O trio apresentará no Palco Sunset, neste sábado (12), as 12 faixas inéditas do álbum conjunto 'Criolo, Amaro & Dino'. O projeto nasceu sem pressa, em sessões de gravação entre Recife, Rio e Cabo Verde.
O Rock in Rio nunca foi apenas um conjunto de shows isolados; é também um espaço de encontros e surpresas entre artistas. Em 2015, Ney Matogrosso dividiu o palco com Frejat para reviver momentos do Barão Vermelho; em 2001, Cássia Eller surpreendeu ao invadir o show do Foo Fighters. Nesta edição, Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago entram nessa tradição: o trio vai apresentar as 12 faixas inéditas do álbum conjunto “Criolo, Amaro & Dino” no Palco Sunset, neste sábado (12).
O projeto nasceu sem pressa e sem roteiro, em sessões de gravação realizadas entre Recife, Rio de Janeiro e Cabo Verde. Antes da passagem pelo festival carioca, o trio já havia testado o repertório em um show em Porto, Portugal.
“mágica”
O trecho acima foi usado por Criolo ao descrever a experiência de apresentar o álbum ao vivo, ressaltando a recepção calorosa do público desde as primeiras apresentações. O rapper, que está na estrada há mais de 30 anos, relatou ter sentido nervosismo antes de subir ao palco para mostrar algo completamente novo, consciente de que o público buscava mais do que música: procurava uma experiência.
Segundo ele, a novidade do repertório gera uma sensação especial. “É ter também a noção da oportunidade que nos foi ofertada. A gente sabe que entra de um jeito e sai de outro de uma apresentação. Nunca é algo comum. Nunca é ir ali fazer algo corriqueiro. É sempre diferente”, explicou o artista, ressaltando que esse ineditismo, que se repetirá no Palco Mundo, dá a ele uma sensação gostosa.
Mais do que uma parceria pontual, o disco reflete uma amizade alicerçada na admiração mútua. Criolo tem considerado Amaro Freitas e Dino d’Santiago grandes vozes da música mundial, e, nas faixas, permite que sua rima converse com o dedilhado do piano pernambucano e com a fusão de batuque e R&B trazida pelo cantor português.
“Quando o Criolo disse que o meu piano era uma voz no disco, isso foi revolucionário para mim. Foi a primeira vez que um artista de outro nicho colocou o meu instrumento num pé de igualdade com a voz”
As palavras acima foram ditas por Amaro Freitas, que destacou o gesto como um recado sobre o lugar da música instrumental no país. Para Dino d’Santiago, a presença de gravações em Cabo Verde foi proposital, com o objetivo de incorporar elementos culturais fundamentais ao projeto.
“Entram no disco o batuque ancestral, a morna, a língua crioula, ritmos que não pedem tradução. Ele fez questão que todas as nossas línguas estivessem ali”
No Rock in Rio, a travessia sonora entre cantos do mundo e do Brasil deve ganhar destaque. Criolo, Amaro e Dino prometem transformar um trabalho nascido da amizade em uma experiência coletiva que levará a Cidade do Rock a uma viagem sonora.
“Será uma avalanche do amor”
Essa declaração foi atribuída a Criolo, que já afirmou anteriormente que amor existe até em São Paulo. O conjunto de faixas inéditas compõe, portanto, a proposta que o trio vai apresentar ao público no festival.
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