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Aracaju, Terça-feira, 30 de junho de 2026
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Diretora de filme sobre CPI da Covid fala sobre reparação e reflexão

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Diretora de filme sobre CPI da Covid fala sobre reparação e reflexão

Dandara Ferreira lança documentário sobre a CPI da Covid, abordando questões de reparação e reflexão.

30/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h57
Diretora de filme sobre CPI da Covid fala sobre reparação e reflexão

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Após estrear como diretora com a ficção “Meu Nome é Gal” (2023), a cineasta Dandara Ferreira lança nesta quinta-feira (2.jul.2026) o documentário “Anatomia do Caos”. O filme aborda o governo Jair Bolsonaro durante a pandemia, apresentando imagens inéditas dos bastidores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19, que foi instaurada pelo Senado em abril de 2021.

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Dandara Ferreira compartilha suas motivações para a realização do documentário: “No início da pandemia, eu sentia medo, angústia e indignação como milhões de brasileiros”. Ela decidiu ir a Brasília sozinha, “com uma câmera na mão e sem saber que filme seria esse”, acompanhando o trabalho da comissão até a entrega do relatório final em outubro de 2021. A cineasta destaca que o filme levanta muitas questões que permanecem sem resposta até hoje.

“Eu não conheço nenhum desrespeito mais grave à vida do que os deboches do [então] presidente das pessoas que estavam sem ar. Banalização do mal. Justiça é o que estamos precisando para lavar a alma e seguir em frente. Acho que o povo merece essa reparação”, declara Dandara.

O documentário chega aos cinemas três meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. Segundo a diretora, a obra só ficou pronta agora, em 2026, mais de seis anos após o primeiro caso de covid-19 no Brasil. Apesar da proximidade com o pleito, Dandara acredita que o principal papel do documentário é instigar a reflexão, ao invés de direcionar o voto do público. “Se o filme contribuir para que o público pense com mais profundidade sobre democracia, responsabilidade pública, memória e gestão de crises, então ele já terá cumprido uma função importante”, afirma.

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Em entrevista, Dandara Ferreira detalha suas decisões criativas e os desafios enfrentados ao filmar durante a pandemia. Ela comenta sobre a urgência e a complexidade de documentar eventos que estavam ocorrendo em tempo real, sem a distância histórica que normalmente se tem ao fazer um documentário.

“Filmar durante a pandemia era, de certa forma, tentar compreender um terremoto enquanto ele ainda acontecia”, diz a diretora.

O documentário combina depoimentos inéditos e falas marcantes de políticos, incluindo declarações do presidente Jair Bolsonaro. A cineasta acredita que a experiência de rever esse período traumático será intensa para o público, pois o cinema oferece uma narrativa que organiza as experiências fragmentadas vividas durante a pandemia.

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Além disso, Dandara comenta sobre a recente sanção do PL que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, ressaltando a importância da responsabilização pública dos envolvidos na gestão da crise sanitária. Ela considera que seu filme também serve como uma forma de cobrança, questionando que tipo de sociedade se deseja construir após uma tragédia dessa magnitude.

“Quando um filme recupera fatos, documentos e testemunhos, ele inevitavelmente nos obriga a confrontar perguntas sobre responsabilidade”, afirma.

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Após estrear como diretora com a ficção “Meu Nome é Gal” (2023), a cineasta Dandara Ferreira lança nesta quinta-feira (2.jul.2026) o documentário “Anatomia do Caos”. O filme aborda o governo Jair Bolsonaro durante a pandemia, apresentando imagens inéditas dos bastidores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19, que foi instaurada pelo Senado em abril de 2021.

Dandara Ferreira compartilha suas motivações para a realização do documentário: “No início da pandemia, eu sentia medo, angústia e indignação como milhões de brasileiros”. Ela decidiu ir a Brasília sozinha, “com uma câmera na mão e sem saber que filme seria esse”, acompanhando o trabalho da comissão até a entrega do relatório final em outubro de 2021. A cineasta destaca que o filme levanta muitas questões que permanecem sem resposta até hoje.

“Eu não conheço nenhum desrespeito mais grave à vida do que os deboches do [então] presidente das pessoas que estavam sem ar. Banalização do mal. Justiça é o que estamos precisando para lavar a alma e seguir em frente. Acho que o povo merece essa reparação”, declara Dandara.

O documentário chega aos cinemas três meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. Segundo a diretora, a obra só ficou pronta agora, em 2026, mais de seis anos após o primeiro caso de covid-19 no Brasil. Apesar da proximidade com o pleito, Dandara acredita que o principal papel do documentário é instigar a reflexão, ao invés de direcionar o voto do público. “Se o filme contribuir para que o público pense com mais profundidade sobre democracia, responsabilidade pública, memória e gestão de crises, então ele já terá cumprido uma função importante”, afirma.

Em entrevista, Dandara Ferreira detalha suas decisões criativas e os desafios enfrentados ao filmar durante a pandemia. Ela comenta sobre a urgência e a complexidade de documentar eventos que estavam ocorrendo em tempo real, sem a distância histórica que normalmente se tem ao fazer um documentário.

“Filmar durante a pandemia era, de certa forma, tentar compreender um terremoto enquanto ele ainda acontecia”, diz a diretora.

O documentário combina depoimentos inéditos e falas marcantes de políticos, incluindo declarações do presidente Jair Bolsonaro. A cineasta acredita que a experiência de rever esse período traumático será intensa para o público, pois o cinema oferece uma narrativa que organiza as experiências fragmentadas vividas durante a pandemia.

Além disso, Dandara comenta sobre a recente sanção do PL que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, ressaltando a importância da responsabilização pública dos envolvidos na gestão da crise sanitária. Ela considera que seu filme também serve como uma forma de cobrança, questionando que tipo de sociedade se deseja construir após uma tragédia dessa magnitude.

“Quando um filme recupera fatos, documentos e testemunhos, ele inevitavelmente nos obriga a confrontar perguntas sobre responsabilidade”, afirma.

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