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Aracaju, Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Política

Eleitores confirmam 20 governadores no 1º turno; continuidade prevalece

Vinte dos 27 estados definiram governadores em 1º turno. Especialistas apontaram continuidade de gestão e cristalização política como fatores decisivos.

05/10/2026 · 16h18
Eleitores confirmam 20 governadores no 1º turno; continuidade prevalece

Em 20 dos 27 estados, o primeiro turno deste domingo (4) elegeu governadores. Especialistas, como Fábio Kerche (UniRio), apontam que a preferência por continuidade — 11 reeleitos ou ex-vice — agilizou escolhas.

Das 27 unidades da federação, em 20 os eleitores já definiram os governadores nesse domingo (4). Especialistas ouvidos avaliaram que a consolidação de posições políticas e a escolha pela continuidade de gestão explicaram, em grande parte, os desfechos no primeiro turno.

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O cientista político Fábio Kerche, professor da UniRio, destacou que a opção por projetos que já estavam no poder foi um fator relevante. Segundo ele, a presença de candidaturas que representavam continuidade favoreceu decisões mais rápidas por parte do eleitorado em vários estados. Onze candidatos foram reeleitos ou eram vice que assumiram, dado que o especialista citou ao analisar os resultados.

“Só uma das explicações, né, pelo menos para 11 estados, foi de que foi uma escolha mais rápida, mais imediata, ainda no primeiro turno, porque justamente era uma sinalização de continuidade. Então, eu acho que pode ser um pouco uma combinação dessas duas coisas. Menos candidatos e várias candidaturas representando continuidade”.

O doutor em Sociologia Política Rodrigo Horochovski também observou um padrão de cristalização de posições majoritárias em determinadas regiões. Ele apontou que, quando há um segundo ou terceiro candidato competitivo, a disputa tende a ir para o segundo turno — o que não ocorreu em muitos estados neste pleito, conforme a avaliação.

“No Sul do Brasil, três governadores do PL se elegeram em primeiro turno. No Nordeste, três do PT. Então me parece que é muito mais um fenômeno de uma cristalização de uma posição majoritária dentro dos estados. Porque, por exemplo, se você tem um segundo ou terceiro candidato competitivo, o eleitor vota nele, mas leva eleição para um segundo turno. Não foi o caso dessas eleições”.

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Com pouca mudança no mapa político estadual, os especialistas apontaram expectativas distintas para o relacionamento entre os governos estaduais e o governo federal. Fábio Kerche avaliou que havia histórico de tratamento das unidades federativas independentemente da filiação partidária no governo Lula, enquanto ressaltou que seria uma incógnita como se daria essa relação no caso de um primeiro mandato de Flávio Bolsonaro.

“O Lula, quando governou, não há denúncias fortes de ele discriminando algum governador por ser de um partido ou de outro. Os governos foram atendidos independente da identificação partidária do governador. Em relação ao governo Bolsonaro, ou pelo menos do governo Flávio, é uma incógnita. A gente não pode dizer se vai acontecer o mesmo, se ele vai ter uma relação, vamos dizer assim, republicana, por exemplo, com governadores de esquerda”.

Rodrigo Horochovski também considerou incerta a postura de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, mas ressaltou a importância de tratamento igualitário às populações dos estados por parte do governo federal como elemento essencial ao funcionamento da democracia.

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“As populações, por exemplo, cidadãos, cidadãs que estão lá nos estados, independentemente de quem é o governador, merecem um tratamento igualitário do governo federal. Que as políticas públicas sob responsabilidade do governo federal funcionem independentemente de onde se esteja. É isso que faz uma democracia funcionar”.

No ranking por partidos, o PL foi o partido com mais governadores eleitos em primeiro turno, com cinco; o PSD teve quatro; o PT elegeu três governadores; Republicanos, MDB e Progressistas elegeram dois cada; e Podemos e PSDB elegeram um governador cada.

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Em 20 dos 27 estados, o primeiro turno deste domingo (4) elegeu governadores. Especialistas, como Fábio Kerche (UniRio), apontam que a preferência por continuidade — 11 reeleitos ou ex-vice — agilizou escolhas.

Das 27 unidades da federação, em 20 os eleitores já definiram os governadores nesse domingo (4). Especialistas ouvidos avaliaram que a consolidação de posições políticas e a escolha pela continuidade de gestão explicaram, em grande parte, os desfechos no primeiro turno.

O cientista político Fábio Kerche, professor da UniRio, destacou que a opção por projetos que já estavam no poder foi um fator relevante. Segundo ele, a presença de candidaturas que representavam continuidade favoreceu decisões mais rápidas por parte do eleitorado em vários estados. Onze candidatos foram reeleitos ou eram vice que assumiram, dado que o especialista citou ao analisar os resultados.

“Só uma das explicações, né, pelo menos para 11 estados, foi de que foi uma escolha mais rápida, mais imediata, ainda no primeiro turno, porque justamente era uma sinalização de continuidade. Então, eu acho que pode ser um pouco uma combinação dessas duas coisas. Menos candidatos e várias candidaturas representando continuidade”.

O doutor em Sociologia Política Rodrigo Horochovski também observou um padrão de cristalização de posições majoritárias em determinadas regiões. Ele apontou que, quando há um segundo ou terceiro candidato competitivo, a disputa tende a ir para o segundo turno — o que não ocorreu em muitos estados neste pleito, conforme a avaliação.

“No Sul do Brasil, três governadores do PL se elegeram em primeiro turno. No Nordeste, três do PT. Então me parece que é muito mais um fenômeno de uma cristalização de uma posição majoritária dentro dos estados. Porque, por exemplo, se você tem um segundo ou terceiro candidato competitivo, o eleitor vota nele, mas leva eleição para um segundo turno. Não foi o caso dessas eleições”.

Com pouca mudança no mapa político estadual, os especialistas apontaram expectativas distintas para o relacionamento entre os governos estaduais e o governo federal. Fábio Kerche avaliou que havia histórico de tratamento das unidades federativas independentemente da filiação partidária no governo Lula, enquanto ressaltou que seria uma incógnita como se daria essa relação no caso de um primeiro mandato de Flávio Bolsonaro.

“O Lula, quando governou, não há denúncias fortes de ele discriminando algum governador por ser de um partido ou de outro. Os governos foram atendidos independente da identificação partidária do governador. Em relação ao governo Bolsonaro, ou pelo menos do governo Flávio, é uma incógnita. A gente não pode dizer se vai acontecer o mesmo, se ele vai ter uma relação, vamos dizer assim, republicana, por exemplo, com governadores de esquerda”.

Rodrigo Horochovski também considerou incerta a postura de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, mas ressaltou a importância de tratamento igualitário às populações dos estados por parte do governo federal como elemento essencial ao funcionamento da democracia.

“As populações, por exemplo, cidadãos, cidadãs que estão lá nos estados, independentemente de quem é o governador, merecem um tratamento igualitário do governo federal. Que as políticas públicas sob responsabilidade do governo federal funcionem independentemente de onde se esteja. É isso que faz uma democracia funcionar”.

No ranking por partidos, o PL foi o partido com mais governadores eleitos em primeiro turno, com cinco; o PSD teve quatro; o PT elegeu três governadores; Republicanos, MDB e Progressistas elegeram dois cada; e Podemos e PSDB elegeram um governador cada.

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