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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Tecnologia

Dispositivo USB “assassino” não é pendrive – e nem por isso menos perigoso

Em um mundo onde conectamos pen-drives, fones e outros gadgets ao nosso computador sem pensar duas vezes, existe uma peça de hardware que parece inofensiva — mas cuja finalidade é justamente fritar o equipamento. Trata-se do USB Killer, um dispositivo que parece um pendrive, mas cujo objetivo é bem diferente.

23/11/2025 · 00h13
Dispositivo USB “assassino” não é pendrive – e nem por isso menos perigoso

Conheça o “USB Killer”, ferramenta profissional de diagnóstico que pode fritar seu computador — e também virar arma nas mãos erradas

Em um mundo onde conectamos pen-drives, fones e outros gadgets ao nosso computador sem pensar duas vezes, existe uma peça de hardware que parece inofensiva — mas cuja finalidade é justamente fritar o equipamento. Trata-se do USB Killer, um dispositivo que parece um pendrive, mas cujo objetivo é bem diferente.

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Desde o início dos anos 2000, dispositivos USB tornaram-se onipresentes — de tocadores de MP3 a pen-drives e hubs. Entretanto, o USB Killer se destaca por não pertencer a essa classe de utilitários de armazenamento ou transferência: ele foi criado para testes extremos de hardware, justamente quando é necessário descobrir se um PC “vive” ou “morre” ao enfrentar um pico de tensão.

Nem leitor de cartão nem pendrive: o dispositivo USB usado para fritar seu computador, mas por um bom motivo

O USB killer é um pequeno dispositivo usado para testar a resistência de um PC a picos extremos de tensão

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O que é exatamente esse dispositivo e como ele funciona

Em ambientes avançados de TI, auditoria de hardware ou cibersegurança, a proteção contra picos de tensão, descargas eletrostáticas e instabilidades internas é vital. Os fabricantes e laboratórios submetem placas-mãe, servidores e sistemas críticos a testes rigorosos para garantir que um surto elétrico não comprometa dados, desligue equipamentos ou cause falhas na segurança.
O USB Killer atua como um “teste de limite”: ele se conecta à porta USB, carrega internamente seus capacitores através da alimentação padrão da porta (5 V) e, em seguida, libera uma ou várias descargas de alta tensão — por exemplo, na ordem de -220 V ou mais — diretamente na eletrônica do host.
Quando o dispositivo inserido atinge esse estado, o hardware conectado pode sofrer danos irreversíveis, especialmente se a proteção contra surtos for insuficiente — o resultado típico? Porta USB inutilizada, chipset danificado, placa-mãe comprometida.
Por essa razão, apesar do nome agressivo, o USB Killer é concebido principalmente como ferramenta de diagnóstico profissional, utilizada por especialistas em auditoria e validação de hardware, e não como acessório comum de escritório.

Uma ferramenta de diagnóstico… que pode virar arma

image 196

O fato é: o USB Killer pode ser usado de forma mal-iciosa. Em estudo conduzido por pesquisadores da área de cibersegurança, constatou-se que ele pode destruir dados ou dispositivos com acesso físico simples à porta USB.
Em outras palavras: num cenário em que um invasor tenha acesso físico ao computador, bastaria conectar esse dispositivo para inutilizar rapidamente o host — sem depender de malware clássico ou ataques remotos.
Para se proteger, as recomendações incluem bloquear fisicamente as portas USB, treinar usuários para não conectar dispositivos desconhecidos, ou adquirir equipamentos cujo design já inclui proteção robusta contra surtos de tensão.

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3 min de leitura

Conheça o “USB Killer”, ferramenta profissional de diagnóstico que pode fritar seu computador — e também virar arma nas mãos erradas

Em um mundo onde conectamos pen-drives, fones e outros gadgets ao nosso computador sem pensar duas vezes, existe uma peça de hardware que parece inofensiva — mas cuja finalidade é justamente fritar o equipamento. Trata-se do USB Killer, um dispositivo que parece um pendrive, mas cujo objetivo é bem diferente.

Desde o início dos anos 2000, dispositivos USB tornaram-se onipresentes — de tocadores de MP3 a pen-drives e hubs. Entretanto, o USB Killer se destaca por não pertencer a essa classe de utilitários de armazenamento ou transferência: ele foi criado para testes extremos de hardware, justamente quando é necessário descobrir se um PC “vive” ou “morre” ao enfrentar um pico de tensão.

Nem leitor de cartão nem pendrive: o dispositivo USB usado para fritar seu computador, mas por um bom motivo

O USB killer é um pequeno dispositivo usado para testar a resistência de um PC a picos extremos de tensão

O que é exatamente esse dispositivo e como ele funciona

Em ambientes avançados de TI, auditoria de hardware ou cibersegurança, a proteção contra picos de tensão, descargas eletrostáticas e instabilidades internas é vital. Os fabricantes e laboratórios submetem placas-mãe, servidores e sistemas críticos a testes rigorosos para garantir que um surto elétrico não comprometa dados, desligue equipamentos ou cause falhas na segurança.
O USB Killer atua como um “teste de limite”: ele se conecta à porta USB, carrega internamente seus capacitores através da alimentação padrão da porta (5 V) e, em seguida, libera uma ou várias descargas de alta tensão — por exemplo, na ordem de -220 V ou mais — diretamente na eletrônica do host.
Quando o dispositivo inserido atinge esse estado, o hardware conectado pode sofrer danos irreversíveis, especialmente se a proteção contra surtos for insuficiente — o resultado típico? Porta USB inutilizada, chipset danificado, placa-mãe comprometida.
Por essa razão, apesar do nome agressivo, o USB Killer é concebido principalmente como ferramenta de diagnóstico profissional, utilizada por especialistas em auditoria e validação de hardware, e não como acessório comum de escritório.

Uma ferramenta de diagnóstico… que pode virar arma

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O fato é: o USB Killer pode ser usado de forma mal-iciosa. Em estudo conduzido por pesquisadores da área de cibersegurança, constatou-se que ele pode destruir dados ou dispositivos com acesso físico simples à porta USB.
Em outras palavras: num cenário em que um invasor tenha acesso físico ao computador, bastaria conectar esse dispositivo para inutilizar rapidamente o host — sem depender de malware clássico ou ataques remotos.
Para se proteger, as recomendações incluem bloquear fisicamente as portas USB, treinar usuários para não conectar dispositivos desconhecidos, ou adquirir equipamentos cujo design já inclui proteção robusta contra surtos de tensão.

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