Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Déficit nas contas externas chega a US$ 68,8 bilhões em 2025, informa Banco Central

O Brasil terminou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões em transações correntes, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). O resultado se aproxima do observado em 2024, quando o saldo negativo ficou em US$ 66,168 bilhões (3,03% do PIB), e é o maior desde […]

26/01/2026 · 14h35
Déficit nas contas externas chega a US$ 68,8 bilhões em 2025, informa Banco Central

O Brasil terminou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões em transações correntes, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). O resultado se aproxima do observado em 2024, quando o saldo negativo ficou em US$ 66,168 bilhões (3,03% do PIB), e é o maior desde 2014.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o déficit vinha crescendo até fevereiro, impulsionado pela expansão da demanda interna, mas se estabilizou ao longo do ano e recuou em dezembro. “As contas externas continuam financiadas por capitais de longo prazo, principalmente pelo investimento direto no país”, afirmou.

Publicidade

Balança comercial

As exportações somaram US$ 350,899 bilhões em 2025, alta de 3,2% em comparação a 2024. As importações cresceram 6,2% e atingiram US$ 290,947 bilhões. Mesmo com recorde nos dois fluxos, o superávit comercial caiu 8,9%, para US$ 59,952 bilhões, ante US$ 65,842 bilhões no ano anterior.

Serviços

O déficit na conta de serviços recuou 4,1% e fechou 2025 em US$ 52,940 bilhões. Houve redução de US$ 5 bilhões nas despesas líquidas de serviços culturais, pessoais e recreativos, reflexo da exigência de residência para casas de apostas online. As receitas líquidas de serviços financeiros subiram US$ 1,1 bilhão, enquanto os gastos com propriedade intelectual aumentaram US$ 2,5 bilhões e com telecomunicações, computação e informações, US$ 941 milhões.

Nas viagens internacionais, o déficit alcançou US$ 13,850 bilhões no ano, resultado de US$ 7,865 bilhões em receitas com turistas estrangeiros — maior valor da série iniciada em 1995 — e US$ 21,715 bilhões em despesas de brasileiros no exterior.

Rendas primária e secundária

A conta de renda primária — que inclui lucros, dividendos, juros e salários — registrou déficit de US$ 81,347 bilhões, repetindo o valor de 2024. Já a conta de renda secundária teve superávit de US$ 5,543 bilhões, superior aos US$ 4,505 bilhões do ano anterior.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Financiamento externo

Os investimentos diretos no país (IDP) totalizaram US$ 77,676 bilhões em 2025, montante que corresponde a 3,41% do PIB e supera em 4,8% o registrado em 2024. Desse total, US$ 62,367 bilhões referem-se à participação no capital e US$ 15,309 bilhões a operações intercompanhia.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico apresentaram entrada líquida de US$ 15,284 bilhões, composta por saídas de US$ 4,945 bilhões em ações e fundos de investimento e ingressos de US$ 20,229 bilhões em títulos de dívida. As reservas internacionais encerraram 2025 em US$ 358,234 bilhões, contra US$ 329,730 bilhões no fim de 2024.

Em dezembro, o déficit em transações correntes foi de US$ 3,363 bilhões, menor valor para o mês desde 2015 e bem abaixo dos US$ 10,237 bilhões registrados em dezembro de 2024. O resultado refletiu aumento do superávit comercial em US$ 4,7 bilhões e redução de déficits em outros itens da conta de pagamentos.

Publicidade

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Brasil terminou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões em transações correntes, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). O resultado se aproxima do observado em 2024, quando o saldo negativo ficou em US$ 66,168 bilhões (3,03% do PIB), e é o maior desde 2014.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o déficit vinha crescendo até fevereiro, impulsionado pela expansão da demanda interna, mas se estabilizou ao longo do ano e recuou em dezembro. “As contas externas continuam financiadas por capitais de longo prazo, principalmente pelo investimento direto no país”, afirmou.

Balança comercial

As exportações somaram US$ 350,899 bilhões em 2025, alta de 3,2% em comparação a 2024. As importações cresceram 6,2% e atingiram US$ 290,947 bilhões. Mesmo com recorde nos dois fluxos, o superávit comercial caiu 8,9%, para US$ 59,952 bilhões, ante US$ 65,842 bilhões no ano anterior.

Serviços

O déficit na conta de serviços recuou 4,1% e fechou 2025 em US$ 52,940 bilhões. Houve redução de US$ 5 bilhões nas despesas líquidas de serviços culturais, pessoais e recreativos, reflexo da exigência de residência para casas de apostas online. As receitas líquidas de serviços financeiros subiram US$ 1,1 bilhão, enquanto os gastos com propriedade intelectual aumentaram US$ 2,5 bilhões e com telecomunicações, computação e informações, US$ 941 milhões.

Nas viagens internacionais, o déficit alcançou US$ 13,850 bilhões no ano, resultado de US$ 7,865 bilhões em receitas com turistas estrangeiros — maior valor da série iniciada em 1995 — e US$ 21,715 bilhões em despesas de brasileiros no exterior.

Rendas primária e secundária

A conta de renda primária — que inclui lucros, dividendos, juros e salários — registrou déficit de US$ 81,347 bilhões, repetindo o valor de 2024. Já a conta de renda secundária teve superávit de US$ 5,543 bilhões, superior aos US$ 4,505 bilhões do ano anterior.

Financiamento externo

Os investimentos diretos no país (IDP) totalizaram US$ 77,676 bilhões em 2025, montante que corresponde a 3,41% do PIB e supera em 4,8% o registrado em 2024. Desse total, US$ 62,367 bilhões referem-se à participação no capital e US$ 15,309 bilhões a operações intercompanhia.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico apresentaram entrada líquida de US$ 15,284 bilhões, composta por saídas de US$ 4,945 bilhões em ações e fundos de investimento e ingressos de US$ 20,229 bilhões em títulos de dívida. As reservas internacionais encerraram 2025 em US$ 358,234 bilhões, contra US$ 329,730 bilhões no fim de 2024.

Em dezembro, o déficit em transações correntes foi de US$ 3,363 bilhões, menor valor para o mês desde 2015 e bem abaixo dos US$ 10,237 bilhões registrados em dezembro de 2024. O resultado refletiu aumento do superávit comercial em US$ 4,7 bilhões e redução de déficits em outros itens da conta de pagamentos.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA