
Durante 190 anos foi ela o único sinal de referência civilizacional no Domo de .Itabaiana. Primeiro, nos primeiros 90, como uma acanhada igrejinha de taipa, rebocada, e com talvez piso de pedra rústica; depois, por mais um século, agora, sim, uma pomposa igreja matriz, de pedra e argamassa de cal, alva, branca de encandear, especialmente os visualizadores da parte sertaneja, nas tardes ensolaradas e quentes dos sertões nordestinos.
Matriz de Santo Antônio e Almas de Itabaiana. Referência ao seu santo maior, Fernando, que se tornou Santo Antônio; e ao Arcanjo Gabriel, o pesador de Almas.
Por 190 anos, foi o único motivo de vir para um aldeamento, que de sede municipal só tinha o nome e a prerrogativa, haja vista nela terem os cartórios, que mui raramente se usava; a Casa de Câmara e Cadeia, que dificilmente se reunia e deliberava; e até prendia. Mesmo tendo a onipresença da escravidão, não se tem notícia de onde funcionou o pelourinho.
Em 1863, a vila, como era então chamada ganhou algo novo. Quente; desordenado; febrilmente agitado: uma feira livre. Alguns meses de carros de bois espalhados pela praça, com enormes cargas de algodão, e já aparecem vendedores. De frente implementos agrícolas artesanais a seda chinesa.
A matriz perdeu o protagonismo total. E mais vem perdendo, gota a gota, nos últimos 160 anos. Mas ainda é o amálgama, o elo, que congrega todos os serranos, inclusive os viventes de outras placas.
Parabéns pelo 350° aniversário, cidade de Santo Antônio de Itabaiana.
Parabéns, paróquia e matriz de Santo Antônio e Almas. A mãe da cidade.
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