Torcedores argentinos cruzaram continentes para acompanhar a seleção na Copa 2026. A estreia é nesta terça, dia 15, contra a Argélia, em Kansas City, com 70 mil no estádio.
Nos últimos dias, três torcedores argentinos ganharam destaque ao viajar de bicicleta da Argentina até os Estados Unidos para acompanhar a seleção na Copa do Mundo 2026. No entanto, esse trio não está sozinho; muitos outros fãs também fizeram sacrifícios significativos para estar perto da equipe, que estreia nesta terça-feira, 15 de junho, contra a Argélia, em Kansas City.
O estádio deve receber cerca de 70 mil torcedores, todos ansiosos para ver Messi e seus companheiros em campo. Muitos argentinos já estão na região, prontos para a partida, e suas histórias de dedicação e aventura são inspiradoras.
Um dos torcedores, Tony, partiu de Córdoba há 61 dias em sua moto. Ele fez a viagem ao lado de seu pai, Daniel, que o acompanhou até a fronteira com o México, decidindo voltar em Tijuana. Tony seguiu sua jornada, documentando cada dia em suas redes sociais, incluindo os desafios que enfrentou, como a incerteza sobre onde dormir.
“Saí em 5 de março, cruzei 13 países e dirigi aproximadamente uns 18 mil quilômetros para estar aqui hoje em Kansas”, disse Tony.
A moto de Tony carrega uma bandeira argentina, mas a atenção de muitos é voltada para o motorhome de Hernán Romero. O trailer, típico dos filmes americanos, exibe caricaturas dos jogadores campeões mundiais em 2022 e o nome “Scaloneta” em seu para-choque. Hernán percorreu 2.100 quilômetros em 29 horas, passando por sete estados para chegar a Kansas City, onde se encontrou com a seleção.
“Fiz 2.100 quilômetros e 29 horas dirigindo, em sete estados”, explicou Hernán, que lidera a ‘Banda de Nova York’, um grupo de torcedores que segue a seleção.
Outra família, formada por Andrés, Alejandra e Isabel, também está presente na cidade. Eles decidiram viajar de van adaptada em uma jornada que começou com o desejo de ir até o Alasca. Quando perceberam que estariam nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo, ajustaram seus planos para estarem em Kansas City na mesma data que a seleção.
“Graças a Deus e à vida, os caminhos nos permitiram estar nesta data nos Estados Unidos, especificamente aqui em Kansas City, onde está a seleção argentina”, explicou Andrés.
Apesar de estarem na cidade, a família não poderá assistir à partida no estádio, pois os preços dos ingressos estão além do que podem pagar. Eles esperam ver os jogadores quando eles saírem do hotel para os treinos. Outros torcedores também estão na mesma expectativa, e a movimentação de argentinos em Kansas City deverá aumentar nesta segunda-feira, véspera da estreia da campeã mundial, com o tradicional “banderazo” agendado para a Union Station.

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