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Aracaju, Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Consumo

Descascou o antiaderente da airfryer? Saiba se há risco e quando trocar

Pequenas lascas de PTFE tendem a passar pelo organismo sem toxidez, mas cestos desgastados podem expor metais e exigem substituição.

06/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h54
Descascou o antiaderente da airfryer? Saiba se há risco e quando trocar

Pequenas lascas de PTFE (teflon) geralmente passam pelo organismo sem causar intoxicação. Troque o cesto ao surgir descolamento amplo, lascas grandes ou sinais de dano que exponham o metal.

A airfryer é um dos eletrodomésticos mais populares nos lares brasileiros, e o descascamento do revestimento antiaderente do cesto costuma gerar duas preocupações: o custo de repor o acessório e os possíveis riscos à saúde caso partículas cheguem à comida.

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A boa notícia é que, quando o revestimento é feito de politetrafluoretileno (PTFE), conhecido comercialmente como teflon, a ingestão acidental de pequena lasca não costuma causar intoxicação. O PTFE é um material estável e pouco reativo, de modo que fragmentos ingeridos tendem a atravessar o sistema digestivo sem serem absorvidos pelo organismo. Ainda assim, isso não significa que seja recomendado continuar usando normalmente um cesto que já apresenta sinais evidentes de desgaste.

“O antiaderente da airfryer é composto por Teflon. Esse material é inerte e atóxico, ou seja, não reage com o organismo, nem é absorvido. Portanto, em casos de ingestão, o Teflon será eliminado pelo trato gastrointestinal”

Esta explicação foi dada por Henrique Silva Bombana, biomédico, toxicologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Os riscos, porém, dependem do tipo de revestimento e do nível de dano. Nem toda casquinha preta que se solta de um cesto é necessariamente PTFE. Alguns produtos usam outras camadas — lacas ou pinturas — cuja composição varia e pode trazer riscos diferentes.

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O farmacêutico Kauê de Oliveira Chinaglia, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que a relação entre revestimentos com PTFE e câncer costuma gerar confusão porque materiais distintos são tratados como iguais. Parte da preocupação histórica vem do ácido perfluorooctanoico (PFOA), que já foi usado como auxiliar na fabricação do teflon e é associado a efeitos tóxicos. O PFOA deixou de ser utilizado por fabricantes, mas outras substâncias da família PFAS passaram a ser empregadas e têm segurança de longo prazo pouco estudada.

“Como a regulamentação sobre PFAS avança lentamente no mundo todo, e praticamente não existe no Brasil, sem valores-limite estabelecidos fica difícil para o consumidor saber só pelo rótulo quais PFAS exatamente aquele utensílio contém. Vale a pena procurar embalagens que declarem ‘livre de PFAS’, não apenas ‘livre de PFOA'”

Conforme os especialistas, o problema maior ocorre quando o desgaste do revestimento expõe o metal da estrutura do cesto. Muitos recipientes utilizam alumínio, e o contato direto entre alimento e metal pode favorecer a migração de pequenas quantidades de metal para a comida. Se o produto for de baixa qualidade, pode haver contaminação por ferro, o que possivelmente seria percebido pelo sabor nos alimentos.

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Arranhões superficiais não representam necessariamente risco imediato, mas a avaliação depende do material e do grau de dano. Ambos os especialistas apontam que é preciso cuidado redobrado ao preparar alimentos ácidos em cestos que já perderam parte do revestimento. Em resumo: fragmentos pequenos de PTFE não costumam causar intoxicação, mas cestos evidentemente desgastados devem ser substituídos para evitar exposição a outros materiais.

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Pequenas lascas de PTFE (teflon) geralmente passam pelo organismo sem causar intoxicação. Troque o cesto ao surgir descolamento amplo, lascas grandes ou sinais de dano que exponham o metal.

A airfryer é um dos eletrodomésticos mais populares nos lares brasileiros, e o descascamento do revestimento antiaderente do cesto costuma gerar duas preocupações: o custo de repor o acessório e os possíveis riscos à saúde caso partículas cheguem à comida.

A boa notícia é que, quando o revestimento é feito de politetrafluoretileno (PTFE), conhecido comercialmente como teflon, a ingestão acidental de pequena lasca não costuma causar intoxicação. O PTFE é um material estável e pouco reativo, de modo que fragmentos ingeridos tendem a atravessar o sistema digestivo sem serem absorvidos pelo organismo. Ainda assim, isso não significa que seja recomendado continuar usando normalmente um cesto que já apresenta sinais evidentes de desgaste.

“O antiaderente da airfryer é composto por Teflon. Esse material é inerte e atóxico, ou seja, não reage com o organismo, nem é absorvido. Portanto, em casos de ingestão, o Teflon será eliminado pelo trato gastrointestinal”

Esta explicação foi dada por Henrique Silva Bombana, biomédico, toxicologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Os riscos, porém, dependem do tipo de revestimento e do nível de dano. Nem toda casquinha preta que se solta de um cesto é necessariamente PTFE. Alguns produtos usam outras camadas — lacas ou pinturas — cuja composição varia e pode trazer riscos diferentes.

O farmacêutico Kauê de Oliveira Chinaglia, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que a relação entre revestimentos com PTFE e câncer costuma gerar confusão porque materiais distintos são tratados como iguais. Parte da preocupação histórica vem do ácido perfluorooctanoico (PFOA), que já foi usado como auxiliar na fabricação do teflon e é associado a efeitos tóxicos. O PFOA deixou de ser utilizado por fabricantes, mas outras substâncias da família PFAS passaram a ser empregadas e têm segurança de longo prazo pouco estudada.

“Como a regulamentação sobre PFAS avança lentamente no mundo todo, e praticamente não existe no Brasil, sem valores-limite estabelecidos fica difícil para o consumidor saber só pelo rótulo quais PFAS exatamente aquele utensílio contém. Vale a pena procurar embalagens que declarem ‘livre de PFAS’, não apenas ‘livre de PFOA'”

Conforme os especialistas, o problema maior ocorre quando o desgaste do revestimento expõe o metal da estrutura do cesto. Muitos recipientes utilizam alumínio, e o contato direto entre alimento e metal pode favorecer a migração de pequenas quantidades de metal para a comida. Se o produto for de baixa qualidade, pode haver contaminação por ferro, o que possivelmente seria percebido pelo sabor nos alimentos.

Arranhões superficiais não representam necessariamente risco imediato, mas a avaliação depende do material e do grau de dano. Ambos os especialistas apontam que é preciso cuidado redobrado ao preparar alimentos ácidos em cestos que já perderam parte do revestimento. Em resumo: fragmentos pequenos de PTFE não costumam causar intoxicação, mas cestos evidentemente desgastados devem ser substituídos para evitar exposição a outros materiais.

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