Ciência a serviço do bem-estar: pesquisas de estudantes sergipanos transformam a realidade da terceira idade

Alguns dos trabalhos aprovados incluem estudos sobre qualidade de vida, resiliência, autonomia funcional e risco de quedas, todos com foco na promoção do envelhecimento saudável e ativo

O Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH) da Universidade Tiradentes (Unit) celebra um marco notável: dez trabalhos científicos de sua autoria foram aprovados no XII Congresso Norte Nordeste de Geriatria e Gerontologia, em Recife (PE). Fruto do Projeto Masterfitts: Saúde Física e Mental da Pessoa Idosa, as pesquisas exploram temas de crucial importância para o bem-estar da população idosa, demonstrando o compromisso do LABIMH com a produção de conhecimento científico de excelência.

“Esses trabalhos têm o potencial de revolucionar a abordagem atual da Geriatria e Gerontologia, promovendo um envelhecimento mais saudável, ativo e feliz para a população idosa. Ao enriquecer a base de conhecimento científico e influenciar práticas clínicas e políticas públicas, eles contribuirão para uma sociedade mais justa e preparada para os desafios do envelhecimento populacional”, destaca o professor de Medicina da Unit, Estélio Dantas, coordenador do LABIMH.

Resultados concretos, impacto real

Um dos trabalhos, aprovado e avaliado com nota máxima, foi apresentado por Zélio Soares da Silva Neto, aluno do 4º período de Medicina. A pesquisa, orientada pela Mestranda Millena Angel e pelo Prof. Dr. Estélio Dantas, analisou a influência do treinamento de força na qualidade de vida de idosos que frequentam Unidades Básicas de Saúde em Aracaju.

“Utilizamos o questionário WHOQOL-old, referência para avaliar a qualidade de vida (QV) nessa população. Os resultados comprovam que a qualidade de vida dos idosos que praticam o exercício físico aumenta significativamente, evidenciando a importância da atividade física para o bem-estar da terceira idade”, ressalta Zélio.

Outro destaque foi o trabalho “Como o exercício físico impacta na resiliência de pessoas idosas”, apresentado por Maria Luisa Isaque Figueiredo, aluna do 7º período de Medicina. A pesquisa, idealizada em parceria com a Faculdade Paraíso de Araripina e sob a orientação dos professores Estélio Dantas e Karol Dantas, explorou a relação entre o exercício físico e a resiliência em idosos.

“O estudo demonstra como o exercício físico, aliado à resiliência, não apenas contribui para o desenvolvimento da força física, como também capacita os idosos para os desafios do envelhecimento. A relevância do trabalho foi reconhecida por um responsável por uma residência médica de geriatria e gerontologia de Recife, que elogiou a preocupação dos autores em empoderar os idosos para enfrentarem o processo do envelhecimento com mais resiliência”, destaca a estudante.

Autonomia funcional e risco de quedas em foco

O grupo do doutorando Lúcio Flávio Gomes Ribeiro da Costa, do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente (PSA) da Unit, também teve dois trabalhos aprovados no congresso: “Autonomia Funcional” e “Risco de Quedas”, ambos investigando o impacto do treinamento de força na autonomia funcional e no risco de quedas em pessoas idosas, com base nos dados do Projeto Masterfitts.

“Os estudos comprovam que o treinamento de força contribui para a manutenção da saúde dos idosos, minimizando riscos de acidentes, melhorando a autonomia funcional e promovendo maior participação em atividades sociais, impactando diretamente na qualidade de vida dessa população. A boa avaliação do trabalho se deve à originalidade do estudo, à visão do cuidado com os idosos a partir de uma abordagem interdisciplinar, e à formação do nosso grupo”, explica Lúcio.

Autor: Laís Marques

Fonte: Asscom Unit

Crédito p/ foto: Maria Luisa Isaque Figueiredo, aluna do 7º período de Medicina, apresenta o trabalho intitulado: “Como o exercício físico impacta na resiliência de pessoas idosas”.

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