Kitao Sakurai diz que o novo filme prioriza humor e liberdade criativa em vez de um tom grave. Ele afirma ter liberdade para criar uma proposta ousada que agrade fãs antigos e novos espectadores.
A produção do novo filme de Street Fighter avança e o diretor Kitao Sakurai afirmou que não teme que a obra se mostre “ridícula” ou distante das adaptações mais sérias. Segundo Sakurai, a intenção durante as gravações foi evitar um tom grave e convencional, buscando uma abordagem que se destaque entre adaptações de videogame.
O cineasta disse ter recebido liberdade criativa para construir uma proposta diferente do que muitos estúdios atualmente valorizam. Para Sakurai, a prioridade é entregar uma experiência que divirta tanto fãs antigos quanto quem conhecerá a franquia pela primeira vez por meio do filme.
“Todos querem apoiar a criação de um longa que tem um tom e abordagem distintos, que não pareça uma adaptação genérica de videogame. Me trouxeram para fazer algo que não fosse convencional e realmente me deixaram fazer o meu trabalho”
As primeiras prévias divulgadas do longa indicam um filme mais voltado ao humor escrachado e que ri de si mesmo. A reação é mista: alguns espectadores e críticos veem com interesse a proposta irreverente, enquanto outros reclamam antecipadamente do formato adotado. O diretor, contudo, garantiu que as decisões estéticas e de tom seguiram sem ceder a críticas externas, com foco em equilibrar nostalgia e novidade.
“Eu realmente queria honrar aquele sentimento que tive quando tinha seis anos de idade com meu melhor amigo, enquanto tentávamos fazer nossa versão doméstica de um longa do Jet Li. A intenção era trazer este nível de diversão e irreverência, sem se preocupar com o que os outros pensam. Esperamos equilibrar a nostalgia com algo que pareça novo”
Kitao Sakurai tem em seu currículo trabalhos ligados à comédia, como The Eric Andre Show (2012) e Bad Trip (2021), e já dirigiu episódios da série Twisted Metal (2023). A escolha do diretor sinaliza a aposta do estúdio em um viés humorístico para revigorar personagens clássicos da Capcom.
Historicamente, as tentativas de levar Street Fighter às telas de cinema não tiveram sucesso. O filme de 1994, Street Fighter: A Última Batalha, é considerado um fiasco e marcou um dos pontos mais baixos na carreira de atores como Jean-Claude Van Damme, Ming-Na Wen e Raúl Juliá. Em 2009, outra tentativa, Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, estrelada por Kristin Kreuk, também ficou aquém das expectativas.
Após sucessos com outras franquias de jogos, como Resident Evil e Monster Hunter, a Capcom decidiu uma nova investida. A nova obra será baseada no jogo Street Fighter 2 (1991) e promete renovar os lutadores clássicos para uma nova geração de fãs.
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