Desde a estreia, as redes discutem o melhor formato para assistir ao novo filme de Nolan, primeiro totalmente gravado em IMAX 70mm. Só 41 salas no mundo exibem a proporção original 1.43:1; 25 ficam nos EUA.
Desde a estreia de A Odisseia, novo filme de Christopher Nolan, as redes sociais estão repletas de discussões sobre qual é o melhor formato para assistir ao longa. O debate ganhou destaque, uma vez que este é o primeiro filme da história totalmente gravado em IMAX.
Filmado em IMAX 70mm, A Odisseia pode ser visto em seu formato original apenas em poucas localidades do mundo, sendo apenas 41 cinemas capazes de exibir o filme tal como concebido por Nolan, com uma proporção de tela de 1.43:1. A maioria desses cinemas, 25, está localizada nos Estados Unidos.
A crescente comoção sobre a experiência de assistir ao filme na tela IMAX gerou questionamentos na internet, já que apenas um público seleto tem o “privilégio” de vê-lo no IMAX 70mm, enquanto muitos precisam se contentar com outras opções de exibição.
No Brasil, a polêmica se intensificou, pois não existem salas que exibam o longa no formato original. No país, há 12 salas que oferecem apenas o IMAX Digital, com uma proporção de tela de 1.90:1, que é mais retangular em comparação ao IMAX 70mm.
Mas afinal, faz diferença assistir a um filme no IMAX em vez de em uma sala digital padrão? Diante do sucesso de A Odisseia, além da expectativa em torno de outros lançamentos como Homem-Aranha: Um Novo Dia e Duna: Parte 3, é importante entender as razões por trás da discussão sobre o formato de exibição.
Antes de tudo, é essencial entender o que significa assistir a um filme em IMAX. Criada pela IMAX Corporation, essa tecnologia foi desenvolvida para oferecer ao público uma projeção maior sem comprometer a qualidade da imagem. Os cinemas são projetados para garantir uma imersão total, com acústica, arquitetura e resolução adequadas.
No caso do IMAX 70mm, a qualidade da película é superior à de filmagens convencionais, resultando em uma resolução nítida e rica em detalhes. A projeção a laser também realça as cores, enquanto o som é calibrado para envolver o público, criando uma sensação de plenitude sonora dentro da sala.
A experiência de assistir a um filme no IMAX realmente se destaca em comparação a uma sala convencional. A imersão proporcionada por uma sala IMAX, como demonstrado com A Odisseia, é notável. A película é disposta horizontalmente no formato 70mm, permitindo uma captura de detalhes maior, o que resulta em uma imagem mais informativa nas partes superiores e inferiores da tela.
Assistir a A Odisseia no IMAX Digital ou em telas widescreen convencionais pode ser comparado a ver uma versão “cortada” do filme, já que a proporção da tela não permite que a obra seja exibida em sua totalidade. Assim, a imersão oferecida pelo IMAX se torna uma experiência singular.
No Brasil, as salas IMAX estão disponíveis em apenas oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul. Os ingressos podem custar até R$ 75, dependendo da localidade e da rede de cinema escolhida.
Com os custos crescentes envolvidos em uma ida ao cinema, a pergunta que fica é: vale a pena ver um filme em IMAX? A resposta depende do que o espectador valoriza. Para os apaixonados por cinema e tecnologia, a experiência IMAX vale o investimento, pois proporciona uma imersão completa, unindo técnicas de última geração para uma experiência cinematográfica inigualável.
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