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El Niño promete inverno mais quente no Brasil a partir desta sexta

Esporte

El Niño promete inverno mais quente no Brasil a partir desta sexta

Inverno começa hoje no Brasil com previsão de temperaturas mais elevadas devido ao El Niño.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h14
El Niño promete inverno mais quente no Brasil a partir desta sexta

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O inverno chegou hoje, mas o frio pode decepcionar. O fenômeno El Niño deve elevar as temperaturas no Brasil durante toda a estação, que vai até 22 de setembro.

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O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 de hoje, 21 de junho. A estação, conhecida por suas temperaturas mais baixas e dias curtos, se estenderá até 22 de setembro, quando dará lugar à primavera.

No entanto, este ano, o fenômeno do El Niño, que foi confirmado pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (NOAA), deverá trazer temperaturas mais elevadas para o Brasil durante o inverno. O El Niño, que significa ‘O Menino’ em espanhol, é caracterizado pelo aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico. O nome foi atribuído por pescadores do Peru e do Equador, que associaram o fenômeno ao Menino Jesus.

“A gente pode não ter um inverno tão frio quanto a gente já teve”, afirma Melquizedek Rafael Duarte da Silva, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo ele, o El Niño cria um bloqueio, especialmente próximo a São Paulo, o que impede que as frentes frias avancem com intensidade para a região Sudeste e um pouco para a região Centro-Oeste. Isso resulta em temperaturas mais altas nessas áreas.

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Além do aumento das temperaturas, o fenômeno pode provocar um aumento na quantidade de chuvas. Silva explica que “o El Niño favorece a ocorrência de mais chuvas na região Sul, podendo causar eventos extremos de chuva, com precipitações muito fortes em um curto período de tempo. O inverno já é um período que chove na região Sul, e com os efeitos do El Niño, isso pode ser agravado”.

Entretanto, os efeitos reais do fenômeno são difíceis de prever com precisão. O meteorologista destaca que, devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas, as previsões meteorológicas tornaram-se mais complicadas, dificultando a antecipação de fenômenos climáticos por meses.

“As temperaturas mais quentes, por exemplo, podem ser sentidas por mais tempo. O que antes durava dois, três meses, a gente começa a sentir por quatro, cinco meses”, explica Silva.

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O inverno é um evento astronômico que ocorre quando uma parte do planeta recebe menos radiação solar. Assim, enquanto o Hemisfério Sul, onde se localiza o Brasil, experimenta menor incidência de luz solar, o Hemisfério Norte está em verão, recebendo mais radiação.

A diversidade territorial do Brasil faz com que a estação seja percebida de maneiras diferentes em diversas regiões. Por exemplo, na cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul, durante o inverno, o Sol nasce por volta das 7h30 e se põe às 17h30, resultando em dias com menos de 10 horas de luz. Em contrapartida, em Macapá, localizada na linha do Equador, o Sol nasce às 6h15 e se põe às 18h15, mantendo horários de luz praticamente constantes durante todo o ano.

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O inverno chegou hoje, mas o frio pode decepcionar. O fenômeno El Niño deve elevar as temperaturas no Brasil durante toda a estação, que vai até 22 de setembro.

O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 de hoje, 21 de junho. A estação, conhecida por suas temperaturas mais baixas e dias curtos, se estenderá até 22 de setembro, quando dará lugar à primavera.

No entanto, este ano, o fenômeno do El Niño, que foi confirmado pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (NOAA), deverá trazer temperaturas mais elevadas para o Brasil durante o inverno. O El Niño, que significa ‘O Menino’ em espanhol, é caracterizado pelo aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico. O nome foi atribuído por pescadores do Peru e do Equador, que associaram o fenômeno ao Menino Jesus.

“A gente pode não ter um inverno tão frio quanto a gente já teve”, afirma Melquizedek Rafael Duarte da Silva, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo ele, o El Niño cria um bloqueio, especialmente próximo a São Paulo, o que impede que as frentes frias avancem com intensidade para a região Sudeste e um pouco para a região Centro-Oeste. Isso resulta em temperaturas mais altas nessas áreas.

Além do aumento das temperaturas, o fenômeno pode provocar um aumento na quantidade de chuvas. Silva explica que “o El Niño favorece a ocorrência de mais chuvas na região Sul, podendo causar eventos extremos de chuva, com precipitações muito fortes em um curto período de tempo. O inverno já é um período que chove na região Sul, e com os efeitos do El Niño, isso pode ser agravado”.

Entretanto, os efeitos reais do fenômeno são difíceis de prever com precisão. O meteorologista destaca que, devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas, as previsões meteorológicas tornaram-se mais complicadas, dificultando a antecipação de fenômenos climáticos por meses.

“As temperaturas mais quentes, por exemplo, podem ser sentidas por mais tempo. O que antes durava dois, três meses, a gente começa a sentir por quatro, cinco meses”, explica Silva.

O inverno é um evento astronômico que ocorre quando uma parte do planeta recebe menos radiação solar. Assim, enquanto o Hemisfério Sul, onde se localiza o Brasil, experimenta menor incidência de luz solar, o Hemisfério Norte está em verão, recebendo mais radiação.

A diversidade territorial do Brasil faz com que a estação seja percebida de maneiras diferentes em diversas regiões. Por exemplo, na cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul, durante o inverno, o Sol nasce por volta das 7h30 e se põe às 17h30, resultando em dias com menos de 10 horas de luz. Em contrapartida, em Macapá, localizada na linha do Equador, o Sol nasce às 6h15 e se põe às 18h15, mantendo horários de luz praticamente constantes durante todo o ano.

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