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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Cidades

Elefante-marinho-do-sul resgatado em Aracaju morre em centro de reabilitação

Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) juvenil encontrado em estado crítico na Praia da Aruana, em Aracaju, não resistiu aos cuidados recebidos e morreu após ser transferido para o Centro de Reabilitação e Despetrolização da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). O resgate ocorreu na manhã de terça-feira, 21, quando equipes da FMA e da empresa Mineral, responsável pelo […]

23/01/2026 · 21h22
Elefante-marinho-do-sul resgatado em Aracaju morre em centro de reabilitação

Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) juvenil encontrado em estado crítico na Praia da Aruana, em Aracaju, não resistiu aos cuidados recebidos e morreu após ser transferido para o Centro de Reabilitação e Despetrolização da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). O resgate ocorreu na manhã de terça-feira, 21, quando equipes da FMA e da empresa Mineral, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-SEAL), localizaram o animal com apenas 44,7 quilos, apático e com baixo escore corporal.

Segundo os veterinários, o exemplar apresentava quadro grave de desnutrição. Mesmo com tentativas de estabilização clínica, o pinípede não sobreviveu. O corpo foi encaminhado para necropsia e coleta de amostras que devem confirmar a causa exata da morte. A avaliação preliminar indica inanição e caquexia, já que não havia qualquer alimento no estômago.

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Espécie fora de sua área habitual

A coordenadora do PMP-SEAL, Elaine Knupp de Brito, explicou que Sergipe não integra a distribuição regular do elefante-marinho-do-sul, mais frequente na região Sul do Brasil. Correntes marítimas podem ter deslocado o animal até o litoral sergipano. Por ser jovem, a pouca experiência em migração e na busca por alimento pode ter contribuído para o estado de fraqueza que resultou no óbito.

Características do elefante-marinho-do-sul

Considerado o maior dos pinípedes, o elefante-marinho-do-sul chega a 5 metros de comprimento e 4 toneladas na fase adulta. A proeminência nasal, que lembra uma tromba de elefante, desenvolve-se em machos por volta dos oito anos. No território brasileiro, a espécie não se reproduz e aparece de forma ocasional, com registros mais recorrentes nos estados do Sul.

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Orientações ao público

A FMA ressalta que pinípedes costumam descansar em praias e costões rochosos. Em caso de avistamento, recomenda-se manter distância mínima de 10 metros, afastar cães, não alimentar o animal nem tentar devolvê-lo ao mar, além de acionar imediatamente a fundação pelos telefones 0800 079 3434 ou (79) 99130-0016. Importunar fauna marinha é crime ambiental.

Os resultados dos exames laboratoriais deverão ser divulgados após a conclusão da análise das amostras.

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Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) juvenil encontrado em estado crítico na Praia da Aruana, em Aracaju, não resistiu aos cuidados recebidos e morreu após ser transferido para o Centro de Reabilitação e Despetrolização da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). O resgate ocorreu na manhã de terça-feira, 21, quando equipes da FMA e da empresa Mineral, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-SEAL), localizaram o animal com apenas 44,7 quilos, apático e com baixo escore corporal.

Segundo os veterinários, o exemplar apresentava quadro grave de desnutrição. Mesmo com tentativas de estabilização clínica, o pinípede não sobreviveu. O corpo foi encaminhado para necropsia e coleta de amostras que devem confirmar a causa exata da morte. A avaliação preliminar indica inanição e caquexia, já que não havia qualquer alimento no estômago.

Espécie fora de sua área habitual

A coordenadora do PMP-SEAL, Elaine Knupp de Brito, explicou que Sergipe não integra a distribuição regular do elefante-marinho-do-sul, mais frequente na região Sul do Brasil. Correntes marítimas podem ter deslocado o animal até o litoral sergipano. Por ser jovem, a pouca experiência em migração e na busca por alimento pode ter contribuído para o estado de fraqueza que resultou no óbito.

Características do elefante-marinho-do-sul

Considerado o maior dos pinípedes, o elefante-marinho-do-sul chega a 5 metros de comprimento e 4 toneladas na fase adulta. A proeminência nasal, que lembra uma tromba de elefante, desenvolve-se em machos por volta dos oito anos. No território brasileiro, a espécie não se reproduz e aparece de forma ocasional, com registros mais recorrentes nos estados do Sul.

Orientações ao público

A FMA ressalta que pinípedes costumam descansar em praias e costões rochosos. Em caso de avistamento, recomenda-se manter distância mínima de 10 metros, afastar cães, não alimentar o animal nem tentar devolvê-lo ao mar, além de acionar imediatamente a fundação pelos telefones 0800 079 3434 ou (79) 99130-0016. Importunar fauna marinha é crime ambiental.

Os resultados dos exames laboratoriais deverão ser divulgados após a conclusão da análise das amostras.

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