Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sábado, 5 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Educação

Entre o trabalho e a vida: o que a Geração Z busca no mercado profissional 

Nova geração chega às empresas com expectativas diferentes sobre carreira, liderança e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, colocando em discussão antigos modelos de relações profissionais Conectada, habituada à rapidez com que as informações circulam e marcada por ter acompanhado transformações sociais e tecnológicas em tempo real. A Geração Z desenvolveu maneiras de se comunicar […]

03/09/2026 · 14h56
Entre o trabalho e a vida: o que a Geração Z busca no mercado profissional 

Nova geração chega às empresas com expectativas diferentes sobre carreira, liderança e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, colocando em discussão antigos modelos de relações profissionais

Conectada, habituada à rapidez com que as informações circulam e marcada por ter acompanhado transformações sociais e tecnológicas em tempo real. A Geração Z desenvolveu maneiras de se comunicar e comportamentos tão próprios que, para muita gente, parece até falar uma língua particular. Composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2012, essa geração já está presente no mercado profissional e começa a deixar sua marca na forma como as novas gerações compreendem carreira e trabalho. 

Publicidade

A publicitária e redatora da Universidade Tiradentes (Unit), Daniela Carvalho, de 26 anos, integra essa geração e vivencia essa mudança na prática. Atuando profissionalmente desde 2021, ela iniciou sua trajetória por meio de estágio e de um programa de jovem aprendiz. “Inicialmente foi desafiador, tudo era novo e tinha sede por aprender tudo muito rápido, mas o ambiente corporativo exige calma e muita responsabilidade”, relata. 

A questão ou, para determinados empregadores, o “problema” é que esses jovens chegaram ao mercado levantando questões que durante muito tempo não eram colocadas em discussão. Por que permanecer no trabalho até mais tarde seria uma demonstração de comprometimento? Por que a opinião do chefe deveria prevalecer sempre? Por que estar no escritório obrigatoriamente significa produzir melhor? E, principalmente, por que a qualidade de vida precisaria ser uma recompensa reservada a quem passou anos enfrentando jornadas desgastantes? 

Novas expectativas

Na avaliação da gerente do Unit Carreiras, Janaína Machado, a chegada da Geração Z ao mercado evidencia o encontro entre modelos profissionais estabelecidos por gerações anteriores e jovens menos dispostos a considerar o sofrimento como uma exigência para alcançar uma carreira. “O que o mercado mais observa na Geração Z é muito a questão da relação com a hierarquia. Para eles, é muito difícil essa estrutura hierárquica, porque têm uma necessidade maior de autonomia e flexibilidade, principalmente em relação aos horários de trabalho”, explica. 

Daniela também percebeu essa relação com estruturas já consolidadas durante sua adaptação à rotina profissional. Antes de ingressar no mercado, ela acreditava que as mudanças poderiam ser colocadas em prática de maneira mais imediata, mas entendeu que as ideias precisam seguir diferentes etapas até serem aplicadas. “Imaginava que podia mudar as coisas no meu tempo, que se eu quisesse trazer novidades era só apresentar. Mas o mercado funciona diferente, aprendi muito sobre trabalhar em equipe, que as ideias precisam ser maturadas e o processo pode ser mais demorado”, conta. 

Para Janaína, esses jovens também chegam às empresas com uma expectativa que nem sempre ocupou lugar de destaque nas relações profissionais: a comunicação aberta. Ter retornos frequentes sobre o trabalho, poder apresentar questionamentos e estabelecer uma relação mais próxima com as lideranças são aspectos esperados por quem cresceu em um cenário de acesso rápido à informação. “Como já nasceram em um contexto de tecnologia, têm muito mais familiaridade com ambientes digitais e tecnológicos”, acrescenta. 

Na experiência de Daniela, no entanto, ter mais autonomia não significa trabalhar de maneira individualizada. Pelo contrário, a convivência e a colaboração estão entre os aspectos que ela mais valoriza no ambiente profissional. “Gosto do ambiente e das pessoas que compõem meu espaço de trabalho, além disso, vejo oportunidade de ampliar meu networking e aprender cada dia mais”, afirma. 

Outra relação

Durante muito tempo, a figura do profissional considerado “bom” esteve relacionada à disponibilidade praticamente integral para a empresa. Chegar antes do horário, permanecer até mais tarde, responder demandas fora do expediente e acumular horas extras eram atitudes frequentemente associadas à ambição e dedicação. O trabalhador que colocava a carreira acima de tudo chegou a ser apresentado como exemplo de sucesso: quanto menor o espaço reservado para a vida pessoal, maior parecia ser o comprometimento profissional. A Geração Z, porém, parece ter recebido esse modelo e preferido questionar suas regras antes de simplesmente reproduzi-las. 

“Para esses jovens, trabalhar não necessariamente precisa ocupar todo o espaço disponível na vida. Flexibilidade, possibilidade de trabalho híbrido, autonomia, desenvolvimento profissional, reconhecimento e qualidade de vida aparecem com mais força nas expectativas. E é justamente aí que surge o atrito com empresas que ainda operam sob modelos mais rígidos”, ressalta Janaína. 

Daniela também identifica essa transformação na maneira como sua geração encara o trabalho. Para ela, os jovens profissionais estabelecem uma relação diferente com a carreira por colocarem o bem-estar como uma das prioridades. “Sem dúvidas! A nossa geração coloca em primeiro lugar a saúde mental e física, determina prazos em locais de trabalho e acredito que tem mais pressa por reconhecimento profissional”, avalia. 

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Ao mesmo tempo, Daniela reconhece que essa mudança de comportamento não elimina algumas dificuldades enfrentadas pela própria geração. De acordo com ela, determinados jovens podem apresentar resistência diante de cobranças e retornos sobre seu desempenho e, em algumas situações, preferir não assumir funções de liderança por causa das responsabilidades envolvidas. “Grande parte dessa geração abre mão de cargos de lideranças para não abarcarem tanta responsabilidade, tem dificuldade com cobranças e, em alguns casos, não lidam bem com feedbacks. Mas esses são pontos individuais que vão de pessoa para pessoa”, pondera. 

Nem tudo é “ranço”

Apesar de colocar comportamentos antigos em questionamento, a Geração Z também precisa lidar com uma realidade importante: discordar de determinadas práticas do mercado não elimina a necessidade de desenvolver as competências exigidas por ele. Janaína reforça que ter autonomia não significa agir sem responsabilidade, assim como buscar equilíbrio e qualidade de vida não representa deixar de cumprir compromissos. “Comunicação, adaptabilidade, inteligência emocional, colaboração, pensamento crítico, capacidade de analisar dados e proatividade estão entre as competências valorizadas atualmente. E elas não são exclusivas dos jovens. É o que o mercado espera de qualquer profissional”, pontua. 

Publicidade

A relação próxima com a tecnologia surge, nesse cenário, como uma das características que podem favorecer os integrantes da Geração Z. Formados em um ambiente marcado por smartphones, redes sociais, plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial, esses profissionais tendem a ter maior familiaridade para testar recursos tecnológicos e incorporá-los às atividades profissionais. “Cerca de 87% da Geração Z pesquisa na inteligência artificial e toma decisões ou atitudes a partir dela. Para as empresas, essa proximidade pode representar uma oportunidade de acelerar processos de inovação, automatizar tarefas, produzir conteúdos e analisar informações”, conta. 

Ainda assim, crescer cercado por tecnologia não significa estar plenamente preparado para as exigências profissionais. A passagem da universidade para o mercado envolve conhecimentos e experiências que não são adquiridos apenas no ambiente digital. “Acho que um dos maiores desafios é transformar o conhecimento acadêmico em conhecimento prático e em competências profissionais. Entre esses desafios estão aprender a lidar com frustrações, desenvolver maturidade profissional, cumprir prazos, ter pontualidade, responsabilidade e postura, além de aprender a conviver com pessoas de diferentes perfis”, elenca Janaína. 

Essa diferença entre o conhecimento adquirido na formação e as exigências da prática profissional também aparece na avaliação de Daniela sobre possíveis mudanças no mercado. Para ela, é necessário ampliar as oportunidades para que os jovens desenvolvam competências que vão além da formação acadêmica. “Ofereceria mais oportunidades de capacitação e desenvolvimento, ampliando as possibilidades de aprendizado além do currículo acadêmico. Como estamos ingressando no mercado de trabalho, muitas empresas exigem experiência e qualificações que ainda estamos construindo”, explica. 

Da frustração à aceitação

Se existe uma realidade que a Geração Z ainda precisa incorporar, é que a vida profissional também envolve ouvir alguns “nãos”. Nem toda tarefa será motivadora, nem toda liderança servirá de inspiração, nem toda empresa terá a flexibilidade esperada e, infelizmente, nem todo feedback chegará acompanhado de um emoji simpático. 

Por outro lado, as gerações anteriores talvez também precisem rever algumas ideias que durante muito tempo foram tratadas como naturais. Trabalhar até o esgotamento não deveria ser visto como uma conquista, assim como suportar frustrações por anos não deveria funcionar como prova de comprometimento. Se a Geração Z está provocando desconforto nas empresas, talvez esse movimento também represente uma oportunidade para repensar práticas que foram normalizadas durante tempo demais. 

No fim, talvez a discussão não seja simplesmente sobre a Geração Z querer ou não trabalhar. A pergunta pode ser outra, e talvez ainda mais difícil de responder: esses jovens realmente não querem trabalhar ou apenas não estão mais dispostos a aceitar que, para serem considerados bons profissionais, precisam deixar a própria vida em segundo plano? 

Por: Laís Marques 

Fonte: Asscom Unit 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
8 min de leitura

Nova geração chega às empresas com expectativas diferentes sobre carreira, liderança e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, colocando em discussão antigos modelos de relações profissionais

Conectada, habituada à rapidez com que as informações circulam e marcada por ter acompanhado transformações sociais e tecnológicas em tempo real. A Geração Z desenvolveu maneiras de se comunicar e comportamentos tão próprios que, para muita gente, parece até falar uma língua particular. Composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2012, essa geração já está presente no mercado profissional e começa a deixar sua marca na forma como as novas gerações compreendem carreira e trabalho. 

A publicitária e redatora da Universidade Tiradentes (Unit), Daniela Carvalho, de 26 anos, integra essa geração e vivencia essa mudança na prática. Atuando profissionalmente desde 2021, ela iniciou sua trajetória por meio de estágio e de um programa de jovem aprendiz. “Inicialmente foi desafiador, tudo era novo e tinha sede por aprender tudo muito rápido, mas o ambiente corporativo exige calma e muita responsabilidade”, relata. 

A questão ou, para determinados empregadores, o “problema” é que esses jovens chegaram ao mercado levantando questões que durante muito tempo não eram colocadas em discussão. Por que permanecer no trabalho até mais tarde seria uma demonstração de comprometimento? Por que a opinião do chefe deveria prevalecer sempre? Por que estar no escritório obrigatoriamente significa produzir melhor? E, principalmente, por que a qualidade de vida precisaria ser uma recompensa reservada a quem passou anos enfrentando jornadas desgastantes? 

Novas expectativas

Na avaliação da gerente do Unit Carreiras, Janaína Machado, a chegada da Geração Z ao mercado evidencia o encontro entre modelos profissionais estabelecidos por gerações anteriores e jovens menos dispostos a considerar o sofrimento como uma exigência para alcançar uma carreira. “O que o mercado mais observa na Geração Z é muito a questão da relação com a hierarquia. Para eles, é muito difícil essa estrutura hierárquica, porque têm uma necessidade maior de autonomia e flexibilidade, principalmente em relação aos horários de trabalho”, explica. 

Daniela também percebeu essa relação com estruturas já consolidadas durante sua adaptação à rotina profissional. Antes de ingressar no mercado, ela acreditava que as mudanças poderiam ser colocadas em prática de maneira mais imediata, mas entendeu que as ideias precisam seguir diferentes etapas até serem aplicadas. “Imaginava que podia mudar as coisas no meu tempo, que se eu quisesse trazer novidades era só apresentar. Mas o mercado funciona diferente, aprendi muito sobre trabalhar em equipe, que as ideias precisam ser maturadas e o processo pode ser mais demorado”, conta. 

Para Janaína, esses jovens também chegam às empresas com uma expectativa que nem sempre ocupou lugar de destaque nas relações profissionais: a comunicação aberta. Ter retornos frequentes sobre o trabalho, poder apresentar questionamentos e estabelecer uma relação mais próxima com as lideranças são aspectos esperados por quem cresceu em um cenário de acesso rápido à informação. “Como já nasceram em um contexto de tecnologia, têm muito mais familiaridade com ambientes digitais e tecnológicos”, acrescenta. 

Na experiência de Daniela, no entanto, ter mais autonomia não significa trabalhar de maneira individualizada. Pelo contrário, a convivência e a colaboração estão entre os aspectos que ela mais valoriza no ambiente profissional. “Gosto do ambiente e das pessoas que compõem meu espaço de trabalho, além disso, vejo oportunidade de ampliar meu networking e aprender cada dia mais”, afirma. 

Outra relação

Durante muito tempo, a figura do profissional considerado “bom” esteve relacionada à disponibilidade praticamente integral para a empresa. Chegar antes do horário, permanecer até mais tarde, responder demandas fora do expediente e acumular horas extras eram atitudes frequentemente associadas à ambição e dedicação. O trabalhador que colocava a carreira acima de tudo chegou a ser apresentado como exemplo de sucesso: quanto menor o espaço reservado para a vida pessoal, maior parecia ser o comprometimento profissional. A Geração Z, porém, parece ter recebido esse modelo e preferido questionar suas regras antes de simplesmente reproduzi-las. 

“Para esses jovens, trabalhar não necessariamente precisa ocupar todo o espaço disponível na vida. Flexibilidade, possibilidade de trabalho híbrido, autonomia, desenvolvimento profissional, reconhecimento e qualidade de vida aparecem com mais força nas expectativas. E é justamente aí que surge o atrito com empresas que ainda operam sob modelos mais rígidos”, ressalta Janaína. 

Daniela também identifica essa transformação na maneira como sua geração encara o trabalho. Para ela, os jovens profissionais estabelecem uma relação diferente com a carreira por colocarem o bem-estar como uma das prioridades. “Sem dúvidas! A nossa geração coloca em primeiro lugar a saúde mental e física, determina prazos em locais de trabalho e acredito que tem mais pressa por reconhecimento profissional”, avalia. 

Ao mesmo tempo, Daniela reconhece que essa mudança de comportamento não elimina algumas dificuldades enfrentadas pela própria geração. De acordo com ela, determinados jovens podem apresentar resistência diante de cobranças e retornos sobre seu desempenho e, em algumas situações, preferir não assumir funções de liderança por causa das responsabilidades envolvidas. “Grande parte dessa geração abre mão de cargos de lideranças para não abarcarem tanta responsabilidade, tem dificuldade com cobranças e, em alguns casos, não lidam bem com feedbacks. Mas esses são pontos individuais que vão de pessoa para pessoa”, pondera. 

Nem tudo é “ranço”

Apesar de colocar comportamentos antigos em questionamento, a Geração Z também precisa lidar com uma realidade importante: discordar de determinadas práticas do mercado não elimina a necessidade de desenvolver as competências exigidas por ele. Janaína reforça que ter autonomia não significa agir sem responsabilidade, assim como buscar equilíbrio e qualidade de vida não representa deixar de cumprir compromissos. “Comunicação, adaptabilidade, inteligência emocional, colaboração, pensamento crítico, capacidade de analisar dados e proatividade estão entre as competências valorizadas atualmente. E elas não são exclusivas dos jovens. É o que o mercado espera de qualquer profissional”, pontua. 

A relação próxima com a tecnologia surge, nesse cenário, como uma das características que podem favorecer os integrantes da Geração Z. Formados em um ambiente marcado por smartphones, redes sociais, plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial, esses profissionais tendem a ter maior familiaridade para testar recursos tecnológicos e incorporá-los às atividades profissionais. “Cerca de 87% da Geração Z pesquisa na inteligência artificial e toma decisões ou atitudes a partir dela. Para as empresas, essa proximidade pode representar uma oportunidade de acelerar processos de inovação, automatizar tarefas, produzir conteúdos e analisar informações”, conta. 

Ainda assim, crescer cercado por tecnologia não significa estar plenamente preparado para as exigências profissionais. A passagem da universidade para o mercado envolve conhecimentos e experiências que não são adquiridos apenas no ambiente digital. “Acho que um dos maiores desafios é transformar o conhecimento acadêmico em conhecimento prático e em competências profissionais. Entre esses desafios estão aprender a lidar com frustrações, desenvolver maturidade profissional, cumprir prazos, ter pontualidade, responsabilidade e postura, além de aprender a conviver com pessoas de diferentes perfis”, elenca Janaína. 

Essa diferença entre o conhecimento adquirido na formação e as exigências da prática profissional também aparece na avaliação de Daniela sobre possíveis mudanças no mercado. Para ela, é necessário ampliar as oportunidades para que os jovens desenvolvam competências que vão além da formação acadêmica. “Ofereceria mais oportunidades de capacitação e desenvolvimento, ampliando as possibilidades de aprendizado além do currículo acadêmico. Como estamos ingressando no mercado de trabalho, muitas empresas exigem experiência e qualificações que ainda estamos construindo”, explica. 

Da frustração à aceitação

Se existe uma realidade que a Geração Z ainda precisa incorporar, é que a vida profissional também envolve ouvir alguns “nãos”. Nem toda tarefa será motivadora, nem toda liderança servirá de inspiração, nem toda empresa terá a flexibilidade esperada e, infelizmente, nem todo feedback chegará acompanhado de um emoji simpático. 

Por outro lado, as gerações anteriores talvez também precisem rever algumas ideias que durante muito tempo foram tratadas como naturais. Trabalhar até o esgotamento não deveria ser visto como uma conquista, assim como suportar frustrações por anos não deveria funcionar como prova de comprometimento. Se a Geração Z está provocando desconforto nas empresas, talvez esse movimento também represente uma oportunidade para repensar práticas que foram normalizadas durante tempo demais. 

No fim, talvez a discussão não seja simplesmente sobre a Geração Z querer ou não trabalhar. A pergunta pode ser outra, e talvez ainda mais difícil de responder: esses jovens realmente não querem trabalhar ou apenas não estão mais dispostos a aceitar que, para serem considerados bons profissionais, precisam deixar a própria vida em segundo plano? 

Por: Laís Marques 

Fonte: Asscom Unit 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA