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Educação

Ensino médio cresce só 0,2 no Ideb e fica fora da meta

O ensino médio no Brasil cresceu apenas 0,2 pontos no Ideb, ficando distante da meta de 5,2 para 2025.

05/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h01
Ensino médio cresce só 0,2 no Ideb e fica fora da meta

O Ideb 2026, divulgado em 5 de agosto, aponta 4,5 no ciclo final, abaixo da meta de 5,2. O resultado é avanço de apenas 0,2 ponto em relação a 2023.

O ensino médio brasileiro não conseguiu atingir a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) para 2025, conforme revelou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado no dia 5 de agosto de 2026. O resultado do Ideb para o ciclo final da educação básica ficou em 4,5, muito abaixo da meta de 5,2. Essa pontuação representa um crescimento de apenas 0,2 pontos em relação à edição anterior, realizada em 2023, quando o índice foi de 4,3.

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A pontuação do Ideb é composta pela avaliação do desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática, obtido por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além das taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. O índice varia de 0 a 10, e o resultado atual indica que o ensino médio ainda enfrenta sérios desafios para garantir uma educação de qualidade.

Vinicius de Oliveira, gerente de estratégia, avaliação e finanças do Ensina Brasil, destacou que o ensino médio representa o principal desafio da educação brasileira, apesar de ter alcançado o melhor resultado histórico até o momento. Ele enfatizou que essa etapa escolar reflete problemas como desigualdades socioeconômicas, evasão escolar e dificuldades de engajamento dos alunos.

“Políticas contínuas, articuladas e baseadas em evidências podem contribuir para melhorar os resultados educacionais. O ensino médio acaba funcionando como um termômetro de toda a educação básica. Os desafios que aparecem nessa etapa não começam nela: refletem defasagens de aprendizagem que se acumulam ao longo da trajetória escolar”, afirmou.

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Oliveira ainda ressaltou que, embora haja um avanço, o ritmo ainda é insuficiente para garantir que todos os jovens concluam essa etapa com as aprendizagens adequadas. Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, também comentou sobre a situação do ensino médio, afirmando que a melhoria dos indicadores só será possível quando houver garantias na formação dos alunos durante a etapa final do ciclo básico.

“O próximo passo da educação brasileira não é escolher entre aprovação e aprendizagem, é garantir as duas coisas juntas: garantir a aprendizagem adequada, significativa e em níveis bem maiores do que geramos até aqui, mas ainda estamos muito distantes disso”, destacou.

Henriques alertou que a evolução no último ciclo do ensino ocorre em um ritmo mais lento em comparação ao ensino fundamental, devido aos mesmos desafios mencionados por Oliveira, que envolvem a atração e a permanência dos alunos. Para ele, os próximos 20 anos da educação no Brasil devem focar mais na garantia do aprendizado e desenvolvimento dos estudantes, em vez de apenas assegurar que eles estejam na escola.

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O Ideb 2026, divulgado em 5 de agosto, aponta 4,5 no ciclo final, abaixo da meta de 5,2. O resultado é avanço de apenas 0,2 ponto em relação a 2023.

O ensino médio brasileiro não conseguiu atingir a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) para 2025, conforme revelou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado no dia 5 de agosto de 2026. O resultado do Ideb para o ciclo final da educação básica ficou em 4,5, muito abaixo da meta de 5,2. Essa pontuação representa um crescimento de apenas 0,2 pontos em relação à edição anterior, realizada em 2023, quando o índice foi de 4,3.

A pontuação do Ideb é composta pela avaliação do desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática, obtido por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além das taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. O índice varia de 0 a 10, e o resultado atual indica que o ensino médio ainda enfrenta sérios desafios para garantir uma educação de qualidade.

Vinicius de Oliveira, gerente de estratégia, avaliação e finanças do Ensina Brasil, destacou que o ensino médio representa o principal desafio da educação brasileira, apesar de ter alcançado o melhor resultado histórico até o momento. Ele enfatizou que essa etapa escolar reflete problemas como desigualdades socioeconômicas, evasão escolar e dificuldades de engajamento dos alunos.

“Políticas contínuas, articuladas e baseadas em evidências podem contribuir para melhorar os resultados educacionais. O ensino médio acaba funcionando como um termômetro de toda a educação básica. Os desafios que aparecem nessa etapa não começam nela: refletem defasagens de aprendizagem que se acumulam ao longo da trajetória escolar”, afirmou.

Oliveira ainda ressaltou que, embora haja um avanço, o ritmo ainda é insuficiente para garantir que todos os jovens concluam essa etapa com as aprendizagens adequadas. Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, também comentou sobre a situação do ensino médio, afirmando que a melhoria dos indicadores só será possível quando houver garantias na formação dos alunos durante a etapa final do ciclo básico.

“O próximo passo da educação brasileira não é escolher entre aprovação e aprendizagem, é garantir as duas coisas juntas: garantir a aprendizagem adequada, significativa e em níveis bem maiores do que geramos até aqui, mas ainda estamos muito distantes disso”, destacou.

Henriques alertou que a evolução no último ciclo do ensino ocorre em um ritmo mais lento em comparação ao ensino fundamental, devido aos mesmos desafios mencionados por Oliveira, que envolvem a atração e a permanência dos alunos. Para ele, os próximos 20 anos da educação no Brasil devem focar mais na garantia do aprendizado e desenvolvimento dos estudantes, em vez de apenas assegurar que eles estejam na escola.

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