Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Blog

Dormir demais pode aumentar risco de demência, aponta estudo canadense

Estudo aponta que dormir mais de 8 horas pode aumentar risco de demência em 28%.

07/07/2026 · 14h42
Dormir demais pode aumentar risco de demência, aponta estudo canadense

Um estudo recente da York University, em Toronto, Canadá, revelou que dormir mais de 8 horas por noite pode estar associado a um risco 28% maior de desenvolver demência, em comparação com aqueles que dormem entre 7 e 8 horas. Os especialistas destacam que tanto a privação quanto o excesso de sono podem resultar em consequências negativas para a saúde.

Alan Eckeli, professor de Neurologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, explica que a relação entre a duração do sono e a saúde se assemelha a uma curva em U. Isso significa que tanto quem dorme pouco quanto quem dorme excessivamente apresenta maior risco de problemas de saúde, incluindo mortalidade. “Dormir mais de nove horas por noite tem sido associado a um aumento de risco, mas isso não implica que o excesso de sono seja a causa direta do problema”, afirmou Eckeli.

Publicidade

O professor também observou que o sono prolongado pode ser um indicativo de outras condições de saúde, como doenças neurodegenerativas, depressão, apneia do sono e doenças cardiovasculares. “O excesso de sono muitas vezes reflete essas condições e não é, necessariamente, a causa delas”, destacou.

Além disso, Eckeli alertou que dormir mais do que o necessário pode provocar efeitos imediatos no corpo. A sensação de lentidão ao acordar, dificuldade para raciocinar e até dores no corpo, semelhantes às sentidas por pessoas com fibromialgia, podem ser sinais de que a pessoa dormiu além do necessário.

A duração do sono é um fator importante, mas não é o único critério para avaliar a qualidade do descanso. Eckeli enfatiza que fatores como despertares frequentes durante a noite e a sensação de cansaço ao acordar também influenciam na recuperação do organismo e na saúde cerebral. “Passar mais tempo na cama não significa que a pessoa está dormindo bem”, alertou.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O especialista reforçou que a quantidade ideal de sono varia de pessoa para pessoa, e é essencial respeitar as necessidades individuais. Quando uma pessoa começa a dormir mais do que o habitual, é importante estar atento a outros sinais, como sonolência excessiva durante o dia, dificuldade de concentração e alterações de humor. Nesses casos, uma avaliação médica pode ser necessária para investigar possíveis causas.

Com base nas pesquisas da universidade canadense, Eckeli identificou que a faixa de 7 a 8 horas de sono por noite está frequentemente associada a melhores desfechos de saúde. “Pessoas que dormem menos de seis horas ou mais de nove horas geralmente apresentam um aumento de risco de problemas de saúde”, destacou.

Além da duração do sono, hábitos diários como a prática de atividades físicas e uma alimentação equilibrada também são cruciais para a saúde cerebral. O sedentarismo, por exemplo, está ligado a um desempenho cognitivo inferior.

Publicidade

Portanto, a combinação de um sono adequado, exercícios regulares e uma dieta balanceada é fundamental para prevenir o declínio cognitivo ao longo da vida. “Quando fatores como sono inadequado e sedentarismo se acumulam, o risco de prejuízos à saúde cognitiva aumenta com o tempo”, concluiu Eckeli.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Um estudo recente da York University, em Toronto, Canadá, revelou que dormir mais de 8 horas por noite pode estar associado a um risco 28% maior de desenvolver demência, em comparação com aqueles que dormem entre 7 e 8 horas. Os especialistas destacam que tanto a privação quanto o excesso de sono podem resultar em consequências negativas para a saúde.

Alan Eckeli, professor de Neurologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, explica que a relação entre a duração do sono e a saúde se assemelha a uma curva em U. Isso significa que tanto quem dorme pouco quanto quem dorme excessivamente apresenta maior risco de problemas de saúde, incluindo mortalidade. “Dormir mais de nove horas por noite tem sido associado a um aumento de risco, mas isso não implica que o excesso de sono seja a causa direta do problema”, afirmou Eckeli.

O professor também observou que o sono prolongado pode ser um indicativo de outras condições de saúde, como doenças neurodegenerativas, depressão, apneia do sono e doenças cardiovasculares. “O excesso de sono muitas vezes reflete essas condições e não é, necessariamente, a causa delas”, destacou.

Além disso, Eckeli alertou que dormir mais do que o necessário pode provocar efeitos imediatos no corpo. A sensação de lentidão ao acordar, dificuldade para raciocinar e até dores no corpo, semelhantes às sentidas por pessoas com fibromialgia, podem ser sinais de que a pessoa dormiu além do necessário.

A duração do sono é um fator importante, mas não é o único critério para avaliar a qualidade do descanso. Eckeli enfatiza que fatores como despertares frequentes durante a noite e a sensação de cansaço ao acordar também influenciam na recuperação do organismo e na saúde cerebral. “Passar mais tempo na cama não significa que a pessoa está dormindo bem”, alertou.

O especialista reforçou que a quantidade ideal de sono varia de pessoa para pessoa, e é essencial respeitar as necessidades individuais. Quando uma pessoa começa a dormir mais do que o habitual, é importante estar atento a outros sinais, como sonolência excessiva durante o dia, dificuldade de concentração e alterações de humor. Nesses casos, uma avaliação médica pode ser necessária para investigar possíveis causas.

Com base nas pesquisas da universidade canadense, Eckeli identificou que a faixa de 7 a 8 horas de sono por noite está frequentemente associada a melhores desfechos de saúde. “Pessoas que dormem menos de seis horas ou mais de nove horas geralmente apresentam um aumento de risco de problemas de saúde”, destacou.

Além da duração do sono, hábitos diários como a prática de atividades físicas e uma alimentação equilibrada também são cruciais para a saúde cerebral. O sedentarismo, por exemplo, está ligado a um desempenho cognitivo inferior.

Portanto, a combinação de um sono adequado, exercícios regulares e uma dieta balanceada é fundamental para prevenir o declínio cognitivo ao longo da vida. “Quando fatores como sono inadequado e sedentarismo se acumulam, o risco de prejuízos à saúde cognitiva aumenta com o tempo”, concluiu Eckeli.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA