O misterioso desaparecimento do empresário gaúcho Vitor Hugo Paladini, ocorrido no dia 15 de maio, após sua chegada a Barcelona, na Espanha, tem gerado grande preocupação na família e mobilizado as autoridades brasileiras e espanholas. Vitor viajou para resolver questões familiares e concluir a entrega de um imóvel, mas desde então, não há sinal dele.
Antes de embarcar, Vitor saiu de sua residência no Rio Grande do Sul e seguiu para o Aeroporto Internacional de Porto Alegre, onde iniciou sua viagem com conexão em Lisboa até chegar ao destino final. Durante todo o trajeto, manteve contato constante com sua esposa por mensagens. Logo após desembarcar em Barcelona, ele gravou um vídeo para o filho e enviou fotos dentro de um táxi, informando que se dirigia ao apartamento do irmão, onde ficaria hospedado. Essa seria a última vez que a família teria notícias dele.
“O Vitor amava a nossa família. O filho dele era a adoração dele. Meu Deus! É algo que não dá pra explicar com palavras. É cruel não ter notícias, sabe?”, desabafou Luziane Magalhães, esposa de Vitor, ao lembrar da última conversa com o marido.
Após perceber o desaparecimento, a família iniciou uma busca por ajuda, contratando advogados tanto no Brasil quanto na Espanha para acompanhar o caso. A advogada Sandra Pinheiro destacou que houve dificuldades até mesmo para registrar a ocorrência no Brasil, pois o entendimento inicial era de que todos os procedimentos deveriam ocorrer na Espanha. A polícia espanhola está investigando o caso, mas não divulga detalhes.
Enquanto isso, a Interpol iniciou sua atuação no caso e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que está prestando assistência consular aos familiares do empresário. Para a defesa da família, ainda existem perguntas fundamentais sem resposta, como o local onde o taxista deixou Vitor após sua saída do aeroporto e o que ocorreu a partir daquele momento.
O advogado Maurício Batista afirmou que as autoridades espanholas mostram disposição para colaborar, mas têm repassado poucas informações sobre as diligências realizadas. A família espera que a atuação da Interpol ajude a pressionar as investigações e a descobrir o paradeiro de Vitor, que está desaparecido há mais de dois meses.




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