A Dasa teve prejuízo líquido de R$ 34,9 milhões nas operações continuadas no 2º trimestre de 2026, ante R$ 173,2 mi no 2º tri/2025. A receita bruta caiu 10% para R$ 2,4 bi, afetada pela desconsolidação da Ímpar e formação da Rede Américas.
A Dasa registrou um prejuízo líquido de R$ 34,9 milhões nas operações continuadas no segundo trimestre de 2026. Este valor representa uma redução significativa em comparação à perda de R$ 173,2 milhões observada no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados em balanço do grupo de medicina diagnóstica e hospitais nesta quinta-feira.
A receita bruta consolidada do grupo no trimestre alcançou R$ 2,4 bilhões, mostrando uma queda de 10% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Essa diminuição foi impactada pela desconsolidação da Ímpar, em decorrência da formação da Rede Américas, além dos desinvestimentos realizados ao longo de 2025.
Considerando o escopo atual, o faturamento cresceu 8%, impulsionado por um aumento de 9% na receita de Diagnósticos Nacional, que totalizou R$ 2,2 bilhões. Esse crescimento foi atribuído ao aumento no volume de exames e à expansão dos segmentos premium, B2B (Lab-to-Lab) e atendimento domiciliar.
Por outro lado, a receita dos hospitais e da oncologia no Nordeste recuou 4%, totalizando R$ 208 milhões. Essa queda reflete a estratégia da empresa de qualificação da receita e reestruturação do mix de fontes pagadoras na Oncologia.
Além disso, a margem bruta consolidada manteve-se praticamente estável, com uma leve variação de -0,4 ponto percentual, alcançando 27,9% em comparação ao segundo trimestre de 2025. O Ebitda consolidado foi de R$ 446 milhões, um crescimento de 53% na comparação anual, com uma expansão de 5,8 pontos percentuais na margem, totalizando 20,1%.
“Os resultados do período reforçam a evolução do nosso atual perímetro operacional, combinando crescimento de receita, ganhos de eficiência, maior geração de caixa e avanços na desalavancagem”, afirmou a empresa em seu material de divulgação.
A geração de caixa livre foi de R$ 292 milhões no trimestre, em contraste com o consumo de caixa de R$ 18 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A dívida líquida financeira, considerando aquisições a pagar e antecipação de recebíveis, fechou junho em R$ 5,6 bilhões, com uma redução de 23%.
“A Dasa tem feito mais com menos, com ganhos consistentes de eficiência operacional. Processamos 119,7 milhões de exames no trimestre, quase 11 milhões a mais do que um ano atrás, com treze unidades a menos”, destacou o presidente-executivo da companhia, Rafael Lucchesi.
O executivo complementou: “Isso libera capital para onde o crescimento está: B2B, atendimento domiciliar, premium e a agenda de longevidade, que integra genômica, diagnóstico in vitro, biotecnologia e imagem para antecipar risco antes dos sintomas. Estamos consistentes no novo escopo e o próximo ciclo da companhia se constrói sobre essa base.”
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