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Cidades

Depama registra aumento de 30% nas denúncias de maus-tratos a animais em Sergipe

O número de denúncias de maus-tratos a animais em Sergipe cresceu cerca de 30% no primeiro trimestre de 2026. Os registros subiram de 345, no mesmo...

18/05/2026 · 09h39
Depama registra aumento de 30% nas denúncias de maus-tratos a animais em Sergipe

O número de denúncias de maus-tratos a animais em Sergipe cresceu cerca de 30% no primeiro trimestre de 2026. Os registros subiram de 345, no mesmo período de 2025, para 447 ocorrências neste ano, segundo dados da Delegacia de Proteção ao Animal (Depama). O aumento tem ampliado as ações da unidade e reforçado a importância da participação da população no combate a esses crimes.

Quem: A Depama, comandada pelo delegado Hugo Leonardo Melo, lidera as investigações. Ele ressalta que a delegacia, criada em 2021, apura não apenas maus-tratos, mas também crimes ambientais, como danos à fauna e à flora e descarte irregular de resíduos sólidos. Ainda assim, a maior parte das denúncias envolve agressões a animais.

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O que e onde: As equipes realizam diligências em bairros da capital para checar denúncias e reunir provas. O trabalho exige preparo técnico e sensibilidade, porque muitas ocorrências envolvem animais em situação de vulnerabilidade e em condições precárias de criação.

Como: Entre os casos investigados estão maus-tratos a cães e gatos e, também, a cavalos, particularmente em situações com carroceiros, onde há esforço excessivo, falta de alimentação e ausência de cuidados básicos. Práticas como abandono, falta de alimentação, ausência de atendimento veterinário e acorrentamento permanente são consideradas crime, segundo a delegacia.

Hugo Leonardo observa que a legislação atual permite atuação mais rigorosa: a pena prevista varia de dois a cinco anos de reclusão, com possibilidade de prisão em flagrante, e pode ser aumentada nos casos em que o animal venha a morrer.

Atuação e desafios: Os policiais enfrentam dificuldades de acesso a locais denunciados, resistência de tutores e a necessidade de agir com rapidez para resgatar animais. Quando a ocorrência é confirmada, os animais são levados ao Centro de Zoonoses para avaliação e, em seguida, encaminhados a ONGs, onde ficam disponíveis para adoção.

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Respondendo ao volume crescente, a oficial investigadora Adriele Silva Santos Souza destaca a falta de informação como fator para a alta demanda e o uso indevido de denúncias, que desvia recursos das equipes. O responsável pelo cuidado diário na unidade, Robson Luiz da Silva, relata que muitos animais chegam traumatizados e debilitados e recebem alimentação e cuidados até se recuperarem.

A estudante de Veterinária Jully Loeser explica que o atendimento inicial inclui primeiros socorros e curativos, além do suporte necessário para a recuperação comportamental dos animais resgatados.

As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 de forma anônima, por boletim de ocorrência presencial na delegacia ou online. Registros com fotos, vídeos ou áudios auxiliam na comprovação e agilizam as apurações. A Depama atribui parte do aumento de denúncias à maior conscientização da sociedade, estimulada pela divulgação do tema.

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O número de denúncias de maus-tratos a animais em Sergipe cresceu cerca de 30% no primeiro trimestre de 2026. Os registros subiram de 345, no mesmo período de 2025, para 447 ocorrências neste ano, segundo dados da Delegacia de Proteção ao Animal (Depama). O aumento tem ampliado as ações da unidade e reforçado a importância da participação da população no combate a esses crimes.

Quem: A Depama, comandada pelo delegado Hugo Leonardo Melo, lidera as investigações. Ele ressalta que a delegacia, criada em 2021, apura não apenas maus-tratos, mas também crimes ambientais, como danos à fauna e à flora e descarte irregular de resíduos sólidos. Ainda assim, a maior parte das denúncias envolve agressões a animais.

O que e onde: As equipes realizam diligências em bairros da capital para checar denúncias e reunir provas. O trabalho exige preparo técnico e sensibilidade, porque muitas ocorrências envolvem animais em situação de vulnerabilidade e em condições precárias de criação.

Como: Entre os casos investigados estão maus-tratos a cães e gatos e, também, a cavalos, particularmente em situações com carroceiros, onde há esforço excessivo, falta de alimentação e ausência de cuidados básicos. Práticas como abandono, falta de alimentação, ausência de atendimento veterinário e acorrentamento permanente são consideradas crime, segundo a delegacia.

Hugo Leonardo observa que a legislação atual permite atuação mais rigorosa: a pena prevista varia de dois a cinco anos de reclusão, com possibilidade de prisão em flagrante, e pode ser aumentada nos casos em que o animal venha a morrer.

Atuação e desafios: Os policiais enfrentam dificuldades de acesso a locais denunciados, resistência de tutores e a necessidade de agir com rapidez para resgatar animais. Quando a ocorrência é confirmada, os animais são levados ao Centro de Zoonoses para avaliação e, em seguida, encaminhados a ONGs, onde ficam disponíveis para adoção.

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Respondendo ao volume crescente, a oficial investigadora Adriele Silva Santos Souza destaca a falta de informação como fator para a alta demanda e o uso indevido de denúncias, que desvia recursos das equipes. O responsável pelo cuidado diário na unidade, Robson Luiz da Silva, relata que muitos animais chegam traumatizados e debilitados e recebem alimentação e cuidados até se recuperarem.

A estudante de Veterinária Jully Loeser explica que o atendimento inicial inclui primeiros socorros e curativos, além do suporte necessário para a recuperação comportamental dos animais resgatados.

As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 de forma anônima, por boletim de ocorrência presencial na delegacia ou online. Registros com fotos, vídeos ou áudios auxiliam na comprovação e agilizam as apurações. A Depama atribui parte do aumento de denúncias à maior conscientização da sociedade, estimulada pela divulgação do tema.

 

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