Diante das incertezas no cenário econômico e mesmo com um recuo recente da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Com o ajuste, a taxa atinge 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006. A medida surpreendeu parte do mercado financeiro, que em sua maioria esperava pela manutenção dos juros em 14,75% ao ano. Esta foi a sétima elevação consecutiva promovida pela autoridade monetária.
A decisão de apertar a política monetária tem como principal objetivo controlar a inflação oficial, medida pelo IPCA, que, apesar de ter desacelerado para 0,26% em maio, ainda acumula uma alta de 5,32% nos últimos 12 meses, valor acima do teto da meta estabelecida. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para conter a alta dos preços e ancorar as expectativas inflacionárias, mesmo que isso represente um freio na atividade econômica.
Em comunicado oficial, o Copom sinalizou que deve interromper o ciclo de altas para avaliar os efeitos acumulados dos aumentos já realizados sobre a economia. No entanto, o comitê ressaltou que “seguirá vigilante” e “não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, deixando a porta aberta para futuras elevações caso a trajetória da inflação não convirja para a meta como o esperado.
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