Iniciativa federal usa tecnologias simples e baratas para captar e armazenar água no sertão. Além de abastecer famílias, o programa impulsiona a agricultura familiar e contrata mão de obra local.
O Programa Cisternas, implementado pelo governo federal, tem se mostrado uma alternativa eficaz para minimizar os efeitos da seca no sertão sergipano, promovendo o acesso à água por meio de tecnologias simples e de baixo custo. Além de garantir a disponibilidade de água em períodos de escassez, o programa também é um vetor de desenvolvimento regional.
Com o foco na captação e armazenamento de água para enfrentar a estiagem, o Programa Cisternas estimula a agricultura familiar e prioriza a contratação de mão de obra local nas construções das cisternas. Isso não apenas fornece água para consumo, mas também contribui para a subsistência das famílias, possibilitando o cultivo de alimentos e a criação de animais.
Nos últimos dois anos, Sergipe recebeu um total de 2.300 unidades do Programa Cisternas, com 1.200 construções realizadas em 2024 e 1.100 em 2025. Essa iniciativa representa um crescimento de 84% em relação a 2022, quando foram concluídas apenas 595 unidades no estado. Os sistemas de armazenamento de água têm garantido o abastecimento em residências, escolas e na agricultura local.
A comparação com a Caravana da Água, programa do governo de Sergipe, é pertinente. Enquanto a Caravana, sob a gestão de Fábio Mitidieri, opta por enviar carros-pipa para as áreas mais afetadas pela seca, o Programa Cisternas oferece uma solução mais duradoura, demonstrando um compromisso maior em transformar a realidade das comunidades sertanejas. Essa abordagem é crucial em tempos de crise hídrica, onde a dependência de soluções temporárias pode não ser suficiente para atender às necessidades da população.
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