizou uma roda de conversa sobre comunicação não violenta com acolhidos da Casa de Passagem Acolher, no bairro Salgado Filho. A ação utilizou recursos lúdicos para estimular empatia, diálogo e convivência respeitosa.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), promoveu nesta sexta-feira, 6, uma roda de conversa sobre comunicação não violenta com os acolhidos da Casa de Passagem Acolher. A unidade está localizada no bairro Salgado Filho, na zona Sul da capital.
Conduzida pela psicóloga Marília Mesquita, a atividade utilizou recursos lúdicos para estimular a empatia, o diálogo e a convivência respeitosa no ambiente de acolhimento. Durante o encontro, os participantes refletiram sobre situações cotidianas envolvendo diferentes formas de comunicação e os impactos delas nas relações interpessoais.
A programação também abriu espaço para o compartilhamento de experiências vivenciadas nas ruas, especialmente casos de violência. O momento foi voltado à escuta, ao acolhimento e à troca entre os participantes.
Materiais ilustrativos com exemplos de comunicação violenta e não violenta foram utilizados durante a atividade, além da distribuição de desenhos educativos. A proposta foi facilitar a compreensão do tema, incentivar a reflexão sobre atitudes e fortalecer os vínculos sociais entre os acolhidos.
Segundo Marília Mesquita, a iniciativa buscou tratar situações presentes no cotidiano da unidade de forma acessível e participativa. “Foi feita uma atividade um pouco mais lúdica sobre situações em que acontecem a comunicação violenta e a não violenta. Apresentamos, por meio de figurinhas, exemplos do cotidiano na Casa de Passagem, com o objetivo de trabalhar a empatia e o diálogo com eles, conscientizando e buscando a harmonia na unidade”, explicou.
A acolhida Kelly Cruz afirmou que o encontro contribuiu para o aprendizado e permitiu compartilhar experiências pessoais. “Eu gostei muito de participar desse momento, porque sofri muito nas ruas com várias situações de violência. Com essa atividade, pude desabafar um pouco e aprender como lidar nesses casos de violência”, relatou.
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