A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram, em reunião no Rio de Janeiro na última segunda-feira (10), novas regras de arbitragem que passam a valer de imediato. As mudanças atingem as Séries A, B, C e D masculinas, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.
As diretrizes são baseadas em recomendações da International Football Association Board (IFAB), órgão que regulamenta as leis do futebol. O objetivo é reduzir o tempo perdido com paralisações e aumentar o tempo de bola rolando, em linha com a meta da Fifa de ao menos 60 minutos de jogo efetivo por partida.
“O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou o diretor de Arbitragem da CBF, ao destacar que as medidas envolvem a padronização de critérios, a capacitação de árbitros e a participação de clubes e jogadores.
Entre as mudanças, o goleiro passa a ter até 8 segundos com a bola nas mãos, sob pena de escanteio para o adversário. Arremessos laterais têm limite de 5 segundos, com perda da posse em caso de atraso, e tiros de meta seguem a mesma contagem de 5 segundos a partir do apito.
Nas substituições, o atleta terá 10 segundos para deixar o campo; caso ultrapasse, o substituto aguarda um minuto para entrar. Jogadores atendidos no gramado também ficam pelo menos um minuto fora.
As regras determinam ainda que apenas o capitão pode se dirigir ao árbitro — se for o goleiro, um jogador de linha assume o papel —, sob pena de cartão amarelo. O “Protocolo Vini Jr.” prevê expulsão para quem tampar intencionalmente a boca durante discussões, e o segundo amarelo que gere expulsão poderá ser revisado em caso de erro. A checagem de escanteios equivocados pelo VAR, quando resultarem em gol ou pênalti, entra em vigor a partir de 2027.
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