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ELEIÇÕES 2026

TSE firma acordo com ElevenLabs contra clonagem de vozes

TSE e ElevenLabs criam mecanismo contra clonagem de vozes nas eleições de 2026.

19/08/2026 · 12h10
TSE firma acordo com ElevenLabs contra clonagem de vozes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou acordo de cooperação técnica com a britânica ElevenLabs para conter a clonagem de vozes de candidatos e autoridades nas eleições de 2026. O objetivo é barrar o uso fraudulento de áudios sintéticos na campanha.

A parceria prevê a criação de um mecanismo de proteção contra clones não autorizados e a integração de recursos de voz aos canais de atendimento digital do Tribunal.

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Memorando assinado em 3 de agosto

O memorando de entendimento foi firmado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e pelo cofundador da ElevenLabs, Mateusz Staniszewski, no dia 3 de agosto de 2026. O documento integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral e não envolve repasses financeiros entre as partes. A vigência vai até 31 de dezembro de 2026.

A ElevenLabs é conhecida por plataformas de criação e clonagem de voz com inteligência artificial. A preocupação do TSE está no avanço dos deepfakes de áudio em disputas políticas, usados para simular declarações falsas com alto grau de verossimilhança.

Lista de Vozes Protegidas

O acordo tem três eixos: bloqueio de clones de voz, rastreamento de fraudes e ampliação da acessibilidade por comando de voz. O primeiro eixo cria a lista de “Vozes Protegidas” (No-Go Voices), que restringe versões sintéticas da voz de figuras públicas indicadas pelo TSE, como candidatos registrados e servidores da Justiça Eleitoral.

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Apoio a investigações e balanço pós-eleição

A empresa também dará suporte às investigações do TSE para apurar se áudios suspeitos foram gerados em seus sistemas. Depois do pleito, deverá apresentar um balanço com o total de tentativas de manipulação identificadas durante a campanha.

Acessibilidade no Assistente Eleitoral

O TSE passará a usar gratuitamente as ferramentas de conversão de texto em fala e de reconhecimento de voz da ElevenLabs em serviços públicos, a começar pelo Assistente Eleitoral. A medida busca facilitar o acesso de eleitores com deficiência visual, idosos e pessoas com baixo letramento digital a informações sobre local de votação, situação eleitoral e documentos.

Os compromissos de fiscalização da empresa, segundo o documento, se limitam aos conteúdos criados na própria plataforma e não alcançam ferramentas de terceiros.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou acordo de cooperação técnica com a britânica ElevenLabs para conter a clonagem de vozes de candidatos e autoridades nas eleições de 2026. O objetivo é barrar o uso fraudulento de áudios sintéticos na campanha.

A parceria prevê a criação de um mecanismo de proteção contra clones não autorizados e a integração de recursos de voz aos canais de atendimento digital do Tribunal.

Memorando assinado em 3 de agosto

O memorando de entendimento foi firmado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e pelo cofundador da ElevenLabs, Mateusz Staniszewski, no dia 3 de agosto de 2026. O documento integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral e não envolve repasses financeiros entre as partes. A vigência vai até 31 de dezembro de 2026.

A ElevenLabs é conhecida por plataformas de criação e clonagem de voz com inteligência artificial. A preocupação do TSE está no avanço dos deepfakes de áudio em disputas políticas, usados para simular declarações falsas com alto grau de verossimilhança.

Lista de Vozes Protegidas

O acordo tem três eixos: bloqueio de clones de voz, rastreamento de fraudes e ampliação da acessibilidade por comando de voz. O primeiro eixo cria a lista de “Vozes Protegidas” (No-Go Voices), que restringe versões sintéticas da voz de figuras públicas indicadas pelo TSE, como candidatos registrados e servidores da Justiça Eleitoral.

Apoio a investigações e balanço pós-eleição

A empresa também dará suporte às investigações do TSE para apurar se áudios suspeitos foram gerados em seus sistemas. Depois do pleito, deverá apresentar um balanço com o total de tentativas de manipulação identificadas durante a campanha.

Acessibilidade no Assistente Eleitoral

O TSE passará a usar gratuitamente as ferramentas de conversão de texto em fala e de reconhecimento de voz da ElevenLabs em serviços públicos, a começar pelo Assistente Eleitoral. A medida busca facilitar o acesso de eleitores com deficiência visual, idosos e pessoas com baixo letramento digital a informações sobre local de votação, situação eleitoral e documentos.

Os compromissos de fiscalização da empresa, segundo o documento, se limitam aos conteúdos criados na própria plataforma e não alcançam ferramentas de terceiros.

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