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ELEIÇÕES 2026

Eleições em Israel: Netanyahu pode perder — quem pode substituí-lo?

Israel se prepara para eleições em 27 de outubro, marcadas por um cenário político complexo.

02/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h47
Eleições em Israel: Netanyahu pode perder — quem pode substituí-lo?

Israel vota em 27 de outubro, o primeiro pleito desde o ataque do Hamas em 7/10/2023. Pesquisas apontam risco de derrota de Netanyahu: sua imagem de 'guardião da segurança' foi abalada e a confiança caiu por questões religiosas.

Israel realizará eleições nacionais no dia 27 de outubro. Este será o primeiro pleito desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que abalou o país e gerou uma onda de turbulência no Oriente Médio.

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As pesquisas indicam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta a possibilidade de derrota. Sua reputação como ‘guardião da segurança’ foi profundamente afetada pelos eventos de 7 de outubro. Apesar do respaldo da população a ações militares contra o Hamas, Hezbollah e Irã, a confiança na liderança de Netanyahu vem diminuindo, especialmente em função de suas políticas relativas a religião e Estado, que são vistas como impopulares entre muitos israelenses.

Embora as pesquisas prevejam um cenário desafiador para Netanyahu, ele é um sobrevivente político experiente, e os levantamentos ainda não delinearam um caminho claro para seus adversários.

Entre os principais rivais de Netanyahu está o ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que ganhou destaque nas pesquisas, especialmente após a perda de um filho na Faixa de Gaza. Eisenkot se apresenta como uma alternativa à política tradicional, enfatizando uma postura firme em questões de segurança, o que contrasta com a longa trajetória de Netanyahu e as acusações de corrupção que pesam sobre ele.

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Outros concorrentes incluem os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, que formaram uma coalizão para destituir Netanyahu em 2021. Juntos, eles lideraram um governo heterogêneo que incorporou partidos liberais, conservadores e até um partido árabe islâmico, embora a administração tenha durado apenas 18 meses. O ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, que se distanciou de Netanyahu, também é um potencial adversário, apresentando uma postura ainda mais rígida nas questões de segurança.

As eleições em Israel funcionam em um sistema parlamentar, onde a votação para o Knesset, que possui 120 cadeiras, ocorre a cada quatro anos. Contudo, a instabilidade política tem levado a ciclos de governos de curta duração, e a próxima eleição será um dos raros casos em que uma legislatura completou seu mandato integral.

Os partidos têm até setembro para apresentar suas listas de candidatos, o que pode alterar o panorama político. A coalizão de Netanyahu é composta pelo Likud, Sionismo Religioso e Poder Judaico, além de depender de partidos judaicos ultraortodoxos, cujas demandas sobre serviço militar têm gerado polêmica, especialmente em tempos de conflito.

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Disputando o poder, estão também o partido Yashar de Eisenkot, o partido Juntos de Bennett e Lapid, o partido Israel Nosso Lar de Lieberman, e quatro partidos que representam a minoria árabe, juntamente com o partido de esquerda Democratas, liderado pelo ex-general Yair Golan.

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Israel realizará eleições nacionais no dia 27 de outubro. Este será o primeiro pleito desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que abalou o país e gerou uma onda de turbulência no Oriente Médio.

As pesquisas indicam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta a possibilidade de derrota. Sua reputação como ‘guardião da segurança’ foi profundamente afetada pelos eventos de 7 de outubro. Apesar do respaldo da população a ações militares contra o Hamas, Hezbollah e Irã, a confiança na liderança de Netanyahu vem diminuindo, especialmente em função de suas políticas relativas a religião e Estado, que são vistas como impopulares entre muitos israelenses.

Embora as pesquisas prevejam um cenário desafiador para Netanyahu, ele é um sobrevivente político experiente, e os levantamentos ainda não delinearam um caminho claro para seus adversários.

Entre os principais rivais de Netanyahu está o ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que ganhou destaque nas pesquisas, especialmente após a perda de um filho na Faixa de Gaza. Eisenkot se apresenta como uma alternativa à política tradicional, enfatizando uma postura firme em questões de segurança, o que contrasta com a longa trajetória de Netanyahu e as acusações de corrupção que pesam sobre ele.

Outros concorrentes incluem os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, que formaram uma coalizão para destituir Netanyahu em 2021. Juntos, eles lideraram um governo heterogêneo que incorporou partidos liberais, conservadores e até um partido árabe islâmico, embora a administração tenha durado apenas 18 meses. O ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, que se distanciou de Netanyahu, também é um potencial adversário, apresentando uma postura ainda mais rígida nas questões de segurança.

As eleições em Israel funcionam em um sistema parlamentar, onde a votação para o Knesset, que possui 120 cadeiras, ocorre a cada quatro anos. Contudo, a instabilidade política tem levado a ciclos de governos de curta duração, e a próxima eleição será um dos raros casos em que uma legislatura completou seu mandato integral.

Os partidos têm até setembro para apresentar suas listas de candidatos, o que pode alterar o panorama político. A coalizão de Netanyahu é composta pelo Likud, Sionismo Religioso e Poder Judaico, além de depender de partidos judaicos ultraortodoxos, cujas demandas sobre serviço militar têm gerado polêmica, especialmente em tempos de conflito.

Disputando o poder, estão também o partido Yashar de Eisenkot, o partido Juntos de Bennett e Lapid, o partido Israel Nosso Lar de Lieberman, e quatro partidos que representam a minoria árabe, juntamente com o partido de esquerda Democratas, liderado pelo ex-general Yair Golan.

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