A apreciação de uma cerveja gelada pode levar muitas pessoas a acreditar que a bebida traz benefícios para os rins. No entanto, especialistas afirmam que esse mito não possui respaldo científico. O efeito diurético do álcool pode, na verdade, mascarar a desidratação e sobrecarregar a função renal.
Contrariando a crença popular, a cerveja não é benéfica para os rins. Apesar de muitos acreditarem que ela ajuda a “limpar” o sistema urinário, o álcool é uma substância tóxica que pode elevar a pressão arterial e provocar danos ao fígado e ao coração. O mito de que a bebida promove hidratação é desmistificado por profissionais da saúde, que explicam que o álcool inibe o hormônio antidiurético (ADH), levando os rins a produzir mais urina. Isso resulta em um “balanço hídrico negativo”, onde o corpo elimina mais líquido do que ingere, causando desidratação.
Outro mito popular que gera dúvida é a relação entre cerveja e a formação de cálculos renais. Especialistas ressaltam que a cerveja contém purinas, que podem aumentar os níveis de ácido úrico no sangue, favorecendo a formação de pedras nos rins. A ideia de que a bebida possa “expelir” as pedras é considerada perigosa, pois pode agravar quadros de obstrução renal e causar náuseas. Além disso, a cerveja, ao estimular a eliminação de líquidos sem a reposição de eletrólitos essenciais, pode intensificar a concentração de substâncias que favorecem a formação de cálculos.
Os urologistas também destacam que a versão sem álcool da cerveja elimina o efeito desidratante do etanol e apresenta cerca de 50% menos calorias. Contudo, mesmo essa opção não deve ser encarada como um “remédio” e deve ser consumida com moderação, pois contém carboidratos que precisam ser monitorados.
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